segunda-feira, julho 21, 2008

uivando em Cochabamba

A respeito de que, sou página arrancada da Bíblia em noite de suor e canto de procissão na beira da praia. Pequeno almoço sem companhia na sala fria o cheiro dos moribundos, percebe?, como quase nada se encaixa nesse caleidoscópio de realidade? da sala até a cozinha até minha cama. A lua murchando no céu do inverno como se fosse dele. A machucação do frio está doendo menos do que a ferocidade daqueles ventos turbulentos que passaram.
acalmaria
calmaria
Call Maria
mãe santíssima
Hai-kaindo de cansaço morto absorto solto perdido pleno com os olhos vidrados ancorado deitado na cama como um Buda da quinta dimensão. O silêncio silencio conforme vão caindo gotas de palavras, conforme vão saindo e enquanto você não estiver a salvo eu não estarei a salvo e agora você está inteiramente mergulhada no caldo total animal do tempo. O vagabundo beat louco angelical do Tempo. A lua sobe murcha- a paisagem de janelinhas piscando compõe o cenário urbano da sua gentileza, assim deixado aqui para o que houver para ser dito e reerguendo-se reencarnados, na roupagem fantasmagórica do jazz no espectro do trompete dourado, no coração absoluto do poema arrancado pra fora do corpo.

>¨<

3 comentários:

Papagaio Mudo disse...

Mosaico de uivos e gemidos...

>¨<

cabeça do Boi exú

liberté disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
liberté disse...

tem um poste para vc no liberté