quinta-feira, agosto 07, 2014

e...




Cai um silêncio não visto
Da noite sem ruídos
Mãos e gestos crispados
Lágrima torta
Ansiedade infinita

O silêncio cai como pálpebra
Pesada de sono
Sobre a cidade indistinta
A selva de asfalto e concreto silencia
Seus artefatos como falos
Ou dentes cariados dirigidos ao céu
Prédios como túmulos
Ruínas de si mesmos


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