quarta-feira, abril 09, 2014

Uma duas vírgulas chorando sem lágrimas no lugar errado


ou
Flechas, fleumas e flashs

Estamos velhos, ein? Digo a meu pai.
Estamos...
Ando meio atribulado... quando o bicho que sai da sombra e é algo. Alvo novo de novas iras e novas cenas em velhos cenários. A cidade continua a mesma. Comprime as pessoas. A montanha ondula ainda no horizonte. Não sei quem foi que disse que minas é o mundo. Acho que foi o Guimarães Rosa. Fleuma e decomposta de poeta-homem -sem Brahma, sem boemia, desritmado,com os olhos rasos, fundas olheiras sem enlightment. Talvez por si mesmo, talvez pelos dentes. Às vezes acho que te amo, as vezes fui inconsequente, às vezes depois das tais sete vezes setenta vezes, eu não esqueço o que foi só sexo... Perdoar e esquecer-se. Perder a consciência de si mesmo. Maior tragédia do que a vida.
Mesmo sem rimar, a mesma métrica da minha ira.
Delira de mim. Indo e rindo. Sutra sônico.
Imprimindo-me do Todo na ambição de ser Uno, um dia quem sabe. Esquecendo-me que o Todo veio do um, mas esquecendo também de ser parte, que quando apensas parte se ilumina, o Todo em si já é iluminado.
Mesmo aquele dia lindo dia lado a lado, ah se eu pudesse... ah como rio... e o vento acende mas esfria, arrefece e ao mesmo tempo, dentro de um só semblante em pânico, que não aparece no quadro. Um texto-criança. Eu te amo. Esquece.


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