quinta-feira, agosto 25, 2016



Escrever é a única coisa que me resta. E é bom que eu ainda possa escrever. Escrever é um longo processo, assim como esquecer. Cada dia passa a me sufocar. Sem horizonte e sem memória. Eu morri sem saber disso. O fato é que escrevo de algum lugar escondido e distante. À força bruta. Como não saudar a morte sendo esse um corpo sem orgãos. Olha que saudade, que impossibilidade de estar ou falar com você. Que medo você tem de mim? Indo cada vez mais longe. O caminho parece cada vez mais longo. Quero voltar a ver o alto das mntanhas ao amanhecer.

Nenhum comentário: