sexta-feira, abril 01, 2016

Pensando na vida




Ula ula, glu glu. Saudades daqueles que sonham. Também daqueles que não sonham, pois a própria existência é um sonho, indiferentemente. Pegar no ar algum pensamento ou vibração. Um devir de sonho, como uma onda sonora que transmite as notas suaves de um quarteto. O casamento de outras ramas rizomáticas que se perfilam e se cruzam. Alguma coisa se renova em mil ramas perfiladas que dão continuidade ao sonho. Alguém ama o passado, retira as farpas, recolhe os cacos. A mistura do calor e alta umidade em Luluchaca faz com que as pessoas, partidas ao meio pela linha do Equador, vestem menos o corpo e mostram mais as ideias. Por isso é necessário se expor. Meus sonhos expunham-se juntos à frente de várias paisagens e cenários. Mas eu nunca lembrava-me disso. Ideias, pequenos ruídos, conflitos. Cada sonho continha os números sorteados - era a vida, o próprio esclarecimento. Sonhos que são agora a poeira do passado. Difícil dividir as partículas de bons e maus momentos e fazer com isso o seu próprio dicionário. E é isso... Estou feliz em saber que... Estamos vivos.

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