quarta-feira, outubro 28, 2015

peixe-sapo-eu-sapo-peixe

A futuros mais remotos, a meios-dias mais meridionais que os que jamais pôde sonhar a fantasia, além onde os deuses se envergonham de todo o vestuário
Assim falou Zaratustra





O extra-mim
enfim, decerto nada soube
tudo ou anything
O deserto nada há por sobrevir  
de como entornei-me Eu, ainda que assim
assim
tornei-me Eu-mim aqui
enfim
tornei-me entorno
tinta de besouro verde derramado
tinta de titiriteiro entorno inteiro
de eterno retorno
o dia diatônico reto urgia 
de gravata branca e terno vermelho
de gravatá sem terno, mas nesse modelo
feito espelho
high so far se já so long sou cama lambido
camarada libido libidinoso beija bem
se viu cívil se vil se gólgota se esgota
horizontal progesterol gol, gota-a-gota
Essa reta assíntota limita a curva, reza lenda
pela equação que não ultrapassava a dupla
mas qual, quão!? não funciona – facínora idiota!
Foi tudo em vão? tecnocratas da genipoca!
chiou meu coração cachorro, quase morro
mesmo assim, merci... foi por você que vim aqui
estames são de quatro em quatro,
dois dos quais, mais longos do que outros
diz-se dos vegetais que têm dínamos rizomáticos
gárgula garganta gargalha
Beatriz sentada aos pés da Santa
engole peido-de-xoxota
atravessei o sinal, entrei na contramão
extra-mim além acima sobre, ainda que longe daqui aqui mesmo...
nos verdes vales do fim do mundo
eis o homem, pois
o Paraíso de Dante’s now!
cem mil dentadas de animal
no mar de ossada sã dinamizada de manada
mamam menininhos mortos num pedaço de jornal
sonhei com a morte? – “não!” disse Carlos Gustavo, o Jovem
“sonhaste consigo mesmo entre os cavalos” redarguiu tão formal...
Foi daí que, sem pensar, eclodi, revidei com resposta angustiante e recriminei e acusei através do discurso verbal =
__ O peixe é o peixe, sapo é sapo e eu sou eu - animal!


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