quinta-feira, outubro 27, 2011

Será que Freud explica mesmo?

Apenas papai, mamãe, a lei, as transgressões, tudo é sexualidade, Eros e Tanatos, pulsão de vida e pulsão de morte, o homem contra si próprio... blá blá blá Come on, Ziggy... Será que não existe nada além disso? Jung teria dito a Freud “Eu sonhei com ossos” e esse respondeu “Você sonhou com a morte” – uma forma reducionista de abordar abstrações. Isso motivou Jung a escrever o primeiro opúsculo de A Vida Simbólica, que vai contra as teorias freudianas. Jung tenta explicitar as concepções acerca do funcionamento do consciente e do inconsciente, a estrutura da mente humana, tipos psicológicos, os arquétipos e o inconsciente coletivo, os complexos e sonhos.

A psicologia como ciência relaciona-se, em primeiro lugar, com a consciência; a seguir, ela trata dos produtos do que chamamos psique inconsciente, que não pode ser diretamente explorada por estar a um nível desconhecido, ao qual não temos acesso. O único meio de que dispomos, nesse caso, é tratar os produtos conscientes de uma realidade, que supomos originários do campo inconsciente, esse campo de "representações obscuras" ao qual Kant, em sua Antropologia, se refere como sendo um mundo pela metade. Tudo o que conhecemos a respeito do inconsciente foi-nos transmitido pelo próprio consciente. A psique inconsciente, cuja natureza é completamente desconhecida, sempre se exprime através de elementos conscientes e em termos de consciência, sendo esse o único elemento fornecedor de dados para a nossa ação. Não se pode ir além desse ponto, e não nos devemos esquecer que tais elementos são o único fator de aferição crítica de nossos julgamentos.

Eu posso ter sonhado com uma ossada, com mil ossos, os ossos de uma manada. E qual seria o meu lugar dentro dessa manada? Seria dentro, como filhote? Seria como macho?, ou como fêmea? Vide o Anti-Édipo – Capitalismo e Esquizofrenia, G. Deleuze e Felix Guatari.

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