sexta-feira, novembro 20, 2009


Estão todos mortos. Agora eu sou meu pai, minha mãe, meus avôs minha irmã e o filho de minha irmã, meus irmãos e os filhos dos meus irmãos, meus tios, minhas tias, meus primos e os filhos dos meus primos. Agora duvido que eu mesmo não esteja morto ou matado. Pela lâmina afiada da solidão humana. Pela distância, pela ganância. Sim, jaz dentro de mim um gênio morto. Pedido no deserto das idéias. No labirinto do útero, no outro, como adulto.

7 comentários:

cata bortman disse...

a solidao mata, enlouquece, deprime. Foi inspiraçao para musicas, poetas, filmes, até livros..
A solidao deixa as pessoas mais criativas.

Márcia Amaral disse...

ah, querida solidão

Camille disse...

A solidao tambem constroi o prazer de estar so, que é bem bom.
Bjos e boa semana,
Cam

Adriana Godoy disse...

bonitamente triste a solidão. bj

Papagaio Mudo disse...

sim,
maldita solidão...

Luiza Gannibal disse...

Há um tempinho sem aparecer por aqui, amei isso que escreveste. Prosa e poesia em total harmonia. lindo de morrer. :-)

Menina Misteriosa disse...

Vejo dois lados da solidão.
Um ruim, de saudade, carência, desejos, ausências.
E um bom. Quando precisamos estar sós. Para estarmos inteiros, presentes em nós mesmos.
Sim, faz parte de mim esta loucura. Mas não acho a solidão necessariamente ruim.

Estava com saudades de vir aqui te ler.
Beijos