domingo, abril 21, 2013

desci da minha


Paixão da minha existência atribulada              

E a saga continua.
Que a vida é uma luta, não se discute.
Não discutir é uma premissa da filosofia. Cada um tem a sua. Mas, se estruturar o pensamento é uma labuta, há de admitir quem me escute, que eu rezo a minha. Na minha procissão caminham muitas velinhas. A caravana entoa um coro gemido, ode à dor do burrinho. Essas velinhas iluminam as cores papel celofane e a imagem que é viável de se carregar aonde vão passando. Velhos e crianças Tum Tum... espera-se que o lamento em uníssono suba, mas qual. Abelhinha zelosa has no time pra mesmice, sorrow, lamentação, sussurro!
Usa aí omê o coro da onça e a mulé o gongo da cabra! Quem mandó acreditá na jararaca-verde? Ofídio da peste!
Paixão, paixão.
A paixão costuma ser tão difícil. Haja visto a do Nazareno.
Devo comprar seis maços de cigarro Sun Marino (Sán Marino, pronuncia-se assim. Faz sucesso por ser barato.) e uns pacotes de biscoito.  Por quê? Mandar pro A. que tá preso. Pagando umas férias. Por quê? “A vida é assim” e não me custa. Já ensinou andar sem vacilar, já afastou invejoso da Vila do meu cangote e economizou verbo dando conselho, e por ser ele mesmo. Já aconteceu dele fazer no F. calhou deu tá sem folha sucedeu. Adveio a boa vontade, na humildade. Sempre! Eu plantei o bem e vou colher o que mereço. O FBI deve ter meu endereço. Falam de mim, sou assim me convém, mas sei a querela entre o bem e o mal. O mal é o bom, e o bem vai mal, no momento presente.
Na terça tenho terapia, oito da mañana. Doctor Deco diz coisas tão assertivas... Olha que me defeco pra psicolombardia. deco dereco dereco deco. O que me faz acordar tão cedo foi empatia. Enfim, existência apropriada significa. Pua não esbagoa fina flor. 

Mas arreda esse riso do beco, que escada demanda certo fôlego. Não tenho quem tem de mim. Segunda tem que pegar trintão no Maletovisky, pagar o Patchele, dar fim nessa dívida que já virou novela. Na terça vou malhar, sim. Acadêmia do Djalma. Acho que lá se ganha mais peso tutanóide, que no Liceu de Platão da Grécia antiga. Acho não, tenho certeza.
E assim sigo se com sigo, mais um dia na cadenciosa cadência. Sem cair. No fio da navalha.
Na paixão atribulada da minha existência. Sujo de todas as tintas que me cercam, de todas cinzas que se altercam, de tudo e de Toda Yng-Yang fluência. Tudo é nada. 
Quando um cadinho do orbe faísca, esse crisol pronuncia tudo.

 Ca’fé.

Um comentário:

Sofia A. disse...

Tudo é tudo e nada é nada. Filosofias de bêbados. Fazia tempo que não passava por aqui, que coisa louca, desvairada e maravilhosa! Muito massa a forma como você mistura estilos, a liberdade da sua escrita.
Beijo!