segunda-feira, março 31, 2014

Toca Zé! que eu canto.

Na beira do riachão
ajoelhei e rezei
Pedi três vezes calado vendo 

as água do passado
meu pai amado evoquei 

Senti vento dortro lado
roçar meu peito e assustei
Pedi ao burrinho sagrado
o retraentinho da verdade
daquilo que imaginei

nas curva do ribeirão
E o beijo eterno que herdei
e do riso despovado
levantei arrupiado 

e gritando forte e arto
pro Coiso que vinha vino
eu panhei um sopro só

e num só sopro eu falei -

Salve meu vô Galeno!
Salve andorinha do mato!
Abençoa vó Tálides
as lida do dia-a-dia
e quando cair o dia
e a lua se erguer
sobre o galo,
Salve Indalécio galego!
lá de Bamdi do Ribeiro!
Salve vovó Elvira!
e me apruma boa mira.
E do breu dessa'oração
de Jessé nasceu a flor
e da flor nasceu vara

da vara nasceu flor
e da flor nasceu Maria
de Maria o Salvador!
e na fé no seu amor
que amanheça mais um dia!!!  





domingo, março 30, 2014

Assim

Amo aquele que lança à frente dos seus atos palavras de ouro e faz sempre mais do que promete: pois ele quer o seu declínio.
Amo aquele que açoita seu deus porque ama seu deus: pois tem de perecer da ira de seu deus.
Amo aquele cuja alma é profunda também no ferimento, e que pode perecer de uma pequena vivência: assim passa de bom grado sobre a ponte.
Amo aquele cuja alma transborda de cheia, de modo que sua cabeça não passa de entranhas do seu coração, mas seu coração o impele ao declínio.
Amo todos aqueles que são como gotas pesadas, caindo uma a uma da negra nuvem que paira sobre os homens: eles anunciam a chegada do raio, e como arautos perecem.

 AssiM fALOU ZARAtUstRA

 Um livro para todos e para ninguém

Nietzsche e sua mãe, Franziska Oehler

sexta-feira, março 28, 2014

Lupis

Orides Fontela



Nous voyons em miroir
et énigme


(mais serait-il d'autre forme
de voir?)


*

Le miroir dissout
le temps


le miroir creuse
l'énigme


le miroir dévore
la face.



Vemos por espelho
e enigma

(mas haverá outra forma
de ver?)

*

O espelho dissolve
o tempo

o espelho aprofunda
o enigma

o espelho devora
aface.


quarta-feira, março 26, 2014

Orides Fontela

danke, Robinho...



se eu fosse você ouvia!



lindos sonhos...

sábado, março 22, 2014

America

oi, ein?

fui comprar chiclete...







já já eu volto...

Face




Maletta sound cloud

Hoje fui fazer um som no Maletta.
Continua muita treta fazer qualquer coisa naquele lugar.
Som ou sei lá. Sei que mandei um set e vazei. Escorreguei pelo esgoto mais próximo.  desci a rampa e saí de lá. Descobri que Maletta se escreve com dois tés quando comecei a discotecar na galeria do João Martins. Tudo parecia clean, mesmo assombroso e dark. Minhas noites quase sempre nunca terminaram bem nesse tempo. A Mardou nunca gostou da vibe, apesar de haver me reencontrado ali.
Passados quatro anos sem me ver foi lá que eu ressurgi. E na vida de uma pessoa que leu meu blog incansavelmente. Foi lá que voltei a existir como gente, não como avatar, não como palavras apenas, signos linguais que servem para agrupar um pensamento. No entanto, como signo, passei a representar algo para alguém, como ainda hoje eu represento. Naquele antro, para ela e para muitos, um tanto, e som se propaga no ar. O bonde caminha em cima dos trilhos e não há nada como o tempo pra passar. O tempo cura tudo. Loucura, riqueza, excesso, cansaço, desespero.
Espero que esteja certo apenas. Apesar de não saber o que fiz ou quando e onde estive errado. Sigo seguindo a senda do meu sonho, ócio, estados alterados de consciência, jogos e acidente. As cinco bases da cultura, segundo a vertente alemã da semiótica.

Aprendi muito. Nem sei a medida. “Quão” é minha epifania. Sei que estava cheio de gente e que divertir-se quer dizer “sair de si”, etimologicamente. Conheci muita gente interessante ali. Mas hoje não quis falar com ninguém. Evoco as correntes africanas a se expressarem por mim.
Enfim. O Mosh Moshi foi o parceiro na hora de arrumar a tomada para plugar a tralha, parafernália sonora. Eu e ele temos feito experimentações que se perdem sem luar e sem memória. Assim sigo. Sujeito ao objeto, ou, digo. Assim segue a via vitae que vivemos e vivo, viva. Em espiral contínua rumo ao infinito. Segue como as ondas sonoras. Segue como as ondas do mar. Arcângelo, um dia quem sabe eu volto.
Sim, com outro intento.
Saravá.    

quinta-feira, março 20, 2014

no mudo

dormi silêncio, acordei palavra



“Ninguém jamais escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu, inventou que não fosse para sair do inferno”
                                              Antonin Artaud, Van Gogh - suicidado pela sociedade.


No momento em que a cidade está voltada para o centro de si mesma, e seus residentes buscam a cura no prazer onde não existe doença, venho aqui para anunciar um novo selo editorial que está prestes a se abrir. Chama-se O anjo e a pipoquet.
Creio que enquanto São João, sentado ao lado de Deus, aguardava que os habitantes da terra pedissem perdão pela orgia apocalíptica em busca da redenção na hora do juízo final, o anjo nem se lixava, para o que ia acontecer. Bem penso eu que, ser anjo deve pode não ser tão ruim assim, mas, sem pecados, talvez um pouco entediante.
Não somos anjos, se é que um dia desejamos ser, ou pensavam que fossemos. A questão é que O anjo e a pipoquet abre a garganta e deixa rolar a palavra de quem tem algo a dizer. Essa agonia existencial que não nos livra do convívio, quase enigmático e secreto, com o outro ser. A decepção e bônus.
Os totens primordiais que nos trouxeram ao mundo, pai e mãe, são também vitimas e algozes desses signos de vida, muitas vezes.
Para mim, 2013 foi um ano ruim. Reuni meus escritos com a intenção de publicar um livro. Durante esse período de reclusão ingeri putrefações nefastas, pólipo de recônditas reentrâncias, na ânsia de não ser amado. O amor é o peso do mundo, e eu Átila, mesmo cansado, tive de carregá-lo, sem saber se ódio é a palavra certa para tal dicotomia.
Passei uma temporada no inferno, assim como Adônis no submundo bastante agitado, o reino de Hades, aos cuidados de Perséfone.
A solidão é fim de quem não ama a si próprio, está bem dito, porém, durante esse tempo ficou a dúvida de ser medo ou amor a força motriz do planeta. “o amor move o mundo” escreveu Carlos Catañeda, mas creio agora que o amor é quem o movimenta. O medo é sustentáculo da pátria que vivemos e nela, nossa geografia, dentre e fora, também nossa geografia interna. Aparências.
O que há dentro de mim? Ninguém sabe o que nem mesmo eu, na busca de uma porta, talvez inexistente, sei ou hei de saber.
Alimentei o meu almoço nu. Lágrimas secas com pinceladas rápidas. Comida fria e manhãs vazias. Quando ventos suspiravam brisas e o brilho anunciava o dia. Duas voltas e meia em torno se conseguem mesmo não dizer nada onde na periferia dos olhos e a cabeça acaba. Minhas notas. Não vejo a hora de queimá-las em seus olhos, mas espero que não virem fumaça. Que quem leia veja um somatório de impressões etéreas que morreram comigo.
Pois, nem lei nem guerra definem o perfil do ser, nesse fulgor Baco de terra que é a cidade ao amanhecer. Sem luz e sem arder que fátuo fogo encerra. Afinal, ninguém sabe que coisa quer e ninguém conhece a alma que tem nem o que é mal nem que é bem. Palavras de uma pessoa chamada Fernando, que por sinal eram vários.
Esses relatos narram a tentativa, talvez inglória, de momentos catárticos, numa profunda e desesperada disseminação do pavor, desilusão, e dialogismo divinal, com Deus. Essa tal figuração transcendental a qual nunca me respondeu.
Cheguei, se é que há o advento da linha de chegada, nalgum lugar além do nada. Nada mais tenho a dizer. Aprendi várias coisas, a hora de vir e de ir embora, tal como a humanidade não quer ser salva. Também a compulsão que o homem sente por si mesmo a todo instante, sem saber, de fato o que lhe falta.
Nascemos faltantes, e assim seremos, ditou o grande Buda a primeira nobre verdade. Lembrar-se disse constantemente, a segunda, evita a dor de esquecer que somos errantes, e que empreender jornadas em busca de objetos ou, seres pensantes e abstrativos, é ainda pior.
Nada se perde. Tudo se renova. Somos eternos.
Expor nossos desertos em palavras é um desafio que traz libertação. Além do bem e mal que vivem os poetas e as senhoras cegas cantadeiras do vale do Jequitinhonha, a liberdade e lei própria latu sensu sempre recompensa com prazer. Pureza branca, manchada de vida, ainda que tingida árduas palavras em prosa. Eis, pois a poética da vida agora futuro fruto que vier.
Na próxima chamada contarei o enredo do primeiro livro a ser editado pela pipoquet, cujo anjo manipula. Uma história de cárcere judicial. Entrega incondicional, esperanças emotivas numa bible de versículos incompletos, revistas íntimas, seios de santa, e lânguidas largas breves e despidas longas despedidas.
Aguardem.

terça-feira, março 18, 2014


do me a favor


Gosto de poodle de sapatinho e pessoas dançando no ponto de ônibus. Não tenho mas fé nas crenças, ídolos, ódios ou doença. Odeio os amores que esperam recompensa, e também aqueles que amaram por vingança. 
Furtei-me de julgar as coisas da existência. Nessa travessia, um pássaro bebeu em minha orelha as gotas de orvalho que pousaram em meu corpo. Uma raposa também lambeu meus lábios em seguida. 
Um dilúvio então, ao fundo enfeitou o cenário. Desceu por descuido de um deus por mim imaginado. Durante a madrugada, uma chuva de raios longe foi o prenúncio de vida, além da existência. 
De agora em diante, meu peito apenas sentiu a aridez das ilusões e beijos alquebrados. Nada mais poderia star desertificado. Como na noite dos séculos. Na longitude incomensurável de sentidos sentimentos que atravessei.



Lups

ok

segunda-feira, março 17, 2014

Ladrão de dizeres

"O sentido da vida é a própria vida"
                       Wolfgang von Goethe





Olhar pra fora, sem olhar para dentro pra mim é perca de tempo, cutucar o umbigo dos outros sendo que o nosso as vezes possa estar sujo é pedir que limpe, penso que faço pensando no que sinto, ter uma faísca de vida é ter esperança, o zen é amigo do tao mas não são iguais, é isso é que é legal, já surpreendi no fundo do poço e quem me deu a mão não olhou a quem, quero falar de terra de possibilidades de um certo amor que quero descobrir, e eu sei muito bem se eu não levantar, ele não vem sentar perto de mim,minha força vem daquilo que a semelho e vejo, vi coisas exatamente iguais,o lugar onde quero estar tento fazer agora e sem que sozinho é difícil, enquanto existir passos, o que guardo na memoria é o que espero,transcender naquilo onde menos espero me surpreende, e é nessas horas que aprendo, a viajem é longa o caminho? enfim, o process faz jus, o ego e a luta de cada dia, a festa faço todo dia dentro da minha cabeça, agora penso no agora.


                               
                                                                                                                     Emanuel


rituais fiz e nada valerão sem ela gosto de não gostar de ícones e fodass Adélia consigo parar de escrever se quiser praiar pelo céu das montanhas dedicado à ela, ninguém viu o que está dentro dos meus olhos. e nem Verá, pois a solidão no cume das visões de si em si são belas

santuário do Caraça

Eu sinto a fome do mundo.  A desnecessidade que sentimos por tudo. E ainda há ontens que não virão no passado presente furtivo. Simplesmente porque há muita gente que não tem nada e não tem tudo. De agora em de ontem vi os ratos se assustarem com os cachorros. Vi coisas humanamente inimagináveis. Becos, barracos, teto de zinco e lona de plástico preto. Vi o que não vejo dentro do meu círculo familiar. O desespero de estar em algum lugar onde eu não devia estar. Quero olhar as estrelas, mas muitas vezes o exu nos deixa com o queixo no peito, ou os olhos por detrás da orelha. Não gero pena, se a quero. Não deveria. Deito-me a penas duras dores encostas no meu plexo e gosto. Ainda amo muito. Amo muito o mundo que me carrega. Falta-me tempo de sobra. Sobram lembranças amargas. Ventos de sobras, de dobras, de buraco negro. O céu é negro, o amor, a vida, o pulso, o pano, o pato, o pulmão e o peito do pé de Pedro. Um beijo. Tento não escrever algo que diga algo. Como o signo. Como até agora esse texto. Comemora desconexo. Porque também a memória e a consciência são negra azul e preta. Fui ver o mar antes de morrer, antes que nasça a próxima aurora. Antes que a lua desça antes que alma me esqueça alva esvoaça num sonho de transcendência. Antes que a flor da ida de dada se desfaleça. Foda-se e de nada. Por quê? Deus nunca vai me responder. Mandou-me de volta quando, de fato eu devia ter dormido na igreja. E que vista tem a igreja! Mas na van sempre tem um espaço, lugar pra um caroneiro que por sorte recebeu a bondade do motorista negro. Enche meu ego esvaziar o tudo que sobrou do desbrocado desapego. Fudido e malfado vulto volto. Não gosto de Adélia prado. A vez agora é de pular a roleta. Zero é a tarifa do caralho. Da buceta, da loucura e da festa, da sinistra, da funesta de qualquer greta. Garbo me gabo de fugir, mas enfim, não conseguir muito alem de longe em Deus-mim-capeta. Tao. A vez agora e sempre sem tempo cosmo ou capeta, será de Orides Fontella.  

Pscodélia Rural




sábado, março 15, 2014

zero é o caralho


Sabe mardou,

É comovente ver que o mundo mudou.
que ninguém se deu o trabalho de saber quem é Orides Fontela, mas que Adélia Prado continua sendo prato do basilar do manjar de quem bóia.
A vez delia passou.
É hora de lavar os pratos.
Comemos com ingratidão nas calçadas que não se sabe quem limpou. Que um dia alguém, talvez eu, usou de travesseiro o meio fio e meio de Ariadne.
Agora é hora de peidar com vontade. Assim na farofa do repulsa, na farinha do desprezo, no pó da questão que John Fant mandou, Mardou.
Difícil ver alguém que esperou por seis longos anos um cara sair da cana e chutar a bunda de si, acreditar-se ainda no amor. Senão na solidão, fim ou começo.
Vandalismo a parte, depois daqueles oito dias que já não me faz bem lembrar, da dor que restava nas orelhas e na vontade de mandar uma delas pra você, no desespero dos iconoclastas, ao quebrar a imagem dos meus próprios sonhos, no recolhimento apavorante que somou mil anos a minha idade, ainda ver que ativismo e atividade são pleitear taxa zero de sei lá o que no veneno, no buzão do bairro ao centro. E nós que achávamos o máximo andar de caminhão quando pequeno. Está lá. Na luz, nas estrelas.
E na imagem da quebrada, nada. A mesma lama empoçada, a mesma terra vermelha, a velha bola furada, a mesma amarelinha na ladeira. Um esforço do céu pro inferno ou vice-versa. Já não entendo o que estão dizendo.
Espere a primavera Bandini...


sexta-feira, março 14, 2014

muss buss







It's not my attitude, it's my style




  • Kozy on changes and life
    "When you relinquish the desire to control you future,you can have more happiness"
    Sometimes the slightest things change the directions of our lives, the merest breath of a circumstance, a random moment that connects like a meteorite striking the earth. Lives have swiveled and changed direction on the strength of a chance remark
    How often, you wonder, has the direction of your life been shaped by such misunderstanding? How opportunities have you been denied-- or, for that matter, awarded --because someone failed to see you properly? How many friends have you lost, how many have you gained, all those make me thinking, because they glimpsed some element of you personality that shone through for only an instant,& in circumstances you could never reproduce? booo


Oásis

Gosto de poodle de sapatinho e pessoas dançando no ponto de ônibus. Não tenho mas fé nas crenças, ídolos, ódios ou doença. Odeio os amores que esperam recompensa, e também aqueles que amaram por vingança.
Furtei-me de julgar as coisas da existência. Nessa travessia, um pássaro bebeu em minha orelha as gotas de orvalho que pousaram em meu corpo. Uma raposa também lambeu meus lábios em seguida.
Um
dilúvio então, ao fundo enfeitou o cenário. Desceu por descuido de um deus por mim imaginado. Durante a madrugada, uma chuva de raios longe foi o prenúncio de vida, além da existência.
De agora em diante, meu peito apenas sentiu a aridez das ilusões e beijos alquebrados. Nada mais poderia star desertificado. Como na noite dos séculos. Na longitude incomensurável de sentidos sentimentos que atravessei.

    

quarta-feira, março 12, 2014

Junk

E me perguntou, naquele dia qual ritual eu fazia. Não respondi de novo. Próprio das lágrimas de cinza e reservado as minhas mãos, sujas de fogo. Conflagrar que me é devido. Revelar o quão da minha epifania. Escrever cem vezes a mesma madrugada, em diferentes repetidos erros. Chorar até que venha a luz da manhã em busca da nova filosofia. Perquirir o problema em desmazelo, até tê-lo. Até envenenar-se do seu próprio encanto. Meus sóis...

terça-feira, março 11, 2014

No castelo do samurai

domingo, março 09, 2014

visitas

sexta-feira, março 07, 2014

a arte cavalheiresca da espada

Cool...

quinta-feira, março 06, 2014

Quando o viajor

Canção.
Quando o viajor canta por um devaneio.
Os ditames do Feng Shui afirmam que as energias – esse domínio que ainda não alcançamos, senão por via de sentidos sentimentos – concentram-se em cantos, arestas onde ausência, coisa alguma. Onde encravados nadas fincados se impregnam. E o viajor cansado e sol em si se apruma. Graça
de vento e água onde nada fica. tudo passa.
D
oce dor da alegria. Dor da triste felicidade. Raízes foram devoradas... A árvore caiu. Contudo a nuvem passa, além disso. Impassível, indiferente, ao que se vê ou viu, ouviu... Mudo assim também segue cego ao que se percebeu. Ao querer bem querer aquém de quem além daquele instante. Ao sul agreste enfrenta a frente. Ao leste se léu. Ao norte, estrela do oriente. Oeste, poente que desliza basilar de tantos eus. E segue os matizes. Feliz ou descontente, nada importa. Faz sol...
Queria não se conter por tantas vírgulas, mas a vida o força – essa gramática de excrescência animal. E assim seguimos o pretérito do futuro subjuntivo.
O eu poderia o sujeito à materialidade. Sujeito ao materialismo fundamental de Karl Marx e acumulando impressões com passos de gigante. 
Fui a Trancoso ver o mar. O mar dos trancosados. trancoeiros, sei lá... trancosófilos, trancabandistas. Só vi mar e areia. Nada de
ou com
se porque

será também já não importa.
já nada mais importa.

Uma porta se abriu.
Um portal...


Cris,
Sinto sua falta. Nossas conversas, tantas... Uma sacerdotisa brasileira e um James Joyce tropical.  Epifania periférica e diminuta diluída em miudezas, grandetudes...   
Sim, dolce bimba cara. O caminho somos nós.

Ainda que as lágrimas e chuva se confundam atravessei o portal...


 “A eternidade está apaixonada pelas produções do tempo”

William Blake