domingo, junho 14, 2009

Chicken boy

Feel like a chicken? Se sentindo feito uma galinha choca? Menino-Galinha, Chicken Boy!
Babo pietá, se eu fiz um anjo chorar, mas mais magoado fiquei. Sabe, tenho estado muito só e meu bebê acredita que essa! é a condição de todo ser humano, ou seja, foda-se a minha solidez, não há mais solicitude, cada um por si porque Deus, vosso pai, está em coma e somos bem vindos à selva, onde we have funny games. Por isso eu fujo e me escondo ou te bloqueio. Fujo pro meio do mato. Mato-me, sumindo do mundo onde seus olhos enxergam. Você deseja ardentemente querer não querer. Não querer desejar porque tens absoluta certeza que vou fazer-te sofrer e vai doer. Década de dez, ninguém deseja ninguém alm de si mesmo. Toma pra si a paz do lar, um banho, aconchego, lava suas roupas, mãezinha, family, faz seus trabalhos. Eu não confio mais em quem não confia em mim. Agora também entrei na linha (embora Oliver, ainda não tenha feito meu pedido) concluí que o mundo é regido pela incontestável lei do mais esperto. Achei que tudo seria mais fácil, pois não entendo que sou um grande chato e essa é a verdade. Há coisas que não combinam em mim. Coragem e poetagem se confrontam no final, com o embargo de todas as ações. E sou maravilhoso vagabundo, de nada maravilhoso sono. E me sinto sem mundo, sem dono de mim mesmo, um inútil. Sinto-me guerrilheiro de uma única causa vazia e cheia de sentimentos tácteis, metafísica, cicatriz risonha e corrosiva. E sou um estranho esquisito fora da lei, iconoclasta. Destruir a patética imagem de um “sonho de família” me bastava. O mais próximo que consigo chegar da racionalidade latina. Espero entre gargalhadas e o choro, como Gargantua no nascimento de Pantagruel. Somos bandidos, apátridas de estrada de terra. Essa merda de pensamento positivo, esse inferno de exercer o Bem comum. Não me obriguem a nada. Quero ser o eu-pirata, defecado nas latrinas da existência. Não sei mais como e nem para onde ir, posto que o mundo é redondo. Por conta dessas minhas devoções dedicadas, quero isolar-me novamente. Honrar a ética do banditismo redimido, afundar minha canoa no rio. Que não me serve nem levará a nada, novamente. Preparo-me para perder, pra desossar mais uma vida minha. Isolar-me onde só depende de mim meu pragmatismo. Onde não passo por melindres, senões ou porquês. Onde sumo e enterro-me em meu próprio túmulo, nas desesperanças. Sou filho de imigrante varrido de um mundo imundo rasgado em mil pedaços. Porque que eu sinto tanta raiva de mim mesmo? Porque que eu choro enquanto escrevo? Vai-te a merda! Vai mais uma vez! Porque que sinto tanta raiva de ser esse imbecil inocente que sabe tudo que se passa a sua frente e concorda porque é fraco, confesso. Já analisei as faculdades do amor pra aprender a lidar com simesmismo. Conformado ou conformismo? Preciso aprender a lidar com o mundo. Cheguei a conclusão que não vale pena mover uma palha. E a vontade insana de matar, na luta que tenho a travar comigo mesmo. Próximo às muralhas de Sevilha, com meu amigo Lillas Pastia, vamos dançar a seguidilha e beber manzanila. Meu amor é o diabo. Coloquei na porta ontem, esse pobre coração inconsolado. Tão livre quanto o ar e os verdadeiros prazeres são dois. Quem quiser me amar? Eu amo! Quem quer a minha alma? é tomada. Chega no momento certo, quase não tenho tempo pra esperar. Mata-me um pedaço a falta de sentido de suas frases evasivas. Deixa-me no ar sobre a corda bamba. Queria dizer coisas tolas. Vai-te à merda, vida minha, vai com ela. Um feto morto defecado no gelo pela vagina, nas planícies da Sibéria. Pois é o que eu já fui. Farei um buraco vazio desse moto perpétuo em que me caibo. Perpetuo teus olhares à cor do boto. Pega seu canivete enferrujado e extirpa esse mixoma Savage. Pra não sofrer mais do que sirvo pra sofrer, além. A terra suja dessa velha Europa. Madrinha de todas as atrocidades e outras que apadrinhou. Vou dar descarga nessa privada. Raiva é ser embromado feito um idiota. É o que sinto mesmo com todo eu te gosto, eu adoro-te. Não redime de nada, da mentira, da omissão.

Queimei com muita inabilidade as frases que iria te dizer. Perderam-se dentro de mim. Já sou eu mesmo, não sou mais você. Agora sou outro alguém. Aquelas minhas projeções vão por água abaixo, por um cano entalado, e os fragmentos jorram de volta em minha’cara. Já são três e quarenta e eu não sei quanto tempo vai durar essa raiva, que me deixa irascível e agredido, que faz-me sentir mal comigo mesmo. Ajuda-me Sidarta, a superar essa raiva. A curá-la com essas três mil seiscentas e dezenove palavras. Não vou mudar em nada. Intransigente intransitivo em meu objetivo. Seja você quem for, seja também fiel aos seus princípios. Sejamos a geração de multidões solitárias. E invencíveis. Estou espezinhado por motivo tão fútil, porque não é contigo o que estou sentindo. Estou me sentindo à deriva no que eu pensava ser um barco. Talvez sem motivo, mas também sem motivação. Ser enganado, melhor seria esganado. Vou gritando esaas palavras e a raiva vai saindo. Miles arranha seu flamenco. Você não me ouve. Então vou despejando o vômito em letrinhas. Preciso te matar agora, pois nunca mais passarei fome... se é que me entende. E não é de comer que ando falando, é de viver coisas intragáveis - como essa. O homem que te diverte cansou de ser palhaço. Parece castigo por ser (ou fingir de) otário. E aqui eu fico. Criança dorme cedo. Acendo mais um cigarro e vou me preparar pra dormir. Foda-se Eu, não é. Cada si em seu círculo. Sociedade alienista, talvez seja o controle de natalidade. Sinto-me um cocô de galinha. Subcultura de massa, sub-suinocultura.

7 comentários:

Papagaio Mudo disse...

Frita Galo,


não consigo parar de ouvir essa música. A paixão é uma porra! não tenho idade mais pra isso. Cozinhei.

Andrea B. disse...

Oi Gustavo, antes de mais nada, muto obrigada por teu comentário no meu cantinho, li alguns dos teus textos e gostei muito, neste senti revolta , misturada com paixão, segredos, cobranças e pra completar tudo isso, regada pela som de Caetano que por sinal é lindo,Paixão sem medida ...mas tem uma coisa que não concordo contigo...Para isso não existe idade, basta vivê-la, sem pensar no tempo que ela irá durar...

Bjo pta ti

Papagaio Mudo disse...

Sem fantasias

Papagaio Mudo disse...

oi Andrea,

Espero que tenha tido um bom final de semana. Quanto aos sentimentos canfusos, digo que a culpa é da espécie humana. O ser humano é culturalmente paradoxal. Quantos anos você sugere que tem?
Beijos patati também, rs:)

Gustavo

BAR DO BARDO disse...

... leio o kaos em seu texto...

Papagaio Mudo disse...

what the fuck...

Diego Yorkes disse...

"O homem que te diverte cansou de ser palhaço."

isto estava em minha cabeça ontem. hoje, sei lá tanto fez.