sexta-feira, agosto 19, 2016

sem parar de sentir





Eu não sei seguir, mas sigo. Não sei dizer, mas digo. Não sei mais o que restou comigo. Apenas adoro as pequenas coisas que sobraram. Uma adoração meio odienta, meio rancorosa, nas poucas coisas que sobraram da luta, das lutas, da guerra. Todos saímos diferentes. Pra melhor, pra pior. Não sei... Se eu conseguisse escrever vinte linhas por vez. Mas a vida é fragmento, é cada momento. Um dia que passou não volta mais. Acho que vale o esforço de fazer qualquer esforço pelo qual alguém se alegre pela primeira vez. No mais resta lidar com essa mansidão, com esse tempo ilimitado pra passar o tempo. O tempo sim, nunca repousa, mas eu, eu repouso todos os dias. Todos os dias meu repouso, mesmo que forçado me traz um pouco de paz e sossêgo. Plantando a paz, harmonia e a saúde. A sementinha cresce.

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