quarta-feira, março 19, 2008

Como duelar com a Modernidade?

Como acompanhar as novas tecnologias? Somos obrigados a aprender a usar e conviver com novas formas de mídia que são impostas cotidianamente. Quando o indivíduo consegue alcançar um objeto de desejo tecnológico, outro mais interessante já surgiu no mercado. A indústria tecnológica movimenta bilhões de dólares por ano e creio estar muito à frente do que o mercado atual seria capaz de suportar. Como se pudessem, a qualquer momento, abrir as comportas de uma represa e afogar a sociedade com uma inundação a qual não sobreviveríamos.
Canais ramificam-se, encontrando-se em algum ponto virtual como se se tratasse de um elo perdido. O Mp3 portátil induz o indivíduo a viver uma dimensão paralela. Eu faria uma comparação com o "celular no trânsito" que tira a atenção do motorista, podendo causar danos maiores à sociedade. Mas para os pedestres, que dirigem suas próprias vidas com os pés, adaptar-se a andar & ouvir já vem dos Walkmans da década de 80, atravessar ruas e viadutos é uma habilidade que se adquire rapidamente. Eu tentei (por influência da indústria), mas não consegui.

Paradigma:
Como vive o homem da modernidade?

O que podemos esclarecer sobre esse hipertexto midiático nas relações humanas? Quais interfaces obrigatórias na vida cotidiana do ser nas grandes metrópoles? No campo social, quais as classes têm acesso a aparelhos tecnológicos e quais usos fazem dele e com que freqüência? Através de um senso estético induzido por classe social (por exemplo: assistir a determinado programa segundo o nível de compreensão do indivíduo).
Na Modernidade, com Kant, o belo deixa de existir em si, como na Antiguidade Clássica, passando a existir para o nós, para o sujeito, o belo depende, então, do modo subjetivo de sermos afetados pelos objetos contemplados, dos nossos sentimentos, sendo por isso relativo a cada um, por isso, Kant defende também que todos somos capazes de formular juízos estéticos e de avaliar objectos como belos. Na Idade Contemporânea o juízo estético deixa de obedecer a qualquer dogma e passa a ser absolutamente relativo, deixa de respeitar qualquer critério objetivo e universal, passando a ser inteiramente pessoal variando conforme as capacidades de cada um.
Quando valoramos um objeto em termos de beleza, formulamos um juízo estético. Julgamos de acordo como nos sentimos, de sentimentos de júbilo, de prazer, de desagrado ou repúdio. Porém, o significado de juízo estético tem flutuado ao longo dos tempos relacionando-se intimamente com o conceito de belo.
Mas, paralelamente a esse juízo estético, individual ou massificado, qual seria ética da Modernidade? A indústria cultural tenta restringir o conteúto a ser comercializado, mas as músicas em formato mp3 circulam gratuitamente pela rede mundial de computadores- a Internet, enquanto alguns conhecedores de informática baixam filmes que ainda não foram exibidos nos cinemas usando inclusive um programa específico para colocar as legendas no idioma desejado.
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Novas formas de emitir e receber a informação
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O mp3 é um algoritmo de compressão de áudio. São fórmulas matemáticas aplicadas por um computador a um sinal de áudio digitalizado. Este sinal de áudio comprimido pode ser gravado em vários tipos de mídias e tem um sinal cerca de 10 vezes mais comprimido do que um CD normal (formato cdda). Com o desenvolvimento de pequenos chips capazes de decodificar o áudio em mp3, logo surgiram os tocadores portáteis que fazem esse sucesso epidêmico, frenético. A organização alemã chamada Fraunhofer foi quem desenvolveu o processo de compressão de áudio batizado de MPEG Layer-3, o Mp3. O mérito de sua interface é transportar a informação digital para qualquer aparelho de som (desde que tenha entrada de áudio) podendo assim utilizar os altofalantes de um som velho e ultrapassado.
Lembro-me que em janeiro de 2007, andávamos de Brasília vermelha pelo Rio de Janeiro, com aquele som de carro que se gira um botão, fazendo correr um agulha para sintonizar a rádio desejada. Porém, nosso anfitrião usava um Mp3 player ligado aos altofalantes do carro por um cabo desses e eu podia ouvir as “minhas músicas” porque também dispunha de um Mp3.

2 comentários:

Papagaio Mudo disse...

Desculpem-me por não economizar palavras.

>¨<

caiocito disse...

Perdas e ganhos com essa avalanche tecnológica. Pessoas se divertem com tanta tecnologia, consumindo e alimentando essa avalanche. Alguns saudosistas tentam atacá-la jogando bolinhas de neve, o que aumenta ainda mais esse caos interessante. outras atiram bolinhas para na tentativa de acertarem a boca, igual biscoito. ontem eu comi um biscoito de morango que tinha gosto de morango mas de morango não tinha nada.