segunda-feira, setembro 26, 2016

O sentido da vida

Por delicadeza perdi minha vida
Arthur Rimbaud


Dia 12 de Dezembro de 2014. Clínica de recuperação.

É difícil caminhar lado a lado. Quem saberá o que é sonhar? Difícil é saber se encontrar. Nada sabemos da alma. Difícil é reter o amor e conter o fluxo de uma corrente. Amei. Amei apaixonadamente. Alma de alguém outro universo. Uma paixão estranha me atingiu como um relâmpago eu não imaginava que seria uma paixão inconsequente. A primeira noite, nos amamos com serenidade e lentidão. Aprendendo... aprendendo caminhos como se tivéssemos todo o tempo do mundo para realizar tal trajeto. O que aconteceu de novo para ela e para mim? Não sei, mas gosto de pensar que estávamos destinados a nos encontrar, a nos descobrir e a nos amar. Mesmo que agíssemos como dois bichinhos estabanados. Talvez será sido o fato de navegarmos entre duas correntes igualmente poderosas, a paixão e a ternura. Eu me surpreendi com os olhos raso de lágrimas, suavizadas por esse afeto súbito, acariciando-a cheio de calma e gratidão. Senti que esse amor seria capaz de nos renovar, de devolver alguma inocência, lavar o passado e iluminar aspectos obscuros de nossas vidas. O coração insinuou que essa timidez inexplicável me agradava muito. Acho que do amor, perdi quase todas as batalhas, mas, por alguns mundos onde naveguei, milagrosamente continuo vivo.

quarta-feira, setembro 21, 2016

Fragmento



A tristeza é um deserto estéril. Mas a memória vivifica as lembranças de outrora e, com a força da solidão tento compensar as horas de ausência e sentimentos de vida com vôos poéticos. Nada terá sido em vão. [Era uma vez um menino que no dia do seu batizado, recebeu todas as dádivas dos anjos do céu. Aos sete anos Deus beijou sua língua, porém um feiticeiro colocou em seu corpo uma bomba-relógio antes que sua mãe pudesse impedi-lo. Na época em que o rapaz completou dezoito anos todos haviam esquecido o feitiço, mas o relógio contava os minutos inexoravelmente e num dia aziago a bomba explodiu e, por dentro, uma inexplicável fissura se abriu e mil crateras se abriram em inconclusivas indagações. Os hormônios se perderam em um labirinto, mas as viste quatro anos, no ano do cavalo, quando uma vela acende a outra, iluminou-se uma alameda de onde surgiu uma fada.

__ Pegue, escreva e desabafe, se não fizer isso você vai morrer de angústia, meu pobre menino.

__ Não posso, alguma coisa se despedaçou dentro de mim, talvez eu nunca venha a me conhecer.

__ Escreva uma carta para Deus... vai ajudá-lo a saber o que aconteceu durante o tempo que ficou adormecido.]

Mas para eles eu conto outras histórias.

domingo, setembro 18, 2016

sem perspectivas



Acordo assombrado com mais um dia neutro. Eles tem sido vários e eu tenho apenas resistido. Ontem eu dormi durante a tarde. Ontem depois do almoço meu padrinho veio, sem avisar, levar meu tio. Ele foi embora, não me pergunte pra quê ou por quê. Sei que agora somos nós três outra vez. Eu, minha mãe e meu pai. Ontem foi o casamento do meu sobrinho. Minha mãe arrumou carona, meu pai voltou sozinho. Ficamos os dois juntos. Eu fiquei puto. Queria ter ido, mas quando acordei eles já estavam prontos. Sabotagem? Talvez tenha sido. Como eremita digo que foi até bom, pois é bom evitar o contato com muitas pessoas em um mesmo local. Da mesma forma, raras são as chances que aparecem. Ficar em silêncio diante do silêncio, como hoje, não é difícil. Eu e meu pai lidamos bem com isso. Minha mãe descansou o dia todo. O pior de tudo é que ninguém vai ouvir esse grito. O pior é que ainda de longe me sufoca o que ficou por ser dito. E talvez por isso eu me sinta incompreendido, garoto.

sexta-feira, setembro 16, 2016

devagar



Não sei como condensar sentimentos. Transformar palavras. Cunhar palavras com o passar dos dias. Seria melhor que eu não escrevesse. Há de ser a finalidade de uma alquimia inviável, intransponível. Quantas coisas eu guardo e guardo munuscrito. Quero vomitar esse pedaço de mim que "fala". Que falar do que me faz beber o próprio desgosto. Falar sem dizer para que outros leiam. Não do isolamento que agora passo, mas do que passei. Essa vontade pungente e que significa repugnar essa obra que escrevi em quatro anos. Não importa como começou. Começou com a minha profunda decepção com tudo que se possa imaginar. Tudo e todos. O significado dos sentimentos. Valores afundaram tão depressa quanto chumbo na água. Eu também sou palhaço. Eu também sou um "cloun" de Shakespeare, eu também sou um gravoche que salta em piruetas d'aço. Também sou triste...

quarta-feira, setembro 14, 2016

amigos



Desaprendi a viver, eu não sei mais. Alguém está digitando meus manuscritos. Além desse caderno há outros que vão precsar de um calígrafo. Vão precisar da minha ajudar, senão eu mesmo para decifrar o êxtase, o desespero, o choro - a caligrafia de estados emocinais alterados. Além do que eles, os cadernos, são um pouco a essência daquele momento. Há imagens que eu quero usar. Esse momento da produção está tão distante. Por isso fico parado esperando para revisar manuscritos. O projeto vai muito além disso. Desculpem amigos. Desculpem a distância. Desculpem o isolamento, o ostracismo. Desculpem cair no esquecimento...

memória distante


O que mais me dói de tudo isso é não ter a menor notícia sua, já fazem muitos anos. E saber que você existe, e lembrar que você está viva. Viva na minha memória e eu não posso fazer nada ontra isso, nada além disso. Eu não tenho amigos, não tenho ninguém. Vivo sem compromisso. Há quatro anos não consigo sorrir. Desde que você se foi... Tento sincronizar as coisas, enquanto tudo anda desorientado. Ao meu redor, muita confusão e pouca esperança. Outro cenário. Eu nem faço parte das suas memórias mais. Não faço parte da sua vida mais. Sou... uma memória distante.

terça-feira, setembro 13, 2016

lugar nenhum


Vivo na beira da estrada, um andarilho. Sinto-me vivo. Ouço o ruído dos carros e caminhões indo e vindo. Onde será que eles vão? São tantas as alternativas passando por onde estamos. Imagino. Quero ir também. Não me sinto bem. Sinto-me só. E na baixada, sinto-me cada vez mais só. Enquanto o calor aumenta e o tempo passa, ainda mais só. Muito sol, muita solidão... Incrível é que eu nunca chego a lugar nenhum.

segunda-feira, setembro 12, 2016

essas linhas


Eu não aguento mais ficar no meesmo ponto, uma pausa, um hiato. Eu não consigo mais ser um velho dentro de um ovo. Da mesma forma que não sei se vou conseguir começar tudo de novo. Eu quero ver o sol. Quero ver o sol. Ainda que não interesse a ninguém ler essas linhas...

domingo, setembro 11, 2016

chego e




O que dói mesmo continua sendo as coisas do coração. Lembranças, nostalgia, o pó nas prateleiras, a vida que não volta, o tempo mal vivido, as coisas mais lindas, a trilha sonora para cada hora, longos beijos psicodélicos e corpos se entrelaçando na oitava dimensão. Que vergonha isso faz, que frio isso inda me causa. Tudo isso é bom num beijo prolongado do passado. Foi quase um período de... sonho. Que estendeu sua mão e beijou meu rostou e me deu própolis com limão e eu nunca mais esqueci. Espremi tantos limões a partir daí... antes de voltar a ser um escravo. Deixei ser um objeto seu, enquanto um homem veste sua doença, sua cura, sua loucura.

domingo, setembro 04, 2016

Deus é do tamanho da nossa dor



Muito me leva a crer que a paciência é a arte de se contrariar. Esses dias em que ando triste... sem saber e ao mesmo tempo sabendo os muitos porques. A paciência é como uma entidade, a Esperança, tipo - nunca se esgota. Elevada a um núvel monástico, você pode até suportar a vida. Depende do nível de pressão. A vida passa e de repente, e repente ficou tudo sem graça. Sem sentido. Daí eu perdi a identidade em alguma esquina se perdeu. A vida é beve e passa depressa. Quem tem paciência sabe.

sábado, setembro 03, 2016

desertos


Meu pequeno deserto me espera, ou desespera, quem saberá. No deserto sou servo e sou deus. Sou um verme, uma pequena larva, um protozoário, uma bactéria, um pequeno Nada. Assim, dessa combustão, uma parte do Todo se ilumina. Aqui eu não entendo as falas. Lá, as falas são sinais. Aqui, estou morrendo na ponta dos dedos.

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Coloquei fogo no mato e o mato pegou fogo, metaforicamente, e eu me desesperei, de fato. Voltei para casa deixando aquele deserto para trás. Minha casa era outro deserto onde eu não descanso em paz. Fui para o meu deserto particular, que fica tão longe, tão perto. E até agora espero para ir para esse deserto, galgar mais um pedaço de chão. Se a espera não faz sentido, a ida também não faz sentido. Mesmo assim eu devo ir. O deserto te purifica te envenenando antes de si mesmo.

sexta-feira, setembro 02, 2016

por alguns



Por alguns dias descobrir a minha casa provisória, mas ainda não. Hoje faz mais de uma semana que espero com humildade e gratidão. O que você fez em dois mil e dezesseis? O grande Buda sabe a hora certa de todas as coisas do universo, e saberá a hora certa de partir. No balanço até agora, vence o tempo. As tentativas frustradas de sair de casa bateram recordes olímpicos. Não faziam sentido. Só quero evadir essa realidade. Deixar o sol brilhar. Energia limpa...

quinta-feira, setembro 01, 2016

também eu


O tempo parece não passar e o tempo passa tão depressa. Mais um dia nublado. Os dias falam, dias antigos, dias de chuva pra serem lembrados. Falta algo, claro. Em mim falta o divisor de águas, o discernimento. O que não faz sentido. Vou para longe, olhar para mim mesmo. Espero voltar sem me reconhecer, como sempre foi. Pena eu não ter uma câmera que tenha telefone, ou um celular com câmera. Alguns momentos adoraria registrar, outros adoraria fazer uma self... Fico olculto. Niguém faz ideia de onde eu fui, aonde estou. mas eu Vejo o templo das montanhas desde o tempo do império. Eu vejo nosso mar de montanhas. Eu não compartilho. Falo isso com tristeza.

quarta-feira, agosto 31, 2016

meditando



Acho que vou no sábado, para um lugar mais distante que aqui. Eu disse que há quatro anos comecei a fazer a desconstrução da minha memória musical, que desde então eu me sinto vazio, silencioso por dentro. Mas não. Acho que no fim-início desse recomeçoexiste uma canção, Major Tom. Também acho que é uma música triste. Por que estou indo pra indo estive ao lado, ao longo de tantas trilhas sonoras, tantos sonhos? Chegando lá meu silêncio interno fica ainda pior. Fala sem discrição, pois aproveita-se, eu acho, de toda mudez da natureza. Por isso purifica ao fim do processo. Ou enlouquece.

segunda-feira, agosto 29, 2016

inapropriadamente



Agora tudo o que eu queria era me preparar para uma grande jornada, talvez infinita. Mas depois de toda libredade posso ser preso por invadir um resersa natural particular. Agora vejo o que é privado ou não. Agora vejo que "propriedade é o roubo". Agora vejo como cercear nosso direito de ir e vir. Eu quero o simples prazer de ver o alto da serra. Sentir os ventos e estar só. Não sei ainda se vai ser hoje. Não sei ainda quando vai ser. Enquanto isso, vou indo, apenas. Esperando a minha vez. Conheço a solidão. Sou amigo da solidão. Descobri que quanto mais há solidão, mais se caminha em direção em direção à solidão.

domingo



As coisas vão se afunilando. Ainda não me atingiram, mas está bem próximo. A queda pode ser um bom sinal, pode ser. Eu pensava que tudo que quero é ir para mais distante dessa realidade familiar. Improvisar o meu pequeno deserto, de fato, no alto das montanhas. Outro dia desses eu pensava nas águias. Elas me acompanharam, fizeram breves aparições enquanto eu caminhava pela cumeeira dos montes, em minha última longa caminhada. Estou distante. Ficar mais distante do que já estou é uma meta desprovida de meta. Fico pensando como devo viver na natureza. Dormindo e acordando sozinho todo dia e noite. À tarde as cores se confundem. À noite tem mais estelas. O que fazer com tantas? Enxergo o pé da serra.

sábado, agosto 27, 2016

conta-


Além do fim do mundo



Estou com a cor ferruginosa dessa terra da minha rua. Além dela o fim do mundo. Meu pai também está com está cor. Todos dias, antes do almoço, no intervalo do trabalho, ele senta-se nas cadeiras de ferro em frentre à minha janela, ao sol. Quando era jovenzinho, os pais espanhóis o mandaram para um colégio interno. Durante quatro anos ele viveu sozinho. Acho que se emancipou como homem. Sofreu e praticou bulling, mas não como as crianças de hoje. Creio que as ofensas das crianças de hoje detêm uma moral não menos ofensiva, porém mais fragmentada.

sexta-feira, agosto 26, 2016

All strange


a serra...


Desde que nos mudamos já é o segundo inverno que eu passo. É um sentimento de superação agora que o tempo passa e o clima vai mudando. É como esperar um terceiro inverno. Espere a primavera, Bandini... E o tempo é de esperar. Espero, de qualquer maneira, espero. Às vezes me desespero, odeio me desorioento, me culpo, não me aguento. Outros dias passam de outras formas mais brandas. Todos os dias acordo sonhando que estou num lugar diferente. Todos os dias acordo sonhado que sou outra pessoa em outro lugar. Talvez um lugar que ainda não vivi simplesmente. Mas um lugar que não faz a mesma reta dessa rodovia. Um lugar de xamã, como eu vou saber? No alto, entre? Por aí... Na ponta dos pés. Pulo no rio. Não sei esperar.

minhas montanhas




Entro para dentro da minha caverna. E dentro da minha caverna em mim, perto de uma anscente escondida em um buraco na terra e minha toca cheia de velas de citronela, aqui estou eu. Lá fora faz sol e a passarada canta, mas aqui faz sombra agora. São dias de sol, mas volto a conar tão poucos dias que ninguém sabe, além de nós. A vida particular de cada um é formada de milhões de inevitáveis pequenas catástrofes cotidianas. Todo desejo, contudo, está dentro de um contexto, uma paisagem. Está sendo árduo rever as minhas montanhas.

quinta-feira, agosto 25, 2016



Escrever é a única coisa que me resta. E é bom que eu ainda possa escrever. Escrever é um longo processo, assim como esquecer. Cada dia passa a me sufocar. Sem horizonte e sem memória. Eu morri sem saber disso. O fato é que escrevo de algum lugar escondido e distante. À força bruta. Como não saudar a morte sendo esse um corpo sem orgãos. Olha que saudade, que impossibilidade de estar ou falar com você. Que medo você tem de mim? Indo cada vez mais longe. O caminho parece cada vez mais longo. Quero voltar a ver o alto das mntanhas ao amanhecer.

domingo, agosto 21, 2016

os ETs estão chegando

 

Por que essa necessidade que eu sinto de me comunicar? Necessidade de exibir palavras. Varrer as palavras empoeriasdas, colocar fragmentos no varal. Mas hoje está nublado. Por que a lembrança ainda me leva ao quase choro?, ainda depois de quatro anos. Cada um constrói seu pequeno mundo. Faltam poucos meses para o fim da jornada do herói. Ultrapassei o limiar. Tenho medo de um novo começo, mas minha cara está a prêmio. Tenho que encarar. Não sei o que fazer em vinte linhas. Aqui o dia me leva leve. Dia me leva a escrever. Porque são todos aparelhos da natureza. Funcionamos para você. Somos deuses e movemos o mundo a partir do nosso mundo. Ação e reação. Causa e efeito. O eterno retorno. Imagino fios entrelaçados formando um multiverso sem Tempo. E esses fios se encontram, e nossas almas viajam por esses fios e também encontram-se em variados contextos temporais. Noções de tempo existem como uma extensão e retração do próprio tempo. No momento existo aqui-agora no ano de 2016, último dia dos jogos olímpicos sediados no Rio de Janeiro. Os aliens estão chegando... deixo aqui o meu abraço. Bi Bi

sexta-feira, agosto 19, 2016

sem parar de sentir





Eu não sei seguir, mas sigo. Não sei dizer, mas digo. Não sei mais o que restou comigo. Apenas adoro as pequenas coisas que sobraram. Uma adoração meio odienta, meio rancorosa, nas poucas coisas que sobraram da luta, das lutas, da guerra. Todos saímos diferentes. Pra melhor, pra pior. Não sei... Se eu conseguisse escrever vinte linhas por vez. Mas a vida é fragmento, é cada momento. Um dia que passou não volta mais. Acho que vale o esforço de fazer qualquer esforço pelo qual alguém se alegre pela primeira vez. No mais resta lidar com essa mansidão, com esse tempo ilimitado pra passar o tempo. O tempo sim, nunca repousa, mas eu, eu repouso todos os dias. Todos os dias meu repouso, mesmo que forçado me traz um pouco de paz e sossêgo. Plantando a paz, harmonia e a saúde. A sementinha cresce.

pelo tempo



Está-se abrindo uma nova campanha contra o tempo, pelo tempo e através do tempo. Portanto não tenho pressa, mas tenho atenção em como conduzir o jogo. Já disse que mudei as horas de escrever, embora não fizesse nada durante o dia para escrever durante a madrugada, escrever durante o dia não significa que agora eu não faça nada. Esse inverno não foi como eu esperava. Acho que também já disse isso. Agora não posso deixar que morra minha ambição. Esquartejada pelo meu delírio zen. Onde vou parar? Numa parte que me caiba dentro dum caixote. No fim é assim... Porque o Tempo corre, por que correr tanto?

quinta-feira, agosto 18, 2016

jorro



Escrever, escrever, escrever. Sem perder um segundo. Como o pensamento. Abraçar a palavra. Beijá-la tão fundo como um vento da alma. Quando eu abri os olhos os signos já eram parte do meu entusiasmo. Quando eu falei meu nome isso era parte do meu entusiasmo. Olhos grandes. Vontade de entender. Saudade da criança que eu fui. O pirata que morreu e o homem que deixei surgir, das ruas, do gueto. Minhas linguaguem é das ruas, dos becos, e eu não me dou bem com as palavras do Quinta Avenida, Wall Street... Cada letra vai pingando e derramando vai formando uma palavra de areia. Eu só queria não ser um vaso vazio. Não mais. Mais doce seria um tempo bom para acabar um lenda, mas não existe lenda. Nem mito. Tudo hoje depende de uma ideia. Nada depende de uma ideia sem iniciativa. Acho que sempre foi assim. Errei, então, nas iniciativas que tomei. Reuni más ideias numas só ideia ruim. Essa foi uma constância em minha vida. Vivi a vida sem tempo para não guardar ou viver sem ter guardado o rancor de alguém. Se foi assim, que seja.

desliga ou põe no mudo




Quando acabam as olimpíadas? Foi bom, eu gostei. Sinto uma espécie de gozo precoce. Tá bom, já deu. Você já gozou? Duas vezes. E o futebol do Brasil na final contra a Alemanha? Já não deu?, você quer passar vergonha outra vez? com quem eu estou falando? Afinal. Nesse jogo de espera ninguém ganha. A vida segue. O dol se levanta a cada dia. Nas madrugadas tardias antigamente eu escrevia. Para os meus novos horários, duas e meia da tarde, agora é hora de escrever. Com dúvida e convição eu disito da televisão. Amor, passa o cigarro e o isqueiro...

quarta-feira, agosto 17, 2016

Agora escrevo em folhas soltas



Não tenho mais caderno. Não quero mais uma sequencia determinando, a punho, a ordem das palavras. Ainda sigo as regras, mas essas virtuais, também são folhas soltas. As nuvens, como dizem. Quero mais quatro linhas, nada mais. O que vejo hoje é o inverno que não foi como eu pensei. Começo menos um ano. Começo mais uma vez. Espero um inverno melhor. Vou fazer diferente, e vir fazendo o que fizer. Há muito tempo tenho estado só. Mas... O ato mais sublime é colocar outro à sua frente.

sexta-feira, agosto 12, 2016




Colorir me fazz afastar maus pensamentos. Parece infantil. E é. Mas ajuda a afastar maus pensamentos. Como uma vez eu fazia pequenos pássaros de origami, dobradura japonesa, e duas  meninas estúpidas que me vistaram comentaram se eu só fazia aquilo da vida. Hoje eu acho que não seria um absurdo se eu só fizesse isso da vida, se eu fosse um monge. Fiz mais de mil pássaros. Segue a vida... Minhas reformas e alegrias nascem quando estou deitado no quintal. Brotam do reflexo aguado do verde da manhã chamando e sendo chamado. À tarde a luz descansa sobre o verde escuro, enquanto eu vejo o sol se por. Sinto-me um menino, magoado e burro. Magoago não sei de quê. Coisa de menino. Nada, no momento, pesa a favor. Essa é a tônica. Por que quê eu vou me forçar a ficar aqui se eu não estou gostando de fcar aqui? As paredes petrifiadas e cheias de ranhuras de passado do meu quarto mal guardado e mal arrumado são a caída que eu confronto e que me dizem mau. Eu gosto porque ao menos projeta um pedaço de ruído que não existe ainda. Então ainda não existe, não está presente e não etente o que é a dor.

o que não escrevo à mão




Vou usar meu chão para me deslocar. Vou me encontrar com meu terapeuta, doutor Sherlock. Como eu gostaria de poder mudar as posições, mas a situação é muito complicada. Escrevo na cama, tentando encontrar algo abstrato que se torne mais objetivo durante o processo. O chão vai me deslocar. Vamos juntos.

terça-feira, agosto 09, 2016

Pastilhas matinais













Eu esqueci de tomar minhas pastilhas matinais e, agora ao entardecer, quero ver o que sobra. Fui cortar a barba. Ele acabou cortando meu cabelo. Nem a barba, nem o cabelo ficaram do jeito que eu gostaria, o jeito "certo". Mas, é claro, daqui uns dias a barba cresce, eu raspo. O cabelo se ajeita, "pega o corte"... Um papo muito viado para uma barba de lenhador. Agora só falta comprar o machado. Eu digo - como apagar o fogo jogando lenha na fogueira? E eu mesmo respondo. Minha palavra é água quqe apaga meu fogo. Mesmo assim não mudo, surdo e cego. àgua que apaga meu ego. Rumino Deus. Pasto como animal. Monossilábico eu, transcendental. Quem me dera solfejar esse aforismo. Mas a vida é real, de vera. Vejo o sol descer. A vida é minha... Se consigo, sigo. Rebanhando meus olhos e meus ossos tomados por essa lei astral. Como filho. Como pai.

em que posso ajudar?



Arrumei um cantinnho bem escondido, dentro da casa, por assim dizer, onde fico mimetizado, sozinho, silêncioso,  meditativo, contemplativo, como quando uma vela acende a outra. Em paz. Mas o que é Paz nesse estado quase islâmico emocional social? Dizem que "na guerra é pior". Ainda assim haviam as trincheiras. Mas depois que inventaram o avião ficou pior, porque bombas começaram a cair... e por aí se vai, tanta guerra, tanta paz.

segunda-feira, agosto 08, 2016

quatro equipes e quatro vitórias



Presto, a contento, a minha função de observador das competições do rugby feminino. Até agora as meninas do Canadá não estão muito bem. Muitos acham o rugby um jogo violênto. Mas isso não é verdade. É tudo uma questão de ponto de vista. Vejam, Maquiavel não desprezava a moral, mas desprezava a moral cristã. Isso muda as coisas em algum lance de causa ou feito duvidoso. O ato, as coisas, elas existem. Negar que elas exitem é ainda mais doentio. Imagino Nietzsche caminhando pelos verdes e vastos campos de Turing. Sabe quando se faz uma força à mais, necessária para
__ Para...
__ Quebrar algo, ou coisa assim. Um recorde mundial. Criar uma ideia...

quinta-feira, agosto 04, 2016

uma aventura improvisada



Escrevo. No inverno deixo a barba grande. No verão, o contrário. O salário é baixo, mas insisto. Não sei porque. É uma eterna busca. Se faltam palavras, nem seria a busca pelo saber. Um grito de carnaval, um tango rasgado, uma conjunção astral. E dizem que eu nem sou aquilo tudo. Certo seria ter conteúdo. Mas eu prefiro a excêtricidade, como dizem... Escrever é o meu trabalho. E saibam que poucas pessoas têm a chance de viver, comer e dormir com pouco dinheiro, apenas escrevendo. E esse é o segredo da longevidade. À mulheres que abandonei e me abandonaram, não se ressintam por isso.

quarta-feira, julho 27, 2016

changes



O mundo mudou. Sim, dissram-me. O mundo mudou e eu não acompanhei essas mudanças mundanas, mundiais. Se o mundo mudou, onde eu estava? Nos arredores, nas dores das dores, dos becos nos barracos, no meu apartamento. Eu que não sabia que o mundo era tão apertado. Eu que vivia encuralado. Eu que me contradizia. Eu que não vivia, não convivia. Eu que não sabia que o mundo era tão vasto. A volta do velho do campo. É igual sertanejo de raiz, como qualquer música boa, tem que emocionar. Ou emociona, ou não é música boa. Estou levemente desgastado, por isso, desesperado para ir à natureza. Sozinho no meu deserto contemplativo. Um pequeno grande deserto. Mas o quê aconteceu? O jazz morreu? 

terça-feira, julho 26, 2016

saudade


Hoje é terça-feira. Um dia que mais ou menos funciona. Vou para o quintal pegar os últimos raios de sol. E fumar um cigarro. O sol cai em cobre os meus olhos. Um abelho me ronda. Desceu. Está descendo. À essa hora ele se coloca em poucos minutos.  Vejo bem a silhueta das palmeiras. Hoje estou arrumando minhas coisas, arrumando o quarto, a começar pelas gavetas, tudo. Já joguei muita coisa jora. Elas não... Quero apenas algumas coisas guardadas. Outras à mostra, que são pra serem mostradas. Algumas que sõo pra serem guardadas com carinho. As que guardei merecem uma pequena seleção. Pequena porque parece que diminuem cada vez mais. Minhas memórias... Vejo, à miúde, é ridículo o nível de importância que dou ao que me resta. A letra vem depois da letra e a palavra e... avante.

sexta-feira, julho 22, 2016

domingo...



Será que eu terei outra chance?, de ver nascer o dia outra vez. Em outro lugar, com outro viés. Minha cabeça está cheia. A lua, minguante. Num instante eu só quero que chegue o amanhã. Amanhã algum movimento, talvez. Depois de amanhã, colocando minhas pernas, meus olhos e todos os meus sentidos para funcionar. Há muitos dias espero o dia de ver a mim mesmo. Muitas noites se passaram e é tão difícil estar diante do fogo que espero que eu mesmo tenha feito. Não esperar nada de ninguém "de graça". Esquecer a minha "senha", cara... Assistir as estrelas. Por quê é tão difícil alcançar esse momento?
Personagens vão de carro até o limite possível de seu aconchego. Vislumbrando a paisagem de dentro do automóvel. Sorrindo. Eu sempre quero ir mais longe. Sempre quero testemunhar Deus além de mim, a Natureza. Nunca mais aparecer diante de tanta beleza?, e como? se eu só quero um pedaço de fogo... Mas nada vem "assim", de repente. Somente as ideias. Daí a gente as persegue.

quinta-feira, julho 21, 2016

quero um pedaço de serra



Quero mesmo é sair do mundo. Esvaziar o direito, depois o lado esquerdo do cérebro. Bem romântico esse contato com o Todo. A tentativa, pelo menos. Tá complicado receber tanta informação. Difícil digerir o andamento das conjunções, que seguem no cosmo, sem Tempo. Todos juntos numa só data interplanetária, cosmológica, intergaláctica. Desde o Grande Bang! Mas agora eu quero solidão que não é, de fato. É minha energia, meu contato com o Shambhala Sun. Esquecer os versos. Em cada curva, aquele mistério.

fumando maconha o dia inteiro no quintal


Não adiantasse se esconder. Não adiantasse ir longe sem saber aonde se vai. O mundo inteiro cabe dentro de nós. Todos os problemas latejam dentro de nós. Não importasse onde se esteja. A falta de comunicação é sempre um problema. Principalmente quando qxiste uma pequena leadership, liderança, hierarquia fuleira, falsa, forjada. Motivo pelo qual se faz de uma pessoa vazia que fique ainda invisível, quando o freguês anda lá com alta baixa-estima... Há que estar sempre pronto para responder o que for, ou o homem tolo te evitará. "Não sei não...", meio-termos, dúvidas, silêncios que não dizem sim nem não respondem. Uma merda! Chupa ô desgraça! É difícil viver incompleto e não saber desse autoengano, dessa falácia. Puxar sem soltar o ar. Olhar sem ver direito ao redor. Estar-se preso a si mesmo como a maior das compulosões. O jardim é interno e agora estou de volta ao silêncio. Silêncio ainda mais silencioso do que onde se passava o dia inteiro. Um tabuleiro onde não assei o pão, pois não havia forno, mas havia um propósito em mim, e quem tem um propósito se faz companhia a si. Apesar dos perigos, apesar das armadilhas... Sim. O convívio é uma merda. Uma grande merda onde já se sabe, a princípio, que não se bem vindo, bem olhado, bem quisto. E assim se vai, de lá pra cá, tentando um lugar na sombra... Porra nenhuma.

quarta-feira, julho 20, 2016

quando desde que



Como é que eu vou fazer?, juntar as moedas, onde elas estão, eu não tenho um tostão e ainda essa disritimia. Cândido continua sendo...
O Otimista.
__ Faça o nó certo, marujo! E tome cuidado com esses cristais!
A vida volta a ser a mesma, mas de uma outra forma. Mais ou menos, menos mais do que menos. Sigo seguindo. Uma vida sem histórias e muita memória à ser apagada. Continua sendo. O sol encosta na pele como a cor da terra. Caminhando devagar. A pele é a cor da terra. Meus pés descalços.

segunda-feira, julho 04, 2016

John



para ouvir ao som de Soultrane de John Coltrane



Enquanto escrevo, esqueço de fechar a gaveta - buceta. Ouvindo Coltrane na cama, acendo um cigarro... Não consigo mais pensar. Não consigo mais escrever. Espreito. Espero a próxima nota e escrevo. Mais um dia sufocante, sufocado. Calado. Mais um dia distante me arrasta cada dia mais, a cada dia, para mais perto dde longe daqui. talvez outro deserto. Menos árido, um oásis... quem saberá? Enquanto isso espero.


Eu dou o tom
John, ao meu lado



domingo, julho 03, 2016

meu fogo interior



Escrevo aqui no blog, pois as chances de alguém do Facebook ler esse texto são bem menores, quase zero. Vou dar-me minha própria medida, antes que seja uma medida histórica. Ainda não sei, e ainda bem, contar essa história. Conto por sinai que comunicam. Mas, além de mim, quem mais vai chorar?

sábado, junho 18, 2016

Se o céu não fosse azul...





Acordei pensando em você. Tomei café e fui fumar um cigarro no sol. Pensando muito em você. O calor, o sol acolhedor, lembranças ... Sinto tanto a sua falta.

sexta-feira, junho 17, 2016



Então, junto os pedaços de ideias soltas, ou melhor, aprisionadas. As que fui capaz de captar, embora em pedaços.
__ Você devia ter um filho - eu digo.
__ Como? Como assim? - ela responde exaltada como se fosse uma só pergunta.
Eu mudo de assunto antes que seja tarde. Já é tarde. Antes, que depois de algumas palavras soltas, a gente se embrenhe nesse assunto e fique agarrado nessa discussão infinita, como se fosse numa moita cheia de cipó espinhento, que nos agarra e nos machuca cada vez que tentamos sair dela. Talvez faça sangrar. O melhor é apenas encontrar uma trilha que nos leve embora desse lugar. Daí estaremos salvos. Salvos de todo medo que possa confundir nossa mente.
__ Meu sonho é ter um filho - volto ao assunto sem saber porque, após algum silêncio, um gole de café, um trago no cigarro. Solto a fumaça...
__ É um sonho fácil de se realizar - ela diz.
Não sei o que pensar. Fico mudo. Ela rola na cama. Não sei se está sendo sarcástica ou verdadeira. Ela está me seduzindo? Talvez eu nunca tenha filhos.

 

Mais uma nota que fica pelo caminho. Confissões de Santo Agostinho... A vida é boa, mas tem essas coisas estranhas. Que pegam a gente de surpresa e derrama nova paisagem. Eu não sou daqui. Sou de nenhum lugar. Eu não pertenço e não quero me encontrar. Eu não pertenço a esse lugar. Eu me perdi dentro de mim. Eu nem onde eu estou. Eu vivo diante de uma tela. E as páginas e o tempo que nos dedos escorrega. Por quê? Por quê você foi sumindo e eu fiquei aqui sozinho? Por que o silêncio angustiante do desgosto? Por que mais uma lágrima lavando meu rosto? Colorindo mandalas e outras ondas. Comecei a colorir freneticamente. Depois pensei "isso não é nada zen". Isso, esse frisson compulsivo e desesperado. Não era bem o tom que eu havia pensado.

Ainda sem norte, mas com um propósito. Seguir, seguir. Quero encontrar-me com a Natureza. Esse desejo que não cessa. Já faz tanto tempo que eu não me preparo para uma caminhada. Alguma "nostalgia boa" como motivação. Por quê que a gente faz tanta coisa que não sabe? Por quê que a gente faz tanta coisa sem saber? Uma fogueira em frente à toca. O céu de estrelas cobrindo minha noite. O silêncio. O vento crepitante lambendo as brasas. O reflexo do fogo nos olhos. A luz da noite incide sobre a paisagem. Estar frente à frente com Deus. Ser o Deus de mim mesmo, e mais uma vez Uno. A interdependência cria uma relação simbiótica de significado. Reinterpretando novos signos e conceitos e significados. Resignificando novas interpretações, deixando os signos sem palavras. Preciso reinventar o mundo dentro de mim. Dar forma nova a um novo contexto. Aceitar. Aceitar esquecer a lembrança de um dia feliz, e viver. São as úlitmas lágrimas do adeus. É dar um passo e deixar tudo pra trás. Um passo apenas. Esse ano creio que não será possível fazer uma caminhada longa. A serra é meu abrigo. Quero investir nesse propósito. Sempre saio sozinho. Sem amigo ou namorada. Sem nenhuma companhia humana. Aqui na civilização eu me sinto sozinho. Muito mais do que o mais próximo que eu jpa estive da Natureza. A vida urbana é paradoxal, pois me envenena e me alimenta. Quero jantar à luz de um bilhão de estrelas. Queria estar na Natureza. Queria estar pleno.
Cabia mais...



Venceu, mas não convenceu. A vida é como o futebol, uma caixinha de surpresas. Tudo pode acontecer em noventa e poucos minutos. Deixou a desejar como grupo. Ganhou no talento individual. A tartaruga pode viver até duzentos anos. A bactéria tem um ciclo de vida de apenas quinze segundos. Indiferente do tempo que as duas vivam, para ambas espécies o mesmo espaço de tempo, a mesma media, foi vida.


Sei que muitas pessoas passaram por traumas horríveis. O meu não seria pior nem menos do que qualquer outro. Um desafio grande essa vida breve. Como eu me sinto agora? Não sei... Distante, invisível, triste, cego.






quarta-feira, junho 01, 2016

Documento8


Documento8

Não sei mais escrever. Não consigo mais encarar a página em branco. A cada frase uma ação, não quero te enganar, te iludir. O Tempo é assim mesmo. Ninguém sai ileso dessa vida. Faria qualquer coisa, eu faria, para não terminar meus dias sem saber que é o último dia. Meus dias sem saber eu vou seguindo. A cada dia uma promessa insubstituível. Lembranças também. Encontro uma porção de forças no pensamento. Esse, voa sem depender do atrito. A mente, às vezes cansada, me assusta com seu próprio silêncio. A inércia, essa... transformou-me num eterno monolito.

quinta-feira, maio 26, 2016

Diálogos





Ouvindo Coltrane e fumando um baseado


__estou meio triste hoje. Acho que nessa hora me dá o comichão de escrever - digo.
__Comichão... ela deixa no ar.
__não conhece essa palavra? - respondo arguindo.
__Palavra muito usada na minha terra - diz ela.
__pois é - prossigo.
__deu saudade da minha vida lá.
__eu sou um meninu. O meninu da família. Peguei um livro de colorir da minha mãe, um livro zen-budista. Com mandalas... flores, paisagens. Hoje no sol, eu pensando na escrita.
Mandam eu pintar e eu pinto.
__ pinte o dragão!
Eu pinto, mas com as minhas cores de criança. Se não fossem as coisas ruins, tudo seria bom.
__Oh... e não é que é... Bem, vou pra casa do meu filho almoçar e passar o feriado.
__Bom feriado, querida. (Cardápio, imagino, o corpo e o sangue de Cristo)...


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