quinta-feira, novembro 06, 2008

zenstehen

Tenho que seguir essa sina de cigano. Eu, nessa ternura afônica, não pude engolir nenhuma das duas. Durante muito tempo na história do mundo o alimento foi escasso e ninguém falava russo. Passamos chuvas do verão e frio de inverno. As folhas caíram. Sabe aquela dor? cacete, aquela dor que me trucida. Estou fisicamente fora, lembrando momentos memoráveis, ou só mais distantes. E deixem-me colocar as asas pra secar. Para eu poder voar como um pássaro livre, um fora da lei. Não tenho mais lugar. Vivo aqui mesmo, não é novidade. Pode-se esperar que eu seja humano. Pode-se até esperar que eu seja mais amargo e hostil com as palavras. Mas pode acreditar mesmo é que vou pedir seu currículo. Nessa disciplina que se revolta contra si mesma para formar novas estruturas. E essa não era a fórmula dos meus sonhos.

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Um comentário:

Raquel Emanuelle disse...
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