sexta-feira, abril 04, 2008

Eu a mim

Meu bem, o faço dessa distância? O que faço do nosso segredo que nos distancia mais ainda? Devo deixar que o tempo se encarregue de tudo? Acho que, especialmente com você, não conseguiria isso. Eu não me perdoaria, sabe? Eu nunca senti como eu me sinto agora. Nunca me senti “em falta” com ninguém. Não tinha intenção de me casar com a Pearl, embora fomos um do outro um longo tempo. Passado isso, também isso com a Pesseguinho, apesar de achar que ia durar muito mais do que durou. Mas nunca imaginei estar ligado assim a uma pessoa, tão fortemente, você não sabe. Integrasse a isso um sentimento de perdão; à nossa ingenuidade. Continuo sonhando com os pés no chão, mas sou corajoso. Não aonde eu me sinta infeliz e pressionado, distante e cercado. Livrar-me é cuidar dos pequeninos gestos. As mulheres sabem disso melhor do q os homens. Delicadas, sensíveis, frágeis, sedentas de cainho, amor, tanta beleza em cada, tantos misteriosos segredos. É preciso estar atento e forte, fortalecido pelo medo que nos impulsiona e se transforma em coragem (ou deveria). Digo a mim mesmo: respira fundo. Calma. Fica tranqüilo. Relaxa o corpo, tranqüiliza a alma. Sente que estas no caminho e que dele nada pode te tirar. Faz dele seu e ele nunca te abandonará.
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Katze



.... Max Slevogt, Der Sänger Francisco
d'Andrade, Zeitung Lesend (1903).
© Alte Nationalgalerie, Berlin, Alemanha

3 comentários:

Cris Moreno disse...

Bom dia, Gustavo. Sede todos nós temos, principalmente de viver. Gostei do post. Estou com uma poesia do Borges no blog. Acho que você vai gostar tb. Bom final de semana. Beijinhos.


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Papagaio Mudo disse...

Oi Cris,

Porque você nunca responde as minhas perguntas?
Saibas que sou frequentador do seu blog...
Bom fim de semana pra você também.

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Papagaio Mudo disse...

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miau