quarta-feira, agosto 31, 2016

meditando



Acho que vou no sábado, para um lugar mais distante que aqui. Eu disse que há quatro anos comecei a fazer a desconstrução da minha memória musical, que desde então eu me sinto vazio, silencioso por dentro. Mas não. Acho que no fim-início desse recomeçoexiste uma canção, Major Tom. Também acho que é uma música triste. Por que estou indo pra indo estive ao lado, ao longo de tantas trilhas sonoras, tantos sonhos? Chegando lá meu silêncio interno fica ainda pior. Fala sem discrição, pois aproveita-se, eu acho, de toda mudez da natureza. Por isso purifica ao fim do processo. Ou enlouquece.

segunda-feira, agosto 29, 2016

inapropriadamente



Agora tudo o que eu queria era me preparar para uma grande jornada, talvez infinita. Mas depois de toda libredade posso ser preso por invadir um resersa natural particular. Agora vejo o que é privado ou não. Agora vejo que "propriedade é o roubo". Agora vejo como cercear nosso direito de ir e vir. Eu quero o simples prazer de ver o alto da serra. Sentir os ventos e estar só. Não sei ainda se vai ser hoje. Não sei ainda quando vai ser. Enquanto isso, vou indo, apenas. Esperando a minha vez. Conheço a solidão. Sou amigo da solidão. Descobri que quanto mais há solidão, mais se caminha em direção em direção à solidão.

domingo



As coisas vão se afunilando. Ainda não me atingiram, mas está bem próximo. A queda pode ser um bom sinal, pode ser. Eu pensava que tudo que quero é ir para mais distante dessa realidade familiar. Improvisar o meu pequeno deserto, de fato, no alto das montanhas. Outro dia desses eu pensava nas águias. Elas me acompanharam, fizeram breves aparições enquanto eu caminhava pela cumeeira dos montes, em minha última longa caminhada. Estou distante. Ficar mais distante do que já estou é uma meta desprovida de meta. Fico pensando como devo viver na natureza. Dormindo e acordando sozinho todo dia e noite. À tarde as cores se confundem. À noite tem mais estelas. O que fazer com tantas? Enxergo o pé da serra.

sábado, agosto 27, 2016

conta-


Além do fim do mundo



Estou com a cor ferruginosa dessa terra da minha rua. Além dela o fim do mundo. Meu pai também está com está cor. Todos dias, antes do almoço, no intervalo do trabalho, ele senta-se nas cadeiras de ferro em frentre à minha janela, ao sol. Quando era jovenzinho, os pais espanhóis o mandaram para um colégio interno. Durante quatro anos ele viveu sozinho. Acho que se emancipou como homem. Sofreu e praticou bulling, mas não como as crianças de hoje. Creio que as ofensas das crianças de hoje detêm uma moral não menos ofensiva, porém mais fragmentada.

sexta-feira, agosto 26, 2016

All strange


a serra...


Desde que nos mudamos já é o segundo inverno que eu passo. É um sentimento de superação agora que o tempo passa e o clima vai mudando. É como esperar um terceiro inverno. Espere a primavera, Bandini... E o tempo é de esperar. Espero, de qualquer maneira, espero. Às vezes me desespero, odeio me desorioento, me culpo, não me aguento. Outros dias passam de outras formas mais brandas. Todos os dias acordo sonhando que estou num lugar diferente. Todos os dias acordo sonhado que sou outra pessoa em outro lugar. Talvez um lugar que ainda não vivi simplesmente. Mas um lugar que não faz a mesma reta dessa rodovia. Um lugar de xamã, como eu vou saber? No alto, entre? Por aí... Na ponta dos pés. Pulo no rio. Não sei esperar.

minhas montanhas




Entro para dentro da minha caverna. E dentro da minha caverna em mim, perto de uma anscente escondida em um buraco na terra e minha toca cheia de velas de citronela, aqui estou eu. Lá fora faz sol e a passarada canta, mas aqui faz sombra agora. São dias de sol, mas volto a conar tão poucos dias que ninguém sabe, além de nós. A vida particular de cada um é formada de milhões de inevitáveis pequenas catástrofes cotidianas. Todo desejo, contudo, está dentro de um contexto, uma paisagem. Está sendo árduo rever as minhas montanhas.

quinta-feira, agosto 25, 2016



Escrever é a única coisa que me resta. E é bom que eu ainda possa escrever. Escrever é um longo processo, assim como esquecer. Cada dia passa a me sufocar. Sem horizonte e sem memória. Eu morri sem saber disso. O fato é que escrevo de algum lugar escondido e distante. À força bruta. Como não saudar a morte sendo esse um corpo sem orgãos. Olha que saudade, que impossibilidade de estar ou falar com você. Que medo você tem de mim? Indo cada vez mais longe. O caminho parece cada vez mais longo. Quero voltar a ver o alto das mntanhas ao amanhecer.

domingo, agosto 21, 2016

os ETs estão chegando

 

Por que essa necessidade que eu sinto de me comunicar? Necessidade de exibir palavras. Varrer as palavras empoeriasdas, colocar fragmentos no varal. Mas hoje está nublado. Por que a lembrança ainda me leva ao quase choro?, ainda depois de quatro anos. Cada um constrói seu pequeno mundo. Faltam poucos meses para o fim da jornada do herói. Ultrapassei o limiar. Tenho medo de um novo começo, mas minha cara está a prêmio. Tenho que encarar. Não sei o que fazer em vinte linhas. Aqui o dia me leva leve. Dia me leva a escrever. Porque são todos aparelhos da natureza. Funcionamos para você. Somos deuses e movemos o mundo a partir do nosso mundo. Ação e reação. Causa e efeito. O eterno retorno. Imagino fios entrelaçados formando um multiverso sem Tempo. E esses fios se encontram, e nossas almas viajam por esses fios e também encontram-se em variados contextos temporais. Noções de tempo existem como uma extensão e retração do próprio tempo. No momento existo aqui-agora no ano de 2016, último dia dos jogos olímpicos sediados no Rio de Janeiro. Os aliens estão chegando... deixo aqui o meu abraço. Bi Bi

sexta-feira, agosto 19, 2016

sem parar de sentir





Eu não sei seguir, mas sigo. Não sei dizer, mas digo. Não sei mais o que restou comigo. Apenas adoro as pequenas coisas que sobraram. Uma adoração meio odienta, meio rancorosa, nas poucas coisas que sobraram da luta, das lutas, da guerra. Todos saímos diferentes. Pra melhor, pra pior. Não sei... Se eu conseguisse escrever vinte linhas por vez. Mas a vida é fragmento, é cada momento. Um dia que passou não volta mais. Acho que vale o esforço de fazer qualquer esforço pelo qual alguém se alegre pela primeira vez. No mais resta lidar com essa mansidão, com esse tempo ilimitado pra passar o tempo. O tempo sim, nunca repousa, mas eu, eu repouso todos os dias. Todos os dias meu repouso, mesmo que forçado me traz um pouco de paz e sossêgo. Plantando a paz, harmonia e a saúde. A sementinha cresce.

pelo tempo



Está-se abrindo uma nova campanha contra o tempo, pelo tempo e através do tempo. Portanto não tenho pressa, mas tenho atenção em como conduzir o jogo. Já disse que mudei as horas de escrever, embora não fizesse nada durante o dia para escrever durante a madrugada, escrever durante o dia não significa que agora eu não faça nada. Esse inverno não foi como eu esperava. Acho que também já disse isso. Agora não posso deixar que morra minha ambição. Esquartejada pelo meu delírio zen. Onde vou parar? Numa parte que me caiba dentro dum caixote. No fim é assim... Porque o Tempo corre, por que correr tanto?

quinta-feira, agosto 18, 2016

jorro



Escrever, escrever, escrever. Sem perder um segundo. Como o pensamento. Abraçar a palavra. Beijá-la tão fundo como um vento da alma. Quando eu abri os olhos os signos já eram parte do meu entusiasmo. Quando eu falei meu nome isso era parte do meu entusiasmo. Olhos grandes. Vontade de entender. Saudade da criança que eu fui. O pirata que morreu e o homem que deixei surgir, das ruas, do gueto. Minhas linguaguem é das ruas, dos becos, e eu não me dou bem com as palavras do Quinta Avenida, Wall Street... Cada letra vai pingando e derramando vai formando uma palavra de areia. Eu só queria não ser um vaso vazio. Não mais. Mais doce seria um tempo bom para acabar um lenda, mas não existe lenda. Nem mito. Tudo hoje depende de uma ideia. Nada depende de uma ideia sem iniciativa. Acho que sempre foi assim. Errei, então, nas iniciativas que tomei. Reuni más ideias numas só ideia ruim. Essa foi uma constância em minha vida. Vivi a vida sem tempo para não guardar ou viver sem ter guardado o rancor de alguém. Se foi assim, que seja.

desliga ou põe no mudo




Quando acabam as olimpíadas? Foi bom, eu gostei. Sinto uma espécie de gozo precoce. Tá bom, já deu. Você já gozou? Duas vezes. E o futebol do Brasil na final contra a Alemanha? Já não deu?, você quer passar vergonha outra vez? com quem eu estou falando? Afinal. Nesse jogo de espera ninguém ganha. A vida segue. O dol se levanta a cada dia. Nas madrugadas tardias antigamente eu escrevia. Para os meus novos horários, duas e meia da tarde, agora é hora de escrever. Com dúvida e convição eu disito da televisão. Amor, passa o cigarro e o isqueiro...

quarta-feira, agosto 17, 2016

Agora escrevo em folhas soltas



Não tenho mais caderno. Não quero mais uma sequencia determinando, a punho, a ordem das palavras. Ainda sigo as regras, mas essas virtuais, também são folhas soltas. As nuvens, como dizem. Quero mais quatro linhas, nada mais. O que vejo hoje é o inverno que não foi como eu pensei. Começo menos um ano. Começo mais uma vez. Espero um inverno melhor. Vou fazer diferente, e vir fazendo o que fizer. Há muito tempo tenho estado só. Mas... O ato mais sublime é colocar outro à sua frente.

sexta-feira, agosto 12, 2016




Colorir me fazz afastar maus pensamentos. Parece infantil. E é. Mas ajuda a afastar maus pensamentos. Como uma vez eu fazia pequenos pássaros de origami, dobradura japonesa, e duas  meninas estúpidas que me vistaram comentaram se eu só fazia aquilo da vida. Hoje eu acho que não seria um absurdo se eu só fizesse isso da vida, se eu fosse um monge. Fiz mais de mil pássaros. Segue a vida... Minhas reformas e alegrias nascem quando estou deitado no quintal. Brotam do reflexo aguado do verde da manhã chamando e sendo chamado. À tarde a luz descansa sobre o verde escuro, enquanto eu vejo o sol se por. Sinto-me um menino, magoado e burro. Magoago não sei de quê. Coisa de menino. Nada, no momento, pesa a favor. Essa é a tônica. Por que quê eu vou me forçar a ficar aqui se eu não estou gostando de fcar aqui? As paredes petrifiadas e cheias de ranhuras de passado do meu quarto mal guardado e mal arrumado são a caída que eu confronto e que me dizem mau. Eu gosto porque ao menos projeta um pedaço de ruído que não existe ainda. Então ainda não existe, não está presente e não etente o que é a dor.

o que não escrevo à mão




Vou usar meu chão para me deslocar. Vou me encontrar com meu terapeuta, doutor Sherlock. Como eu gostaria de poder mudar as posições, mas a situação é muito complicada. Escrevo na cama, tentando encontrar algo abstrato que se torne mais objetivo durante o processo. O chão vai me deslocar. Vamos juntos.

terça-feira, agosto 09, 2016

Pastilhas matinais













Eu esqueci de tomar minhas pastilhas matinais e, agora ao entardecer, quero ver o que sobra. Fui cortar a barba. Ele acabou cortando meu cabelo. Nem a barba, nem o cabelo ficaram do jeito que eu gostaria, o jeito "certo". Mas, é claro, daqui uns dias a barba cresce, eu raspo. O cabelo se ajeita, "pega o corte"... Um papo muito viado para uma barba de lenhador. Agora só falta comprar o machado. Eu digo - como apagar o fogo jogando lenha na fogueira? E eu mesmo respondo. Minha palavra é água quqe apaga meu fogo. Mesmo assim não mudo, surdo e cego. àgua que apaga meu ego. Rumino Deus. Pasto como animal. Monossilábico eu, transcendental. Quem me dera solfejar esse aforismo. Mas a vida é real, de vera. Vejo o sol descer. A vida é minha... Se consigo, sigo. Rebanhando meus olhos e meus ossos tomados por essa lei astral. Como filho. Como pai.

em que posso ajudar?



Arrumei um cantinnho bem escondido, dentro da casa, por assim dizer, onde fico mimetizado, sozinho, silêncioso,  meditativo, contemplativo, como quando uma vela acende a outra. Em paz. Mas o que é Paz nesse estado quase islâmico emocional social? Dizem que "na guerra é pior". Ainda assim haviam as trincheiras. Mas depois que inventaram o avião ficou pior, porque bombas começaram a cair... e por aí se vai, tanta guerra, tanta paz.

segunda-feira, agosto 08, 2016

quatro equipes e quatro vitórias



Presto, a contento, a minha função de observador das competições do rugby feminino. Até agora as meninas do Canadá não estão muito bem. Muitos acham o rugby um jogo violênto. Mas isso não é verdade. É tudo uma questão de ponto de vista. Vejam, Maquiavel não desprezava a moral, mas desprezava a moral cristã. Isso muda as coisas em algum lance de causa ou feito duvidoso. O ato, as coisas, elas existem. Negar que elas exitem é ainda mais doentio. Imagino Nietzsche caminhando pelos verdes e vastos campos de Turing. Sabe quando se faz uma força à mais, necessária para
__ Para...
__ Quebrar algo, ou coisa assim. Um recorde mundial. Criar uma ideia...

quinta-feira, agosto 04, 2016

uma aventura improvisada



Escrevo. No inverno deixo a barba grande. No verão, o contrário. O salário é baixo, mas insisto. Não sei porque. É uma eterna busca. Se faltam palavras, nem seria a busca pelo saber. Um grito de carnaval, um tango rasgado, uma conjunção astral. E dizem que eu nem sou aquilo tudo. Certo seria ter conteúdo. Mas eu prefiro a excêtricidade, como dizem... Escrever é o meu trabalho. E saibam que poucas pessoas têm a chance de viver, comer e dormir com pouco dinheiro, apenas escrevendo. E esse é o segredo da longevidade. À mulheres que abandonei e me abandonaram, não se ressintam por isso.