sexta-feira, março 09, 2012

Ruptura dispéptica




Observo, enxergo, sigo em frente. Hoje me envolvo mais, portanto sigo. Quero desconhecer quem eu conheço. Quero esquecer, anônimo, invisível. Quero começar mais uma vez. Equilibrar a linha do horizonte. Sentei pra descansar como se fosse príncipe, e flutuei no ar como se fosse um pássaro. Chorei e solucei como se fosse a vítima-alvo dessa armadilha inescapável. Nunca mais quis ver essa gente por perto, embriagada de conversas tolas e olhares de soslaio. Ela rabisca cores que pairam na brisa e flutuam no ar. Os rabiscos além do papel fogem desses ares viciados. Não interessa quem viveu quem morreu. Sem mentiras nem meias verdades. O presente que desejo merece uma Ode. Minhas veias estão saturadas dessa velha tristeza. Fábula de amor, te quero. Silvestre e pagão, ao sabor mágico dos ventos. Uma linda borboleta caleidoscópica pousou em minha janela atraída pelo sal da existência.

Um comentário:

Adriana Godoy disse...

Eta, Papagaio

borboleta caleidoscópica, muito bom, como todo o texto. Beijo