segunda-feira, abril 04, 2011

succia il mio culo

Tá fácil não, neguinha, tá fácil não. Um homem ficou não-sei-quantos meses em sua cúpula no sopé da montanha, perto de um lugarejo e deduziu “penso ‘e’ por não poder duvidar que penso, logo existo” e com isso fundou a filosofia moderna. Deleuze diz apenas que o icognicivel Rizoma é apenas o “e” do postulado Cartesiano, a água que corre mais rápido no meio do rio, o gengibre que cresce caoticamente ordenado [pequena pausa para dizer que o corretor ortográfico windows é semi-analfabeto] A indústria das telenovelas engole sem mastigar. A estréia do próximo ano, a estréia do próximo segundo e do mesmo velho mundo entediande de coisas novas. Segundo um sujeito chamado Giovanni Sartori “o ato de telever transforma antropogenéticamente a natureza humana”. Todo esse blábláblá filosófico é apenas para chegar ao ponto. Chega logo ao ponto, cara. Resume! Escrevo e cocho os pelos do nariz ao mesmo tempo. A televisão além de tudo ainda muda meu DNA? Jaques Derrida diz “O animal que logo sou” parodiando Descartes e diz que somos animais auto-biográficos. Alice se perturba por não poder se comunicar com sua gata, Dinah. "Se ao menos pudesse saber a diferença entre os opostos sim-e-não, entre miar e ronronar..." ela questiona. Então, no País das Maravilhas, pergunta ao gato a diferença entre miar ronronar e o gato responde que pouco importa, não interessa ao animal nomear. Remete ao exercício linguístico, ao animal que se autobiografa. Remete também a um belo foda-se! pois consorciar todas as delicadezas acadêmicas, no fim, somente pra vender livro de capa bonitinha? - diria Adorno. A sociologia estuda as Sociedades Modernas Desenvolvidas pós Revolução Industrial e pós Revolução Francesa, sendo que nem sei por que nem como se deu a Queda da Bastilha. Os franceses sempre loucos, ecléticos e anárquicos, o senso inconsequente de querer ser o que quiser. Já os espanhóis, foram ancestralmente fudidos pelos judeus, árabes e reis católicos soberanos na miscelânea peninsulo-ibérica. Francamente, não tiveram liberdade de expressão, criaram o surrealismo e foram pra França. Eu que fui banido, que vivo no ostracismo e esquecimento. Parei de tomar café, parei de mastigar comprimidos, de respirar e de viver. Parei de acordar e dormir e domar meus sentimentos, e o que a Indústria fez comigo? Nada. Quem fez foi eu, réu-confesso, mesmo que anestesiadamente. Dizer que não sou nada é fácil, basta dizer que sou poeta. Demonstrar é mais difícil. Ser é ainda mais difícil. Vocês sabem o quê é inspiração? Não é fumar maconha na praça, nem é olhar pro céu, nem contemplar. De Mazzaropi à Bergman, cinema não é Arte, é no máximo Entretenimento. A dança é uma arte menor, mas não há antagonismo superior-inferior. O nome é não ter nome. As palavras se traem, se confundem, se fodem e não dizem nada. Pintos, peitos e vaginas esse é o mundo em partes, ou parte dele. Não há objetivo. Onde há movimento, há vida, mas não necessáriamente metas e objetivos. Desculpe, mas o horário de visita acabou. Obrigado por ler esse texto. Sinto muito qualquer coisa.
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Um comentário:

Papagaio Mudo disse...

esse texto é carne de pescoço, é a parte do corpo dos vertebrados que une a cabeça ao tronco. É formado pelas sete vértebras cervicais que articulam com o crânio...