quarta-feira, julho 23, 2014

A malícia das bondades




A malícia das bondades

mil vezes a aliteração da cruz, o sacrificado.
Deus perdoa uma maldição, mas não uma bondade feita por prazer.
Estive pensando se isso que disse não está exato.
O substrato do prazer é a dor,
e o antagônico do amor não é o ódio ou a ira,

mas o prazer em sentir esse ódio.
A sanha, que sangra, que mata, que se mata por prazer único em se sentir só.

Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa piedade de si mesmo e de sua força inútil. Assim... ser o mal herói da própria cena, eterna e cotidiana,
o epicentro do universo em torno de si. E

essa pobreza intrínseca, e essa vaidade de não querer ser príncipe senão do seu reino...
Eis o caminho do extermínio, da queda da própria consciência, a tragédia das tragédias em si. Essa ira que aniquila
e mata!

Um comentário:

Francisca Aparecida Lopes Bello disse...

já comentei,gostei muito