quinta-feira, maio 05, 2011


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Eu também junto notas randômicas que se harmonizam. Colho impressões desse mesmo vento que se harmoniza. Do topo das montanhas, do alto dos prédios, o vento sonorizado sobre o céu sem luar. A lua emudeceu quando o dia se pôs, quando a noite adentrou bem de mansinho. Um mês mais, sem amealhar as circunstâncias, ainda resta para efetivar a mudança. De repente esse silêncio, esse abismo de silêncio. O vazio e essa distância que não volta mais. A tarde cai devidamente ao canto sonolento dos pássaros. Dobram os sinos. Quando eles param, volto a ouvir o tambor dos meninos na favela. Alegre batucada a pequenas mãos golpeada. Ritmo ao longe ao crepúsculo, assovios, roda de bicicleta, latidos. A esquadra dobra o repique, a bateria esquenta ao ritmo do tamborim. Muitas são as percepções desse hipertexto. Essa ambientação sonora configura-se nas tardes finais. O rei tem sede de silêncio. Procura em pensamentos os lugares mais inóspitos, onde não ousa sondar nossa curiosidade.



“A virtude não consiste na indigência,
muito menos na opulência, mas na
simplicidade da vida."
Do Caminho Óctuplo - BUDA

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