sábado, outubro 24, 2015

dedicado aos negócios



___ was wills du?

Hoje, hey Jude, nuca compreendi as suas “leis”. Mas foda-se também. Agora, o que não volta mais. Passou. Sua putinha! eu te adoro. Ao passo que ainda caminho. Com toda a minha beleza, inteligência, impulsividade. Moro na filosofia pra ninguém zombar de mim. Fingir que está tudo bem. Eu sou um farsante. Um beat angelical do Tempo. Se você estivesse aqui, mas até que eu esteja certa de que você não “não está nem aí” nunca dormirei em paz. Chet Baker e seu trio tocam as notas do jazz. Ele canta, desafina, alucina, “viaja” no som do piano e do contrabaixo. Rush na funiculina, um fugitivo do Tempo e a pantera cor-de-rosa. Um gozador. Das notas mais bonitas, mais líricas, mais enfáticas. Cada frase musical dói ah, mas como dói... E também zomba da própria dor numa espécie de ladainha jazzística. “mas hein, não tô nem aí com você”. E quando canta ele expressa esse desprezo. Desprezo pela vida, pela verdade, por você. Moto contínuo, a ladainha não pára. E é por isso que gosto dele. Ele não esgoela as notas com pavor intimidador, mas prolonga o sopro do lirismo e da angústia. Boceja nota à frente, acima e nota abaixo. Canta, vocaliza, nos agudos e nos graves. Algo de que me angustio por não saber se também desprezo a humanidade. Não que eu seja falso. Sou sincero até a morte e não penso mal de ninguém. Não projeto o mau, não “desejo” o mau. Normal que eu me sinta meio magoado por tanta coisa que desanima... Mas “acontece”. “A vida é assim mesmo...” Coitado do filho-de-uma-puta que fala isso. A vida não é assim, não engane você mesmo. As coisas acontecem da maneira que a gente não planeja, mas somos as vítimas e os algozes desse paradoxo chamado por “amor”. Chamo de “vida de relações”. Essas foram para mim um verdadeiro lixo. Eu também sou um lixo e o malfadado acontecimento diário chamado Vida, no momento me dá uma preguiça danada. Não sinto mais prazer.

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