quarta-feira, novembro 16, 2016

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Hoje, mergulhado em meu silêncio como sempre, de súbto percebi a luz do lusco-fusco, a última luz do dia, a última chama - deixa a realidade cor de "salmão esfumaçado" que logo se esvai. Corri pra janela e vi a luz. Silêncio de fogo na pequena imensidão do espaço. Lágrimas nos olhos e pergunto, grito pra imensidão do quintal em qualquer direção.

  

segunda-feira, novembro 07, 2016

Lâminas de água



Parece o oposto, mas é diferente. Às vezes o chão se move sob nossos pés e as pessoas amadas ficam pra trás. Às vezes o chão se move e leva as pessoas para longe, ou para sempre... definitivamente. Tantas vezes eu pensei se fosse diferente, mas qual. Não ter vivido como foi o tempo que vi e vivi. Com lágrimas nos olhos ele veio me pedir perdão por não poder me dar o que eu quero - uma vida urbana. Sinto-me culpado. Agora isso vai além disso.