sexta-feira, setembro 16, 2016

devagar



Não sei como condensar sentimentos. Transformar palavras. Cunhar palavras com o passar dos dias. Seria melhor que eu não escrevesse. Há de ser a finalidade de uma alquimia inviável, intransponível. Quantas coisas eu guardo e guardo munuscrito. Quero vomitar esse pedaço de mim que "fala". Que falar do que me faz beber o próprio desgosto. Falar sem dizer para que outros leiam. Não do isolamento que agora passo, mas do que passei. Essa vontade pungente e que significa repugnar essa obra que escrevi em quatro anos. Não importa como começou. Começou com a minha profunda decepção com tudo que se possa imaginar. Tudo e todos. O significado dos sentimentos. Valores afundaram tão depressa quanto chumbo na água. Eu também sou palhaço. Eu também sou um "cloun" de Shakespeare, eu também sou um gravoche que salta em piruetas d'aço. Também sou triste...

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