segunda-feira, setembro 15, 2014

carta ao verso, cantiga de amor



Belo Horizontem, porque hoje é o amanhã.
Dia? Não importa. 15 de setembro de 2014, segunda-feira...

Fran,


A madrugada é meu caminho.
Por ela sigo sozinho.
Palavras percorrem vielas e becos
do meu labirinto íntimo.
Ainda que não saibam, vivo-as. Sou-as.
Habito um pensamento que surge ao vê-las.
Habito o pensamento ao desenha-las.
Como fugir não há, seguindo em frente rodopio,
e fazem-me girar.


Ainda resta lembrança do domingo.
Tecendo fios, letra por letra buscam
abrigo na imagem em si mesmas.
Atalhos inventam desvios, mordem pedaço, tentam escapar.
Não existe ordem, não há fim. Assim, de volta me olham
e tombam como no papel sem saber...
Onde abrolha novo panorama?
Quanto tempo se passou?
Quem dirá?

com amor,

G.

Um comentário:

Francisca Aparecida Lopes Bello disse...

as palavras surgem do fundo do rodopio do furacão,passam pelo meu interior e se explodem numa exclamação entre lágrimas de alegria,de pulsão,de auto extermino .do não poder ser o quero ser agora,der não ter o que quero ter agora.mas isto tudo não importa,são reações,passaram,hoje me pego numa satisfação de ter tido momentos inebriantes,deslocados do mundo exterior,fixado num quadrado,e nele esta um ser incalculavelmente superior,na beleza física e da alma,que tive vontade de leva-lo daquele quadrado comigo,e juntos esvair nossas forças numa vida de amor,paixão,desejos,de amizade e de ser companheiros e a cada manha,depois de uma noite partilhada,acordarmos para outros momentos,outro recomeço de vida de amor a dois,para perez,com amor