segunda-feira, agosto 29, 2016

inapropriadamente



Agora tudo o que eu queria era me preparar para uma grande jornada, talvez infinita. Mas depois de toda libredade posso ser preso por invadir um resersa natural particular. Agora vejo o que é privado ou não. Agora vejo que "propriedade é o roubo". Agora vejo como cercear nosso direito de ir e vir. Eu quero o simples prazer de ver o alto da serra. Sentir os ventos e estar só. Não sei ainda se vai ser hoje. Não sei ainda quando vai ser. Enquanto isso, vou indo, apenas. Esperando a minha vez. Conheço a solidão. Sou amigo da solidão. Descobri que quanto mais há solidão, mais se caminha em direção em direção à solidão.

domingo



As coisas vão se afunilando. Ainda não me atingiram, mas está bem próximo. A queda pode ser um bom sinal, pode ser. Eu pensava que tudo que quero é ir para mais distante dessa realidade familiar. Improvisar o meu pequeno deserto, de fato, no alto das montanhas. Outro dia desses eu pensava nas águias. Elas me acompanharam, fizeram breves aparições enquanto eu caminhava pela cumeeira dos montes, em minha última longa caminhada. Estou distante. Ficar mais distante do que já estou é uma meta desprovida de meta. Fico pensando como devo viver na natureza. Dormindo e acordando sozinho todo dia e noite. À tarde as cores se confundem. À noite tem mais estelas. O que fazer com tantas? Enxergo o pé da serra.

sábado, agosto 27, 2016

conta-


Além do fim do mundo



Estou com a cor ferruginosa dessa terra da minha rua. Além dela o fim do mundo. Meu pai também está com está cor. Todos dias, antes do almoço, no intervalo do trabalho, ele senta-se nas cadeiras de ferro em frentre à minha janela, ao sol. Quando era jovenzinho, os pais espanhóis o mandaram para um colégio interno. Durante quatro anos ele viveu sozinho. Acho que se emancipou como homem. Sofreu e praticou bulling, mas não como as crianças de hoje. Creio que as ofensas das crianças de hoje detêm uma moral não menos ofensiva, porém mais fragmentada.

sexta-feira, agosto 26, 2016

All strange


a serra...


Desde que nos mudamos já é o segundo inverno que eu passo. É um sentimento de superação agora que o tempo passa e o clima vai mudando. É como esperar um terceiro inverno. Espere a primavera, Bandini... E o tempo é de esperar. Espero, de qualquer maneira, espero. Às vezes me desespero, odeio me desorioento, me culpo, não me aguento. Outros dias passam de outras formas mais brandas. Todos os dias acordo sonhando que estou num lugar diferente. Todos os dias acordo sonhado que sou outra pessoa em outro lugar. Talvez um lugar que ainda não vivi simplesmente. Mas um lugar que não faz a mesma reta dessa rodovia. Um lugar de xamã, como eu vou saber? No alto, entre? Por aí... Na ponta dos pés. Pulo no rio. Não sei esperar.

minhas montanhas




Entro para dentro da minha caverna. E dentro da minha caverna em mim, perto de uma anscente escondida em um buraco na terra e minha toca cheia de velas de citronela, aqui estou eu. Lá fora faz sol e a passarada canta, mas aqui faz sombra agora. São dias de sol, mas volto a conar tão poucos dias que ninguém sabe, além de nós. A vida particular de cada um é formada de milhões de inevitáveis pequenas catástrofes cotidianas. Todo desejo, contudo, está dentro de um contexto, uma paisagem. Está sendo árduo rever as minhas montanhas.

quinta-feira, agosto 25, 2016



Escrever é a única coisa que me resta. E é bom que eu ainda possa escrever. Escrever é um longo processo, assim como esquecer. Cada dia passa a me sufocar. Sem horizonte e sem memória. Eu morri sem saber disso. O fato é que escrevo de algum lugar escondido e distante. À força bruta. Como não saudar a morte sendo esse um corpo sem orgãos. Olha que saudade, que impossibilidade de estar ou falar com você. Que medo você tem de mim? Indo cada vez mais longe. O caminho parece cada vez mais longo. Quero voltar a ver o alto das mntanhas ao amanhecer.

domingo, agosto 21, 2016

os ETs estão chegando

 

Por que essa necessidade que eu sinto de me comunicar? Necessidade de exibir palavras. Varrer as palavras empoeriasdas, colocar fragmentos no varal. Mas hoje está nublado. Por que a lembrança ainda me leva ao quase choro?, ainda depois de quatro anos. Cada um constrói seu pequeno mundo. Faltam poucos meses para o fim da jornada do herói. Ultrapassei o limiar. Tenho medo de um novo começo, mas minha cara está a prêmio. Tenho que encarar. Não sei o que fazer em vinte linhas. Aqui o dia me leva leve. Dia me leva a escrever. Porque são todos aparelhos da natureza. Funcionamos para você. Somos deuses e movemos o mundo a partir do nosso mundo. Ação e reação. Causa e efeito. O eterno retorno. Imagino fios entrelaçados formando um multiverso sem Tempo. E esses fios se encontram, e nossas almas viajam por esses fios e também encontram-se em variados contextos temporais. Noções de tempo existem como uma extensão e retração do próprio tempo. No momento existo aqui-agora no ano de 2016, último dia dos jogos olímpicos sediados no Rio de Janeiro. Os aliens estão chegando... deixo aqui o meu abraço. Bi Bi

sexta-feira, agosto 19, 2016

sem parar de sentir





Eu não sei seguir, mas sigo. Não sei dizer, mas digo. Não sei mais o que restou comigo. Apenas adoro as pequenas coisas que sobraram. Uma adoração meio odienta, meio rancorosa, nas poucas coisas que sobraram da luta, das lutas, da guerra. Todos saímos diferentes. Pra melhor, pra pior. Não sei... Se eu conseguisse escrever vinte linhas por vez. Mas a vida é fragmento, é cada momento. Um dia que passou não volta mais. Acho que vale o esforço de fazer qualquer esforço pelo qual alguém se alegre pela primeira vez. No mais resta lidar com essa mansidão, com esse tempo ilimitado pra passar o tempo. O tempo sim, nunca repousa, mas eu, eu repouso todos os dias. Todos os dias meu repouso, mesmo que forçado me traz um pouco de paz e sossêgo. Plantando a paz, harmonia e a saúde. A sementinha cresce.

pelo tempo



Está-se abrindo uma nova campanha contra o tempo, pelo tempo e através do tempo. Portanto não tenho pressa, mas tenho atenção em como conduzir o jogo. Já disse que mudei as horas de escrever, embora não fizesse nada durante o dia para escrever durante a madrugada, escrever durante o dia não significa que agora eu não faça nada. Esse inverno não foi como eu esperava. Acho que também já disse isso. Agora não posso deixar que morra minha ambição. Esquartejada pelo meu delírio zen. Onde vou parar? Numa parte que me caiba dentro dum caixote. No fim é assim... Porque o Tempo corre, por que correr tanto?

quinta-feira, agosto 18, 2016

jorro



Escrever, escrever, escrever. Sem perder um segundo. Como o pensamento. Abraçar a palavra. Beijá-la tão fundo como um vento da alma. Quando eu abri os olhos os signos já eram parte do meu entusiasmo. Quando eu falei meu nome isso era parte do meu entusiasmo. Olhos grandes. Vontade de entender. Saudade da criança que eu fui. O pirata que morreu e o homem que deixei surgir, das ruas, do gueto. Minhas linguaguem é das ruas, dos becos, e eu não me dou bem com as palavras do Quinta Avenida, Wall Street... Cada letra vai pingando e derramando vai formando uma palavra de areia. Eu só queria não ser um vaso vazio. Não mais. Mais doce seria um tempo bom para acabar um lenda, mas não existe lenda. Nem mito. Tudo hoje depende de uma ideia. Nada depende de uma ideia sem iniciativa. Acho que sempre foi assim. Errei, então, nas iniciativas que tomei. Reuni más ideias numas só ideia ruim. Essa foi uma constância em minha vida. Vivi a vida sem tempo para não guardar ou viver sem ter guardado o rancor de alguém. Se foi assim, que seja.

desliga ou põe no mudo




Quando acabam as olimpíadas? Foi bom, eu gostei. Sinto uma espécie de gozo precoce. Tá bom, já deu. Você já gozou? Duas vezes. E o futebol do Brasil na final contra a Alemanha? Já não deu?, você quer passar vergonha outra vez? com quem eu estou falando? Afinal. Nesse jogo de espera ninguém ganha. A vida segue. O dol se levanta a cada dia. Nas madrugadas tardias antigamente eu escrevia. Para os meus novos horários, duas e meia da tarde, agora é hora de escrever. Com dúvida e convição eu disito da televisão. Amor, passa o cigarro e o isqueiro...

quarta-feira, agosto 17, 2016

Agora escrevo em folhas soltas



Não tenho mais caderno. Não quero mais uma sequencia determinando, a punho, a ordem das palavras. Ainda sigo as regras, mas essas virtuais, também são folhas soltas. As nuvens, como dizem. Quero mais quatro linhas, nada mais. O que vejo hoje é o inverno que não foi como eu pensei. Começo menos um ano. Começo mais uma vez. Espero um inverno melhor. Vou fazer diferente, e vir fazendo o que fizer. Há muito tempo tenho estado só. Mas... O ato mais sublime é colocar outro à sua frente.

sexta-feira, agosto 12, 2016




Colorir me fazz afastar maus pensamentos. Parece infantil. E é. Mas ajuda a afastar maus pensamentos. Como uma vez eu fazia pequenos pássaros de origami, dobradura japonesa, e duas  meninas estúpidas que me vistaram comentaram se eu só fazia aquilo da vida. Hoje eu acho que não seria um absurdo se eu só fizesse isso da vida, se eu fosse um monge. Fiz mais de mil pássaros. Segue a vida... Minhas reformas e alegrias nascem quando estou deitado no quintal. Brotam do reflexo aguado do verde da manhã chamando e sendo chamado. À tarde a luz descansa sobre o verde escuro, enquanto eu vejo o sol se por. Sinto-me um menino, magoado e burro. Magoago não sei de quê. Coisa de menino. Nada, no momento, pesa a favor. Essa é a tônica. Por que quê eu vou me forçar a ficar aqui se eu não estou gostando de fcar aqui? As paredes petrifiadas e cheias de ranhuras de passado do meu quarto mal guardado e mal arrumado são a caída que eu confronto e que me dizem mau. Eu gosto porque ao menos projeta um pedaço de ruído que não existe ainda. Então ainda não existe, não está presente e não etente o que é a dor.

o que não escrevo à mão




Vou usar meu chão para me deslocar. Vou me encontrar com meu terapeuta, doutor Sherlock. Como eu gostaria de poder mudar as posições, mas a situação é muito complicada. Escrevo na cama, tentando encontrar algo abstrato que se torne mais objetivo durante o processo. O chão vai me deslocar. Vamos juntos.

terça-feira, agosto 09, 2016

Pastilhas matinais













Eu esqueci de tomar minhas pastilhas matinais e, agora ao entardecer, quero ver o que sobra. Fui cortar a barba. Ele acabou cortando meu cabelo. Nem a barba, nem o cabelo ficaram do jeito que eu gostaria, o jeito "certo". Mas, é claro, daqui uns dias a barba cresce, eu raspo. O cabelo se ajeita, "pega o corte"... Um papo muito viado para uma barba de lenhador. Agora só falta comprar o machado. Eu digo - como apagar o fogo jogando lenha na fogueira? E eu mesmo respondo. Minha palavra é água quqe apaga meu fogo. Mesmo assim não mudo, surdo e cego. àgua que apaga meu ego. Rumino Deus. Pasto como animal. Monossilábico eu, transcendental. Quem me dera solfejar esse aforismo. Mas a vida é real, de vera. Vejo o sol descer. A vida é minha... Se consigo, sigo. Rebanhando meus olhos e meus ossos tomados por essa lei astral. Como filho. Como pai.

em que posso ajudar?



Arrumei um cantinnho bem escondido, dentro da casa, por assim dizer, onde fico mimetizado, sozinho, silêncioso,  meditativo, contemplativo, como quando uma vela acende a outra. Em paz. Mas o que é Paz nesse estado quase islâmico emocional social? Dizem que "na guerra é pior". Ainda assim haviam as trincheiras. Mas depois que inventaram o avião ficou pior, porque bombas começaram a cair... e por aí se vai, tanta guerra, tanta paz.

segunda-feira, agosto 08, 2016

quatro equipes e quatro vitórias



Presto, a contento, a minha função de observador das competições do rugby feminino. Até agora as meninas do Canadá não estão muito bem. Muitos acham o rugby um jogo violênto. Mas isso não é verdade. É tudo uma questão de ponto de vista. Vejam, Maquiavel não desprezava a moral, mas desprezava a moral cristã. Isso muda as coisas em algum lance de causa ou feito duvidoso. O ato, as coisas, elas existem. Negar que elas exitem é ainda mais doentio. Imagino Nietzsche caminhando pelos verdes e vastos campos de Turing. Sabe quando se faz uma força à mais, necessária para
__ Para...
__ Quebrar algo, ou coisa assim. Um recorde mundial. Criar uma ideia...

quinta-feira, agosto 04, 2016

uma aventura improvisada



Escrevo. No inverno deixo a barba grande. No verão, o contrário. O salário é baixo, mas insisto. Não sei porque. É uma eterna busca. Se faltam palavras, nem seria a busca pelo saber. Um grito de carnaval, um tango rasgado, uma conjunção astral. E dizem que eu nem sou aquilo tudo. Certo seria ter conteúdo. Mas eu prefiro a excêtricidade, como dizem... Escrever é o meu trabalho. E saibam que poucas pessoas têm a chance de viver, comer e dormir com pouco dinheiro, apenas escrevendo. E esse é o segredo da longevidade. À mulheres que abandonei e me abandonaram, não se ressintam por isso.

quarta-feira, julho 27, 2016

changes



O mundo mudou. Sim, dissram-me. O mundo mudou e eu não acompanhei essas mudanças mundanas, mundiais. Se o mundo mudou, onde eu estava? Nos arredores, nas dores das dores, dos becos nos barracos, no meu apartamento. Eu que não sabia que o mundo era tão apertado. Eu que vivia encuralado. Eu que me contradizia. Eu que não vivia, não convivia. Eu que não sabia que o mundo era tão vasto. A volta do velho do campo. É igual sertanejo de raiz, como qualquer música boa, tem que emocionar. Ou emociona, ou não é música boa. Estou levemente desgastado, por isso, desesperado para ir à natureza. Sozinho no meu deserto contemplativo. Um pequeno grande deserto. Mas o quê aconteceu? O jazz morreu? 

terça-feira, julho 26, 2016

saudade


Hoje é terça-feira. Um dia que mais ou menos funciona. Vou para o quintal pegar os últimos raios de sol. E fumar um cigarro. O sol cai em cobre os meus olhos. Um abelho me ronda. Desceu. Está descendo. À essa hora ele se coloca em poucos minutos.  Vejo bem a silhueta das palmeiras. Hoje estou arrumando minhas coisas, arrumando o quarto, a começar pelas gavetas, tudo. Já joguei muita coisa jora. Elas não... Quero apenas algumas coisas guardadas. Outras à mostra, que são pra serem mostradas. Algumas que sõo pra serem guardadas com carinho. As que guardei merecem uma pequena seleção. Pequena porque parece que diminuem cada vez mais. Minhas memórias... Vejo, à miúde, é ridículo o nível de importância que dou ao que me resta. A letra vem depois da letra e a palavra e... avante.

sexta-feira, julho 22, 2016

domingo...



Será que eu terei outra chance?, de ver nascer o dia outra vez. Em outro lugar, com outro viés. Minha cabeça está cheia. A lua, minguante. Num instante eu só quero que chegue o amanhã. Amanhã algum movimento, talvez. Depois de amanhã, colocando minhas pernas, meus olhos e todos os meus sentidos para funcionar. Há muitos dias espero o dia de ver a mim mesmo. Muitas noites se passaram e é tão difícil estar diante do fogo que espero que eu mesmo tenha feito. Não esperar nada de ninguém "de graça". Esquecer a minha "senha", cara... Assistir as estrelas. Por quê é tão difícil alcançar esse momento?
Personagens vão de carro até o limite possível de seu aconchego. Vislumbrando a paisagem de dentro do automóvel. Sorrindo. Eu sempre quero ir mais longe. Sempre quero testemunhar Deus além de mim, a Natureza. Nunca mais aparecer diante de tanta beleza?, e como? se eu só quero um pedaço de fogo... Mas nada vem "assim", de repente. Somente as ideias. Daí a gente as persegue.

quinta-feira, julho 21, 2016

quero um pedaço de serra



Quero mesmo é sair do mundo. Esvaziar o direito, depois o lado esquerdo do cérebro. Bem romântico esse contato com o Todo. A tentativa, pelo menos. Tá complicado receber tanta informação. Difícil digerir o andamento das conjunções, que seguem no cosmo, sem Tempo. Todos juntos numa só data interplanetária, cosmológica, intergaláctica. Desde o Grande Bang! Mas agora eu quero solidão que não é, de fato. É minha energia, meu contato com o Shambhala Sun. Esquecer os versos. Em cada curva, aquele mistério.

fumando maconha o dia inteiro no quintal


Não adiantasse se esconder. Não adiantasse ir longe sem saber aonde se vai. O mundo inteiro cabe dentro de nós. Todos os problemas latejam dentro de nós. Não importasse onde se esteja. A falta de comunicação é sempre um problema. Principalmente quando qxiste uma pequena leadership, liderança, hierarquia fuleira, falsa, forjada. Motivo pelo qual se faz de uma pessoa vazia que fique ainda invisível, quando o freguês anda lá com alta baixa-estima... Há que estar sempre pronto para responder o que for, ou o homem tolo te evitará. "Não sei não...", meio-termos, dúvidas, silêncios que não dizem sim nem não respondem. Uma merda! Chupa ô desgraça! É difícil viver incompleto e não saber desse autoengano, dessa falácia. Puxar sem soltar o ar. Olhar sem ver direito ao redor. Estar-se preso a si mesmo como a maior das compulosões. O jardim é interno e agora estou de volta ao silêncio. Silêncio ainda mais silencioso do que onde se passava o dia inteiro. Um tabuleiro onde não assei o pão, pois não havia forno, mas havia um propósito em mim, e quem tem um propósito se faz companhia a si. Apesar dos perigos, apesar das armadilhas... Sim. O convívio é uma merda. Uma grande merda onde já se sabe, a princípio, que não se bem vindo, bem olhado, bem quisto. E assim se vai, de lá pra cá, tentando um lugar na sombra... Porra nenhuma.

quarta-feira, julho 20, 2016

quando desde que



Como é que eu vou fazer?, juntar as moedas, onde elas estão, eu não tenho um tostão e ainda essa disritimia. Cândido continua sendo...
O Otimista.
__ Faça o nó certo, marujo! E tome cuidado com esses cristais!
A vida volta a ser a mesma, mas de uma outra forma. Mais ou menos, menos mais do que menos. Sigo seguindo. Uma vida sem histórias e muita memória à ser apagada. Continua sendo. O sol encosta na pele como a cor da terra. Caminhando devagar. A pele é a cor da terra. Meus pés descalços.

segunda-feira, julho 04, 2016

John



para ouvir ao som de Soultrane de John Coltrane



Enquanto escrevo, esqueço de fechar a gaveta - buceta. Ouvindo Coltrane na cama, acendo um cigarro... Não consigo mais pensar. Não consigo mais escrever. Espreito. Espero a próxima nota e escrevo. Mais um dia sufocante, sufocado. Calado. Mais um dia distante me arrasta cada dia mais, a cada dia, para mais perto dde longe daqui. talvez outro deserto. Menos árido, um oásis... quem saberá? Enquanto isso espero.


Eu dou o tom
John, ao meu lado



domingo, julho 03, 2016

meu fogo interior



Escrevo aqui no blog, pois as chances de alguém do Facebook ler esse texto são bem menores, quase zero. Vou dar-me minha própria medida, antes que seja uma medida histórica. Ainda não sei, e ainda bem, contar essa história. Conto por sinai que comunicam. Mas, além de mim, quem mais vai chorar?

sábado, junho 18, 2016

Se o céu não fosse azul...





Acordei pensando em você. Tomei café e fui fumar um cigarro no sol. Pensando muito em você. O calor, o sol acolhedor, lembranças ... Sinto tanto a sua falta.

sexta-feira, junho 17, 2016



Então, junto os pedaços de ideias soltas, ou melhor, aprisionadas. As que fui capaz de captar, embora em pedaços.
__ Você devia ter um filho - eu digo.
__ Como? Como assim? - ela responde exaltada como se fosse uma só pergunta.
Eu mudo de assunto antes que seja tarde. Já é tarde. Antes, que depois de algumas palavras soltas, a gente se embrenhe nesse assunto e fique agarrado nessa discussão infinita, como se fosse numa moita cheia de cipó espinhento, que nos agarra e nos machuca cada vez que tentamos sair dela. Talvez faça sangrar. O melhor é apenas encontrar uma trilha que nos leve embora desse lugar. Daí estaremos salvos. Salvos de todo medo que possa confundir nossa mente.
__ Meu sonho é ter um filho - volto ao assunto sem saber porque, após algum silêncio, um gole de café, um trago no cigarro. Solto a fumaça...
__ É um sonho fácil de se realizar - ela diz.
Não sei o que pensar. Fico mudo. Ela rola na cama. Não sei se está sendo sarcástica ou verdadeira. Ela está me seduzindo? Talvez eu nunca tenha filhos.

 

Mais uma nota que fica pelo caminho. Confissões de Santo Agostinho... A vida é boa, mas tem essas coisas estranhas. Que pegam a gente de surpresa e derrama nova paisagem. Eu não sou daqui. Sou de nenhum lugar. Eu não pertenço e não quero me encontrar. Eu não pertenço a esse lugar. Eu me perdi dentro de mim. Eu nem onde eu estou. Eu vivo diante de uma tela. E as páginas e o tempo que nos dedos escorrega. Por quê? Por quê você foi sumindo e eu fiquei aqui sozinho? Por que o silêncio angustiante do desgosto? Por que mais uma lágrima lavando meu rosto? Colorindo mandalas e outras ondas. Comecei a colorir freneticamente. Depois pensei "isso não é nada zen". Isso, esse frisson compulsivo e desesperado. Não era bem o tom que eu havia pensado.

Ainda sem norte, mas com um propósito. Seguir, seguir. Quero encontrar-me com a Natureza. Esse desejo que não cessa. Já faz tanto tempo que eu não me preparo para uma caminhada. Alguma "nostalgia boa" como motivação. Por quê que a gente faz tanta coisa que não sabe? Por quê que a gente faz tanta coisa sem saber? Uma fogueira em frente à toca. O céu de estrelas cobrindo minha noite. O silêncio. O vento crepitante lambendo as brasas. O reflexo do fogo nos olhos. A luz da noite incide sobre a paisagem. Estar frente à frente com Deus. Ser o Deus de mim mesmo, e mais uma vez Uno. A interdependência cria uma relação simbiótica de significado. Reinterpretando novos signos e conceitos e significados. Resignificando novas interpretações, deixando os signos sem palavras. Preciso reinventar o mundo dentro de mim. Dar forma nova a um novo contexto. Aceitar. Aceitar esquecer a lembrança de um dia feliz, e viver. São as úlitmas lágrimas do adeus. É dar um passo e deixar tudo pra trás. Um passo apenas. Esse ano creio que não será possível fazer uma caminhada longa. A serra é meu abrigo. Quero investir nesse propósito. Sempre saio sozinho. Sem amigo ou namorada. Sem nenhuma companhia humana. Aqui na civilização eu me sinto sozinho. Muito mais do que o mais próximo que eu jpa estive da Natureza. A vida urbana é paradoxal, pois me envenena e me alimenta. Quero jantar à luz de um bilhão de estrelas. Queria estar na Natureza. Queria estar pleno.
Cabia mais...



Venceu, mas não convenceu. A vida é como o futebol, uma caixinha de surpresas. Tudo pode acontecer em noventa e poucos minutos. Deixou a desejar como grupo. Ganhou no talento individual. A tartaruga pode viver até duzentos anos. A bactéria tem um ciclo de vida de apenas quinze segundos. Indiferente do tempo que as duas vivam, para ambas espécies o mesmo espaço de tempo, a mesma media, foi vida.


Sei que muitas pessoas passaram por traumas horríveis. O meu não seria pior nem menos do que qualquer outro. Um desafio grande essa vida breve. Como eu me sinto agora? Não sei... Distante, invisível, triste, cego.






quarta-feira, junho 01, 2016

Documento8


Documento8

Não sei mais escrever. Não consigo mais encarar a página em branco. A cada frase uma ação, não quero te enganar, te iludir. O Tempo é assim mesmo. Ninguém sai ileso dessa vida. Faria qualquer coisa, eu faria, para não terminar meus dias sem saber que é o último dia. Meus dias sem saber eu vou seguindo. A cada dia uma promessa insubstituível. Lembranças também. Encontro uma porção de forças no pensamento. Esse, voa sem depender do atrito. A mente, às vezes cansada, me assusta com seu próprio silêncio. A inércia, essa... transformou-me num eterno monolito.

quinta-feira, maio 26, 2016

Diálogos





Ouvindo Coltrane e fumando um baseado


__estou meio triste hoje. Acho que nessa hora me dá o comichão de escrever - digo.
__Comichão... ela deixa no ar.
__não conhece essa palavra? - respondo arguindo.
__Palavra muito usada na minha terra - diz ela.
__pois é - prossigo.
__deu saudade da minha vida lá.
__eu sou um meninu. O meninu da família. Peguei um livro de colorir da minha mãe, um livro zen-budista. Com mandalas... flores, paisagens. Hoje no sol, eu pensando na escrita.
Mandam eu pintar e eu pinto.
__ pinte o dragão!
Eu pinto, mas com as minhas cores de criança. Se não fossem as coisas ruins, tudo seria bom.
__Oh... e não é que é... Bem, vou pra casa do meu filho almoçar e passar o feriado.
__Bom feriado, querida. (Cardápio, imagino, o corpo e o sangue de Cristo)...


João, seja bem-vindo


Para a mamãe Brisa Marques
Há dois dias a imagem singela de um recém-nascido meu sono. Será que o Tempo passou assim tanto tempo? Quanto tempo eu dormi desde que adormeci? No dia seguinte a memória ingênua e pura era apenas uma imagem que eu nem mesmo vislumbrei. Apenas em pensamento. Uma imagem que veio através da brisa e dobrará seu sorriso nas curvas do grande aconchego, do Grande Abraço Divino. João, seja bem-vindo!

quinta-feira, maio 19, 2016

eterna

Não adianta adiar esse contato com as letras. As palavras se coçam pra sair. Elas são cacos, fragmentos, destroços de mim. Então elas começam a se formar. Cores e imagens vão delineando o pouco que me lembro. Tantas são as coisas que vemos e pensamos de relance. A presença na memória do objeto energético, ligado às sensações, à emoção. Esses reflexos do dia são a impressão do interpretante imediato. As cenas são gravadas subconscientemente, ou seja, não temos acesso consciente à elas. Mas o dia vai passando e, à essa hora, quando a madrugada começa a querer sobrepor-se à noite, todas as nuances vêm à mente. As tais cores do dia. Sempre, sem esquecer os amores que sempre vão permanecer. Eu me emociono diante da beleza. Lembro das tardes eternas, o sol se pondo para sempre, bem como nos contos de fada. Mas que fada nada. É foda. O melhor sexo, feito com paixão com a pessoa apaixonada, ainda assim, não vale o que somos na vertical. Quando estamos de pé temos que valer quem nós somos. Eu estou de pé. Pensar as mais lindas sacanagens que ainda fazem de mim um velho jovem poeta marginal e eterno.

Jack...


Sendo a assim a vida como ela é, não me faltam vírgulas para prosseguir. Ocorre que não se alcança o caminho andando na direção contrária. Ainda que doa cada passo. Deus sabe o que faz. Quando frio, o calor. A aventura, a glória. A queda, o desfecho do ato, e o fim dessa jornada - a morte. Parece tão longe. Acho que ainda viverei uns bons anos. Não sei se bons, mas vários. Para muitas pessoas, o problema do amor está mais em ser amado do que amar. Nunca saberemos amar enquanto não amarmos a nós mesmos. Bem cliclê, bem verdade. Então é isso que estou descobrindo. Descobrindo que não fiz, errei... mas fiz muito bem também. Deus sabe o que faz, ainda que isso não seja da nossa vontade. A Natureza (ou Deus) é sábia. E não é apenas mais uma questão de semântica. Essa é a nervura do real; portanto Natureza com a letra inicial maiúscula. Mesmo eu tenha raiva, às vezes.

quinta-feira, maio 12, 2016

Com prozac, com afeto



__ As coisas que ela escrevia na parede e tal. Ela gosta de você.
__ Então quer dizer que ela gostava de mim ao menos um pouquinho?
__ Claro que sim.
__ Mesmo com todos os meus defeitos?
__ Não. Com todos seus defeitos, não.
__ Pois é... grande merda é essa.
...
Vamos ver. 2010 foi um ano ruim. Ruim no sentido de sofrimento, sofrimento coletivo. Angústias a serem curadas em estágio terminal. A dor, o sofrimento novo que se tornou velho, e o sofrimento desconhecido a priori. Deixemos de lado o dualismo hermético entre Bom & Ruim. Aliás, foi também um ano de dualismo. Um ano que dividiu minhas metas e minhas metades e juntou tudo no que eu era antes. Então voltei a ser o outro quem eu era. Como parte do corpo que se regenera. Abandonei o detalhismo de certos ambientes. Comecei a sonhar repentinamente. Sonhar muito. Sonhar que voava sonhar com meninas que eu nunca vi. Seus olhos brilhavam como se eu devesse responder, como se me conhecesse há séculos. “Mas poxa, Gu, você sabe que aldeia é tudo” reclamando nossa fogueira particular. Sonhar com o elástico no teto do quarto, rodopiando, girando, subindo e descendo. Sonhar com the Fat Old Sun. Verde é a cor em decomposição então hoje é mais um ano. Quando parte do todo se ilumina, o Todo se mostra em sua plenitude. Eu faço parte desse ciclo que se reinventa. Que juntou as metades rasgadas em não-sei-quantos pedaços. Ensanguentada rasgada punhalada camisa molhada. Deixo que as borboletas pousem em mim, em busca do sal do meu suor. Isso não é uma alucinação. Uma delicia sonhar. Ponderei, resumidamente, profundamente, o EU SOU em comunicação com o Todo. Ou seja, viajei pra outro planeta e volto banhado de cores, luzes, energia, harmonia psicodélica dos anjos das esferas astrais superiores e “aquele que se eleva”, mas veja Zaratustra, nunca serei um super homem, embora a águia e a serpente sejam igualmente minhas amigas. Esse telescópio-pra-dentro-de-si vendo mais do que um céu estrelado. Essa lente de aumento foi minha ferramenta do alimento autofágico meu alimento autofágico, autofagia. E se você ver não faça barulho.

quarta-feira, maio 11, 2016

Old

Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011
A hora do anjo


Os guerreiros se preparam para adquirirem destreza, mas
quando conseguem já não estão mais preocupados com ela.
Carlos Castañeda

As chuvas de verão, especialmente as chuvas de janeiro desse ano, pintaram a paisagem como eu nunca tinha visto. Pelos meus cálculos, se alguém esteve nos picos em julho do ano passado, já faz seis meses que não passa ninguém por onde eu passei. Nunca vi o mato crescendo nas trilhas. Parece que foram abandonadas. Sei que poucas pessoas não causam impacto visível na vegetação, mas teriam deixado alguns pequenos rastros humanos. Rastros que me meus olhos, há nove dias dialogando com a natureza, seriam capazes de ver. Perceber a nuance de mudanças na atmosfera relativas ao tempo. Desci o pico rezando pra não me perder. Pedindo que eu ainda tivesse forças para enxergar o caminho de volta. Pois quando parte do Todo se ilumina, o Todo aparece em sua plenitude.

terça-feira, maio 10, 2016

nunca mais perder-me de mim





É... Por que a cada dia eu quero deixar minhas impressões? Tenho contato com poucas pessoas. Guardei você dentro de mim. Fico pensando o que você está fazendo, e onde. Quais coisas eu falaria para você agora?, depois de tantos anos. O que eu perguntaria? Tenho essa curiosidade diária de saber onde você está. Saber quem são seus colegas, seus novos amiguinhos. Eu não consigo esquecer aquela noite em que fui te ver na Federal. Lembro de você vibrando ao me ver. Mas naquela hora eu já estava fraco, magoado, ressentido. Eu já estava isolado dentro de um quarto, dentro de mim mesmo. Engolindo vírgulas. Desacreditado pela militância da adicção ativa. Outros tantos adjetivos, outros tantos sentimentos, que tive uma revelação quanto à mesurar tudo isso - quão? Fiz uma travessia árdua, difícil de contabilizar perdas e danos. Como contabilizar e determinar "o quê" e "como" as pessoas são? Eu te digo. O ser humano é imprevisível. Principalmente os psicopatas, claro. Eles não saem na TV, mas são personagens de novela, da novela da vida real... Um fragmento, um recorte do destino.

sábado, maio 07, 2016

Old


Quinta-feira, 25 de março de 2010

A letra é o prelúdio do fonema

Acabo de digerir mais um dia, apenas por volta da meia noite, acreditem. Atravessou-me o tempo em que a cada dia as noites eram mais longas. Agora os dias é que são longos... Chegou o ponto de ruptura. Nada a se fazer diante do universo, senão ceder aos trabalhos do Tempo. Ceder à ideia que tanto me incomoda. O trabalho... Ah, como conciliar tudo que devo fazer? Não gosto de agendas, mas acho que vou precisar de uma. Anoiteço mais um dia. Foram tantos de espera para que a mesmice se fosse definitivamente. Mas, como inevitavelmente, um instante, diante do espelho, se constata, estar-se preso a si mesmo. Devo falar pausadamente, ter paciência, nunca perder o equilíbrio, evitar o azedume e a descortesia, comentários infelizes, perguntas desnecessárias, respostas deprimentes. Sabem por que? Pois eu vi chegar a hora da tomada de decisões, de estar totalmente concentrado, de reorganizar a bagunça. Informação e redundância de tantas idas e vindas, de tanta vida e tanto um-pouco-de-tudo de tamanha intensidade, mas sem você. É pecado e meio mentir pra si mesmo sobre sentimentos, mas vamos adestrar meu coração com uma canção de ninar. Fecho os olhos, os olhos da alma, e cada vez que “vejo” devo adestrar meu coração. Devo ser cruel, sem que percebam e sem perceber. Encerra essa dor tamanha à que dedico meu tempo. Sofrer coloca as pessoas na zona de conforto. Cada um reage à dor de forma diferente. A letra é o prelúdio do fonema. A forma da intenção se dissolve. Calada a noite, madrugada sem sonhos.

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sexta-feira, maio 06, 2016

uns dias atrás


O dia do desapego

O sentimento preso no peito. Eu sem saber como transformá-lo em palavras. Um momento breve de sair da catarse e ver, apenas ver, o que anda acontecendo. É impressionante a velocidade com que o tempo passa. Agora tenho trinta e oito. Trinta e oito não é idade é calibre. Longe de mim economizar balas. Eu dizia coisas enquanto as concatenava. Eu pensava em "voz alta" e ela não estava entendendo nada.
__ Eu não te vejo - ela diz.
__ Melhor assim...
__ Tá escuro, não te vejo - ela prossegue, do outro lado da tela.
Continuo invisível, nesse caso. Invisível e mudo. Não disse nada, mas acho que ela entendeu tudo. Ela conhece minhas fraquezas, minha febre de poeta, minhas nazelas. Ela sabe que eu amo demais e tanto faz. Assustado como um peixinho. Desesperado como no romantismo russo. Estive mergulhado em mim mesmo durante longos meses, anos. Passei por vários abismos. Cruzei vários desertos. A vontade de sair do buraco, no dia do desapego, prevaleceu pela dor. A pessoa à quem eu me apeguei não existe mais em minha vida. Eu também não existo para... é dificil escrever isso. Cada passo em direção ao recomeço é como esquecer o passado e sinto-me culpado por isso. Cada passo rumo ao meu próximo destino é como andar na direção contrária de um sonho. Um sonho desbotado, sem rosto. Agora é mais do que tarde para apagar lembrança. Ainda cedo pra recomeçar?

Temor

Sexta-feira, 17 de maio de 2013

Temor

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É chegada a hora morta. Hora do silêncio e da escuridão. Agora estamos só nós dois. Sei que você conhece minha vida toda. Sei que desconfia de tudo e de todos. Sei que não tínhamos os mesmos sonhos. Veio desse momento a brisa mórbida de um calafrio. Tenho comigo um arsenal de tabus que levaria décadas para desmistificar. Creio que, mesmo após dias e noites  tentando incansavelmente elucidar os fatos, ainda não cheguei perto de entender. Não sei o que fazer ou como lidar com isso. Vergonha na cara ainda não basta, pois a fraqueza do homem nos leva a lançar mão de muletas como essa. Como a religião, o amor, a comida, a novela, como outras tantas coisas que não causam o mau devastador que a droga causa, mas que ainda sim são muletas. Supõe-se que Alexandre, o Grande, tenha morrido de cirrose, visto que beber era uma demonstração de virilidade... E se morria também como um cordeirinho. Quero pedir uma chance de viver. Uma chance de não acabar como um pedaço de gente. Queria sua saudade e não sua indiferença. Não sou indiferente aos males do mundo. Quero contribuir como posso. Quero dizer também que tenho medo que essa droga seja de tal forma agressiva que tenha que ser extirpada como uma mancha de tinta no tecido assim como um tumor no corpo, causando uma deficiência irreversível que seja dela a fatal irremediável consequência. Por hora agradeço a atenção. Fique consigo. Te mando um abraço do tamanho da Lua...

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