sábado, maio 10, 2014

ei

... o caminho da volta é tão tortuoso quando a ida.
Fogo sobe.
Água desce.
Esse é uma percepção da natureza.
Esse é um fato epistemológico. Vulgo o que se afirma através da observação do fenômeno.
Nota mental.
Fatos que ocorrem no plano de imanência, onde supomos ser/haver/estar/existir a realidade* = Haver/ser/estar/existir...
Onde o sujeito impera nessa frase?
Penso, logo, quem pensa?
Não posso duvidar que eu pense...
Mas veja bem. Duvido que seja o sujeito apenas um ser pensante.
“Viventes pensantes” é o que somos?
No meu entendimento essa não é a propriedade absoluta que nos diferencia dos animais. O “sentimento” foge a descrição possível da linguagem. Como a fome, o amor, a saudade.
Sou, por efeito da cultura, um romântico ultra-romântico.
O bom selvagem. 
O medievalismo pulsa na lamina da minha língua afiada.
O individualismo tangente ao entendimento do ser único. 
O idealismo como “sonho” ou ilusão de realidade.
A mulher idealizada pelo amor romântico e, como escreveu o poeta “sua voragem insaciável”.
A eterna servidão humana, ou, a civilidade da pequena ética.
O “ser” independe da razão.
A coisa em si de caráter humano.
O vento que enregela a face pode apenas ser descrito qualitativa ou quantitativamente. Visto que a figura básica da linguagem é desenhada conforme a presciência anterior adquirida através da cultura.
Em casa, na montanha, no bar ou a beira-mar, várias formas descritivas tomam para si a estrutura individual de transmissão da mensagem. Conforme o capital cultural de cada indivíduo. O óbvio ululante.   
Enfim, a humanidade *salvo o sentido relativo de realidade, realmente não carece ser descrita. Sente-se o que é. É ou não é. Assim como a morte, a vida não pede passagem para seguir adiante, para as frentes.
Independo ser firme e forte. Sou fraco e delirante.
A estrutura des-existe.  
A nuvem passa. As estrelas curvando-se no céu de hoje me encobrem.
Devo realmente ser aquele homem?
O que se espera da moral vigente senão a pequena ética entre consensuais.
Sinto que talvez esteja sendo diretamente arremetido ao cais do porto, quando pensava seguir rumo ao mar aberto.
Disse-me “você se abandonou”.
Respondo “não conhece a vida aquele que não viveu a própria morte”.
A morte no sentido lírico da palavra. Indescritível, volátil, tal qual poetizaste.

Morte em mim? Quem sabe? Quem, de fato, poderá dizer o que é vida?
Afinal, proponho um novo Cogito
“quem vive?”

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