terça-feira, maio 24, 2011

Chá com porrada

Tenho tomado tanta bolacha da bendita vida que rememorei minhas 3 ou 4 existências como monge. Em épocas diferentes, séculos distintos e lugares distintos. Não que não haja aflorado também no chip da memória o comportamento de um bárbaro. Séculos e séculos de existência não fazem de mim um vampiro, mas torna minha alma imortal. As almas são imortais. Não detenho exclusividade sobre vidas pretéritas. Meu maior sonho foi voar como os pássaros. Desde os tempos idos de um Ícaro redimido. Os deuses de pedra estão mortos desde a Roma dos Antoninos. “É fácil ser pequeno entre os grandes. Difícil é ser grande entre os pequenos.”. Pesseguinho, essa frase, que eu considero um ditirambo, calou funda a pequenez de minha alma, “nossas” almas tão assoberbadas. Não sei quando essa sincronia angustiante no orbe do globo. Cronos era um deus representativamente mau. Petit pronuncia meu nome e diz-me o seguinte “me deixa ser sua putinha?”. “Não quer ser minha esposa?” – respondo. Sinto-me um réprobo em escrever isso, mas sintetiza um quadro de intenções descasadas, desencadeia o ciclo da frustração e no fim havia alguém que não amava ninguém. Nem a si mesma. Não há a quem “culpar” ou proferir demérito. Apenas o quadro que se auto-desenha. Você não tem forças sobre o destino, Amanda. Esse papo de psicologia de que a gente se permite ou não é coisa de quem não tem sangue nas veias. "Aquele que sofreu tuas imposições te conhece" Blake, provérbios... mas foda-se. Quem vive de passado é museu. Queria apenas concatenar para seguir adiante. Refletir momentos de brilho sem brilhantismo. Lastimar por seguirmos todos um caminho torpe, inevitavelmente. Rezar pela Humanidade, enfim...

Um comentário:

Liberté disse...

É... só rio.
O riso é o melhor remédio para alma nestes causos angustiantes.

Toda via temos sempre que aprender a sermos grandes, devo isso a nobreza masculina.