sábado, junho 06, 2015

Como ando agora

















 


E essa são palavras que não estão no meu caderno de notas mais recente, digo, no qual escrevo agora, de páginas totalmente brancas, sem linhas, o que ganhei e pensei que nunca fosse usar. Nele eu já fiz umas manchas com tinta de carimbo, e também colei uma embalagem de caixas de fósforo. Gosto deles assim, sujos das minhas coisas que nunca encontrei. Água da palavra, a voz das águas. Tenho tantas palavras espalhadas por todas as partes e dimensões. Dentro de um conjunto deveriam encontrar-se aqui. Mas não é bem assim. A lua gira e meu compasso é outro. Quantas lindas luas eu vi naquele lugar. Quantas lindas vezes eu vi a lua. Agora vivo agitado, mas numa espécie de banzo poético, saudades que doem e não se mantêm, não sustentam a palavra de uma mulher. Queria estar perto, estar presente, presente no momento que vai traçando nossas vidas. Eu bem queria fazer a lua de travesseiro. Eu queria estar bem primeiro. Sentar calmamente na beira de uma fogueira. Olhar o céu com mais minúcia. Pesquisar as estrelas, onde estávamos aquele dia em que as... as estrelas giram. As estrelas giram, a Terra gira e os dias passam. Ando como um norte americano aqui no Jardim Canadá. Com muita roupa de frio e cachecol e rápido. Com pressa de não encontrar ninguém, nem nada... Porém, o Tempo não deixa de passar, nem o ônibus, nem os carros e carretas na rodovia. Rezo. Na volta da razão uma dança de alegria e mil asas pra voar. Uma canção que segue. Um Ícaro que lamenta outra história que não se repete mais. A marca da loucura. Camisa xadrez, roupa de lã, dor de solidão. Carece de cantar.

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