sexta-feira, dezembro 09, 2011

Uivo para Caio Campos

E que entraram em um bar de cem mil cachaças e que beijaram a mão de Mao e da moreninha mas não deixaram de cruzar a linha do tempo do beat angelical e que sopraram velinhas de vinho Bourbon e caipirinhas com carne de cabrito e novela das oito, que se lamberam e se estruturaram em torno da paixão pelo ar e pela paixão pela simplicidade lama lama sabactani em um sentimento de Paeter Eternus Onipotentis, Deus. Que voaram na brisa de um saci de tanga vermelha dizendo que dirigem melhor que eu, mas que se dispuseram e se contra repuseram em tamanho real real real, mas nada foi demais, nada foi perfeito demais, nada mais foi perfeito porque Cherteston não estava presente e você não estava presente, mas enquanto você não estiver a salvo eu não estarei a salvo e agora nós todos, incluindo Bakhtin, está mergulhado no caldo animal total do tempo e os poetas ingleses não compareceram, mas mandaram dizer que nove entre dez poetas ingleses preferem o bar da moda à uma ode na madrugada, um pagode ou um recital total mental mas então se jogaram cada um para um lado, e deitaram e cambalearam e se dispuseram fazendo a rua de cama e a calcada de travesseiro, mas que se não for em frente o Stadt Jever ou o Outback não rola. E que passaram por lojas de conveniência e que a olho nu não conseguiam perceber que todo era tudo e tudo era nada mais que outro dia sem fim, sem ponto final, sem meio, menos mal, remelexo e recomeço.

6 comentários:

Papagaio Mudo disse...

e que dobraram a ponta da ponta da pasta do pente da porra, mas que no fim nao passaram na prévia do processo, mesmo estando com seus americans expresses

Papagaio Mudo disse...

e que se esconderam na sombra do balcão verde-luminoso do bar onde se pudesse finjir em paz... ad infinitum

Caiocito disse...

é primavera é verão é chuva de março
barulho de trovao é primavera arabe no restaurante árabe diz a radio árabe

os arabes roubaram nossas sementes e engravidaram leviatã levianos da vã antropologia mistica angelical


rs

Papagaio Mudo disse...

que diria vãs, aquelas místicas filologias antropomórficas de leviatã,

e a rádio árabe continua tocando músicas de cantores árabes e muito o mito do realismo é relativo
e muito o mote da morte, e muito o sutra do girassol do Buda...

Adriana Godoy disse...

Muito doido isso aí. Uma viagem daquelas, heim? Mas gosto de tentar entender, mesmo que não consiga de fato. Beijo

Papagaio Mudo disse...

acho que somente os poetas russos e os astronautas nigerianos entendem...