sexta-feira, abril 25, 2014

estrelas... não sei se sou eu que as vejo ou são elas que me observam

Universo ao avesso
Caio,


Você é um dos poucos amigos que tenho..
Por isso fiquei tão triste quando soube que você cantou a Mardou. A única mulher que amei na vida. Eu teria morrido por ela. Senti-me traído. Eu devia ter te matado quando pode, mas vale a pena você estar. Talvez por aquele poema que escreveu pra mim – o velho e a pedra. Sempre que leio eu me emociono. Isso poupa vidas. Poemas. É através deles que o povo respira.
Sim, você vale a pena.
Agora estou no terraço, onde fiz minha área de ócio criativo, nem de trabalho, nem desserviço. Estou me sentindo tão só.
Vejo as estrelas ouvindo Chico.
Agora são quatro e cinco.
O silêncio of a dawn faz tudo parecer normal.
1949

Sometimes I lie in my wrath
As my body lay
Between the pain that breathes
and alone in bed

Everything I tried to gently
All I wanted beautiful
Missing, Dead in the mind
Do I live a ghost Fleece

A ghostly face staring
And not knowing what was beautiful and was lost,
No flesh remembering accidental
ghost to ghost peak.

Peço licença a Ginsberg para dizer valer-me de suas palavras:

Algumas vezes deito na minha ira
Como a meu corpo deito
Entre a dor que respira
e em paz no leito

Tudo que tentei gentilmente
Tudo que queria de belo
Desaparecido, morto na mente
Faria viver um fantasma que eu velo

Fitar uma face espectral
E não saber o que era belo e se perdeu,
Sem lembrar carne acidental
de fantasma para fantasma apogeu.

Allen  




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