domingo, outubro 12, 2014

Dínamo da noite estrelada




zenstehen


Tenho que seguir essa sina de cigano. Eu, nessa ternura afônica, não pude engolir nenhuma das duas. Durante muito tempo na história do mundo o alimento foi escasso e ninguém falava russo. Passamos chuvas do verão e frio de inverno. As folhas caíram. Sabe aquela dor? Cacete, aquela dor que me trucida. Estou fisicamente fora, lembrando momentos memoráveis, ou só mais distantes. E deixem-me colocar as asas pra secar. Para eu poder voar como um pássaro livre, um fora da lei. Não tenho mais lugar. Vivo aqui mesmo, não é novidade. Pode-se esperar que eu seja humano. Pode-se até esperar que eu seja mais amargo e hostil com as palavras. Mas pode acreditar mesmo é que vou pedir seu currículo. Nessa disciplina que se revolta contra si mesma para formar novas estruturas. E essa não era a fórmula dos meus sonhos.

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