quinta-feira, junho 11, 2009

Wir haben gute Flüssigkeit in uns

It's a long and wild road
It's a long long long way


Fiz pra você um anel de bons fluidos. Bons fluídos, aqueles que relaxam o corpo e a mente, a alma. Ao se deparar com uma cobra, saia do seu caminho (do caminho dela, o português dá margem à interpretações ambíguas) e siga seu camigo. Ao ver uma onça, corra e uma borboleta, onde você mora? Vem morar aqui dentro da oca. Tem lugar. Não se perca de mim, não fuja. Aventura de nobres ilusões. Meio rouco meio louco, sempre volta pra casa, onde houver casa, com a presa e a pressa de voltar à selva, antro das ferinhas. Imune, nenhum monstro da natureza humana na lua cheia (de iusões) me apavora. Nem sequer me afronta a ponta do nariz. Um bolero e tive meus os pés salvos por anjos no caminho. Óbvio é o passar dos anos, consorte de um destino que se desfaz. Derrama, despeja, deseja... que se caísse na cama toda massa energética ao som do jazz e fizesse como deve ser feito. Meu coração (acho que é o coração) mais um beat, coelhinha, pulsando feito criança. Fiz pra você um anel inquebrável... então vai, faz do seu jeito. Faz o que tem que ser feito, ao som do jazz. Irrompe no vazio do meu peito.
Com
amor.

Caçador da Alvorada metropolitana

11 comentários:

Papagaio Mudo disse...

"... eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."
Clarice Lispector

Eduardo CardoZo disse...

Em poucas palavras: Mas que grande texto!

Abraço.

nilda disse...

Amo passear pelo seu blog!
Não perco uma virgula.
Como meu tempo é pouquinho,venho sem assiduidade. Mas quando chego aqui coloco a "lição " em dia.
É muito bom.
Beijoca.
Nilda.
http://meucantin5.blogspot.com/

Gisele Freire disse...

Adoro a Clarice lembro de muitos livros dela e teu texto Gus tá lindo como sempre!
:)
Gi

Saara Senna disse...

Olá!

Adorei o texto.
E concordo que devemos escrever quando nos convém, sem obrigações..
deixar fluir para não nos tornarmos escravos dos outros... temos que escrever pra nós... assim fica bem melhor.

Um beijo grande e muito legal o seu blog :)

Alice Salles disse...

Já devorei essa entrevista tantas vezes que já decorei!

Diego Yorkes disse...

" e vc pode até me atirar de um penhasco que eu vou dizer: e daí eu sempre adorei voar"

clarice, sempre ela.

Diego Yorkes disse...

" e vc pode até me atirar de um penhasco que eu vou dizer: e daí eu sempre adorei voar"

clarice, sempre ela.

Ana R. disse...

Dos mistérios profundos, todos caçadores....

Gicelle Archanjo disse...

Clarice é covardia! é uma sábia. Lindo o texto.

BAR DO BARDO disse...

há sempre uma aliança, apesar do vazio abissal no peito.

tosse, tosse, que sai!