domingo, setembro 09, 2018

Selecionar tudo





E colocar cada coisa em seu lugar no mundo. Imagina. Se eu conseguisse ver como a hora pode estar ao meu alcance não importa quando. Mas pude ver com os meus olhos a expressão de ódio e decepção internalizados por aquilo que não foi desta vez. E na TV os programas andam reformando a casa de anões norte-americanos. Outros fabricam casas nas árvores onde eu moraria para sempre. Nunca me importei em ser... brilhante. O que mais me fascina é que transitamos pelos mil platôs da dor, da retidão, da rendição e de uma vertiginosa ascensão que não sabemos bem para onde leva. Como consertar o presente? Diariamente, eu mesmo respondo. Poxa vida... é foooooodaa.

sábado, setembro 08, 2018

natural do latim

A palavra passada à limpo

Sempre andei no limbo do juízo crítico sobre...
A imagem de mim mesmo vista de fora
Territórios (da moral, físicos, círculos...)
Eu te amo
Olhos – Identificação
Onde eu me encontro?
Diga que eu só vou voltar... “fale” por mim – afonia, mudez
O “porque” do silêncio
Diz com que olhos...
?
Aos amigos
Com carinho,

Gustavo



sexta-feira, setembro 07, 2018

é assim que eu treino meu backhand




Escrever, escrever, escrever. É assim que  eu treino meu backhand. Sim, preciso escrever. Eu corro muito na quadra, mesmo que eu não saiba para quê. Nada é planejado. Minha vida é cheia de surpresas. Há algo de bom nisso, mas o imprevisto... também pode ser desagradável. Mesmo as surpresas boas, às vezes são desagradáveis. Sair da rotina me deixa em suspensão. Ao mesmo tempo que detesto rotinas. Tento inventar e agregar coisas novas no meu dia. Nem sempre consigo. O dia é rápido e eu sou lento.

domingo, agosto 19, 2018

meu pai-menino

esse acima 



E que destruiu o ego e diluiu relevos incontáveis como quando quão não a viam. Terra proibida. Também destruiu as plagas desse meio caminho. Devastou e depois, comiserou-se pelo sonho de céu com sua miséria humana. Em nome do pai, da mãe e da criança. Ela fez. Festejou tijolo por tigelas do folguedo. Então desenhei meu céu em cada passo dessa dança. Ela ele ela e a mazzia. Foi fogo fátuo da macumba. A taça de leite santa que ela causa. Orgulho, loucura, ancestralidade. Desceu à metade da matança, dementada. Às letras e ecos de tantos tantras. Sem piedade roubou meu sol de cada dia. Sem omnia. Todo desconhecido é considerado maravilhoso. E ela soou singular.
 

segunda-feira, agosto 06, 2018

Fumando espero



Decidido enfim, a não deixar que nada mais tome conta de mim. Resolvo escrever aqui e não no papel, atendendo à uma necessidade indecifrável. Estou atravessando outro grande deserto. Há mais de cinco anos tenho passado por isso, mas nunca deixei de procurar um oásis em todos eles. Quero viver, apesar disso tudo. Viver bem a vida, o melhor que eu puder, será minha contribuição para o mundo. Usar o mundo para cuidar do próprio mundo. Um círculo... São todas essas conexões estabelecidas, dia após dia.

sexta-feira, julho 27, 2018


A diversidade da vida


Eu havia me esquecido. Tudo está flutuando. Boiando numa correnteza. Cada uma com seus rios e suas curvas flutua no labirinto do ego. Viver é como todas as coisas, nas ondas, nas ondulações. O momento determinado "acontece" nas dobras, nas bifurcações, nas triangulações do Tempo-Espaço. O pensamento que corre em velocidade incomensurável, infinita, discorre sobre qualquer coisa aflita, depois descobre ser a coisa a própria vida... Como se nunca estivesse esperando a chuva. Faz lua cheia aqui enquanto é dia no Japão. Faz lua cheia no Japão. A pomba gira, putinha, voou... voou. Não há amor melhor, não há perolas entre as conchas e sou, em consenso direto com o ato de ser, nômade. Mapeando a território e desterritorializando a vida como se fosse um mapa. Um mapa tridimensional, trifásico. Dínamo de uma noite estrelada. A catarse inicial faz parte do estímulo. O dínamo gera energia mecânica através de uma força da natureza. Pode ocorrer certa de instabilidade no nomadismo? Deixa-me, mais uma vez, na zona de conforto. Nada mal afinal. Miles, a música embriaga. Coloque isso no jardim, nada ao lado de nada. Obrigado. E, no fundo, dissolveu-se, e você sabe por quê. Um ponto negativo esconde-se além da luz. Nada mais faz sentido e nada mais é.

quinta-feira, julho 26, 2018

Parece que foi ontem


Ah, quanta imaginação... Esqueço o tempo e penso que foi ontem. Parece que foi ontem, mas não. Muito tempo se passou desde então. Acho que o sentimento continua o mesmo. Sentimento de querer ser íntimo outra vez. desejo de querer o mesmo beijo, o mesmo abraço. Então um vago sentimento de desespero se apodera de mim, circular e sem fim. Eu acabo por aqui, a página em branco. Mais de cinco anos se passaram e parece mesmo que foi ontem. Ou gostaria que fosse assim, como foi. Daí eu não consigo viver o presente sem o passado juntos. A vida está me cobrando isso. Caminho entre esses dois mundos, que parecem estar bem distantes um do outro. Muitas palavras ficaram velhas. O caminho obsoleto, o olhar cansado, hostil...




segunda-feira, julho 23, 2018

inverno




Começa uma nova semana, outra segunda-feira, outro ciclo de sete dias, outra pasmaceira. Desisti de tentar entender o "porque" desse silêncio todo. Desisti de tentar quebrar as barreiras que se fizeram, e eu ajudei a fazer. Os tijolos secaram. E essa barreira se tornou uma fronteira sólida entre uma paixão. Sentir-se assim, fora do mundo. Sinto-me um bicho quando estou com seres humanos. Também adquiri esse sério problema de confiança. Mas você está no mundo.Quero preservar a sua imagem. Eu estava no fundo quando nos encontramos e eu me encantei com seu encanto, sua história. E me desculpei pelo passado e desejei que já pudéssemos estar juntos há mais tempo. E o tempo, daí em diante, foi o grande tirano, o qual eu não havia me dado conta. Achei que houvesse alguma cumplicidade entre nós que pudesse nos redimir desse passado. Hoje eu sei que os anos se passaram e que a vaga imagem de um peso morto não te pesa mais. Pintei a sua imagem em minha mente com todas as cores do universo. Andar pra frente foi, esse tempo todo, andar na direção contrária à você. Resta ainda algum sentimento que eu não pude esquecer. E esse, talvez, faça todo o sentido de ser.   


domingo, julho 22, 2018

meu último fôlego de domingo




A noite vem, em silêncio e cruel e não adianta falar do mesmo assunto, cantar o mesmo hino. Ninguém me canta canções de ninar, ninguém me faz fechar os olhos. Facil como é difícil ver o que está acontecedo depois de um tempo. Um sorriso fácil, mas no fim você virou as costas para mim. Desde então, nos meus sonhos, é como se estivéssemos sempre nos despedindo, sempre nos despedindo. Você vai e eu fico olhando, contemplando, vagando em outras paisagens que nascem a partir de você. A partir da sua melodia. Queria que você conhecesse um dia. São lugares onde poucas pessoas foram, andaram pelos trilhos, seguiram os mesmos passos. Mas, não por acaso, andamos sozinho sem nos darmos conta disso, quase até ontem. Então vamos vagando cada vez mais distantes. Para algum lugar, um sonho, talvez uma nota de piano, algum lugar confortável da imaginação. Além da imaginação deve haver algo escrito. Última mensagem indecifrável escrita com batom no espelho de um banheiro público. Porque os ecos da noite são assombrados. Porque os gritos, ouvidos no silêncio, causam arrepio. Não está na maldita hora de ouvirmos gritos no silêncio ou sentirmos arrepios. E os ventos viuvando nessa época do ano como um dia qualquer. Não sei dizer. Mas aí você diz. Você diz algo que eu não consigo entender. Surgir? Sair? Dormir? Eu não entendo. Não entendo. É automático que eu deixe de entender. Quase mecânico. Um medo a menos.