sábado, junho 07, 2014

Minimiza a sensação de dor, a conciliação amigável. Foi um longo e silencioso dia. O subtexto preenche o deserto. O tempo me arrasta. Juntar camada a camada. Por acidente mordaz e sem saber em absoluto que as sombras de outrem se encontram consigo em momento incerto em que dependerá estar entregue à Rainha do Céu para que, de onde a árvore ferida fosse guiada por um eco redundante e rotundo subir as veias de sangue, regando as fibras do inverno que tomaria conta das raízes retorcidas. A transvaloração e começo das nervuras humanas capazes de superar qualquer tribunal da razão. Sempre a rotina. Pois hoje eu começo a me preparar para deixar esse emplastro de miasmas onde particípio pretérito do findo desde que observei e vi – seus modos de descobrir, para mostrar como sobreviver. Não seremos vítimas, não somos vítimas. Não posso deixar lágrimas translúcidas embaçar a visão da imagem instantânea. Como a fonte da radiola, a cadência da gramática proferindo síntese sem nexo. O verbo suga suas nesgas e segue suas regras, eu me desinvento. No barulho ou na escuridão, girando como água no miolo do caos tubular. Vou fumar meu último cigarro com o gole de café que nunca mais vou beber. Bárbaros berberes bêbados geram mais de quatro mil e trezentos tipos de gemidos variáveis. Observo a suspeita recair sobre meus ídolos. Absorto pela exoticidade da cidade-sangue-quente foi pela transfiguração da mulher-gorila.

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