sexta-feira, junho 17, 2016


Ainda sem norte, mas com um propósito. Seguir, seguir. Quero encontrar-me com a Natureza. Esse desejo que não cessa. Já faz tanto tempo que eu não me preparo para uma caminhada. Alguma "nostalgia boa" como motivação. Por quê que a gente faz tanta coisa que não sabe? Por quê que a gente faz tanta coisa sem saber? Uma fogueira em frente à toca. O céu de estrelas cobrindo minha noite. O silêncio. O vento crepitante lambendo as brasas. O reflexo do fogo nos olhos. A luz da noite incide sobre a paisagem. Estar frente à frente com Deus. Ser o Deus de mim mesmo, e mais uma vez Uno. A interdependência cria uma relação simbiótica de significado. Reinterpretando novos signos e conceitos e significados. Resignificando novas interpretações, deixando os signos sem palavras. Preciso reinventar o mundo dentro de mim. Dar forma nova a um novo contexto. Aceitar. Aceitar esquecer a lembrança de um dia feliz, e viver. São as úlitmas lágrimas do adeus. É dar um passo e deixar tudo pra trás. Um passo apenas. Esse ano creio que não será possível fazer uma caminhada longa. A serra é meu abrigo. Quero investir nesse propósito. Sempre saio sozinho. Sem amigo ou namorada. Sem nenhuma companhia humana. Aqui na civilização eu me sinto sozinho. Muito mais do que o mais próximo que eu jpa estive da Natureza. A vida urbana é paradoxal, pois me envenena e me alimenta. Quero jantar à luz de um bilhão de estrelas. Queria estar na Natureza. Queria estar pleno.

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