quarta-feira, setembro 17, 2014

63 mistérios

pequeno infinito
 


A subida da montanha é lenta e silenciosa. Observo com calma minha natureza íntima. O sol acalenta suavemente. A brisa sopra em meu rosto. Estou atento a cada passo, mas a minha alma voa. Estou alheio ao tempo, mas controlo minha respiração. Já não sou mais a mesma pessoa que pisa na terra. Relva resplandece sobre os ares da primavera. De repente o vento sopra mais forte. Os últimos passos ao topo. Ouço o bater de asas da águia. Quando me aproximo e olho pra cima, vejo o grande pássaro que ali observava sublime, imponente. Ao ver aquele pássaro perder-se no horizonte torno minhas costas e somente àquela hora tive uma visão de onde estava. O quão alto aquele pássaro de visão aguçada podia ver qualquer minúcia. Uma vista completa da serra que contorna o vale, e o vale. Campos verdejantes que criam matizes incríveis. Sento-me para descansar e observar a geografia. O rio serpenteando, as quedas d’água criadas pelo relevo. Um momento de sonho. Silêncio...


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