sábado, agosto 27, 2016

Além do fim do mundo



Estou com a cor ferruginosa dessa terra da minha rua. Além dela o fim do mundo. Meu pai também está com está cor. Todos dias, antes do almoço, no intervalo do trabalho, ele senta-se nas cadeiras de ferro em frentre à minha janela, ao sol. Quando era jovenzinho, os pais espanhóis o mandaram para um colégio interno. Durante quatro anos ele viveu sozinho. Acho que se emancipou como homem. Sofreu e praticou bulling, mas não como as crianças de hoje. Creio que as ofensas das crianças de hoje detêm uma moral não menos ofensiva, porém mais fragmentada.

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