quinta-feira, agosto 18, 2016

jorro



Escrever, escrever, escrever. Sem perder um segundo. Como o pensamento. Abraçar a palavra. Beijá-la tão fundo como um vento da alma. Quando eu abri os olhos os signos já eram parte do meu entusiasmo. Quando eu falei meu nome isso era parte do meu entusiasmo. Olhos grandes. Vontade de entender. Saudade da criança que eu fui. O pirata que morreu e o homem que deixei surgir, das ruas, do gueto. Minhas linguaguem é das ruas, dos becos, e eu não me dou bem com as palavras do Quinta Avenida, Wall Street... Cada letra vai pingando e derramando vai formando uma palavra de areia. Eu só queria não ser um vaso vazio. Não mais. Mais doce seria um tempo bom para acabar um lenda, mas não existe lenda. Nem mito. Tudo hoje depende de uma ideia. Nada depende de uma ideia sem iniciativa. Acho que sempre foi assim. Errei, então, nas iniciativas que tomei. Reuni más ideias numas só ideia ruim. Essa foi uma constância em minha vida. Vivi a vida sem tempo para não guardar ou viver sem ter guardado o rancor de alguém. Se foi assim, que seja.

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