sexta-feira, agosto 12, 2016




Colorir me fazz afastar maus pensamentos. Parece infantil. E é. Mas ajuda a afastar maus pensamentos. Como uma vez eu fazia pequenos pássaros de origami, dobradura japonesa, e duas  meninas estúpidas que me vistaram comentaram se eu só fazia aquilo da vida. Hoje eu acho que não seria um absurdo se eu só fizesse isso da vida, se eu fosse um monge. Fiz mais de mil pássaros. Segue a vida... Minhas reformas e alegrias nascem quando estou deitado no quintal. Brotam do reflexo aguado do verde da manhã chamando e sendo chamado. À tarde a luz descansa sobre o verde escuro, enquanto eu vejo o sol se por. Sinto-me um menino, magoado e burro. Magoago não sei de quê. Coisa de menino. Nada, no momento, pesa a favor. Essa é a tônica. Por que quê eu vou me forçar a ficar aqui se eu não estou gostando de fcar aqui? As paredes petrifiadas e cheias de ranhuras de passado do meu quarto mal guardado e mal arrumado são a caída que eu confronto e que me dizem mau. Eu gosto porque ao menos projeta um pedaço de ruído que não existe ainda. Então ainda não existe, não está presente e não etente o que é a dor.

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