quinta-feira, maio 05, 2011

caro senhor




Escrever tornou-se um hábito do passado, mas ainda escrevo. Ainda desmantelado pelas cicatrizes do acaso. A transcendência... agastado com pequenos danos da imprevidência. A existência substancia, alimenta e engole a gleba térrea. Por volta da meia-noite, avança a vontade de escrever, de deixar para trás aquilo que não mais existe. Resta essa vontade de autobiografar a paisagem emocional. Desvendar incerta geografia íntima. Descobrir o que esconde as entrelinhas. O que vejo na linha da realidade suspensa, encoberta, intima e tão nítida. Aqueles que compreendem a si mesmo, melhor se compreendem entre si...



fogo
roubo
ego

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