segunda-feira, dezembro 13, 2010

o mistério da Lagoa Azul

A Lagoa Azul (Blue Lagoon) é um dos filmes mais lindos que eu já vi. Eu não tenho medo de afirmar isso, tampouco falsa ignomínia. Se fosse livro seria um best-seller certamente. Assisti esse domingo a noite, e pude reparar alguns detalhes. Não havia como essa produção hollywoodiana falhar. Não havia como “não dar certo” e por mais que tenhamos opiniões diversas, o filme tornou-se um clássico. O escritor, digo, o roteirista, utilizou uma fórmula infalível, embora já conhecida (Robson Crusoé, por exemplo). O que atrai é o apelo sexual. A forma infantil como falam os personagens já adolescentes. As investidas de Richard, frustradas pela pompa de Emmeline (a pequena Brooks Shields). O filme é um clichê do início ao fim. Desde o bigode do capitão do navio aos cachos de Richard, que se eternizaram, e a tal “lagoa” que nunca existiu. Ah, a casa, casa não, mansão que Richard (a produção) construiu poderia ter construído um navio. Eles tinham um pequeno barco que os salvou no início e no fim. Mas enfim, Rick revela seus sentimentos “coração batendo forte” “um sentimento indecifrável” “vontade de beijar”, meio bárbaro, Emmeline acaba cedendo e eles transam. Depois, cenas de amorzinho muito bem filmadas. Aliás, o filme tem tomadas que não se repetem e contam com a doce atuação da Brooks em sua mais tenra juventude. Seguindo o roteiro ela engravida e começa a dar indícios de enjôo. Há uma cena em que ela demonstra ser servil a Richard porque se recusa a fazer sexo, mas depois o convida a ver sua barriguinha se mexendo. Pura inocência. Tempo depois nasce um menino "Paddy" com um grito que cala todos os pássaros da floresta. Bem, não é minha intenção fazer uma sinopse. Assisti a esse filme desde que nasci praticamente, mas a cada vez que assisto posso enxergar por um novo ângulo de visão. Um estado espírito, um domingo à noite, um olhar. Hoje em dia os Richards são pós-modernamente descartáveis e os Paddys são produção independente.

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