quinta-feira, outubro 09, 2008

Segue


Qualquer coisa esse 2008. Qualquer coisa aconteceu que eu fiquei assim. Cada três dias me parecem um. Cada três messes me parecem um. Falta-me quanto tempo parar de gostar dessa condição? Confesso, deve valer-me de algo essa pena. Um motivo qualquer para querer morrer, já que o embalo da vida já não é. E somos expulsos de alguma realidade, e aos poucos construindo outras. Gerundiando por aí, por cá, high up in the sky. Outra tarde eu vi dois aviões passarem, não sei por que me lembro disso até hoje, mas quando era criança minha tia pedia um bebê aos aviões, quando via um. Ela já soma meio século de idade e até hoje não teve filhos. As tardes são infinitas e as noites são eternas. Acordo no Japão é na palma e na palma é na palma da mão, dançando um samba em frente ao McDonalds. Ventos fortes sopram desde a tarde. As nuvens formam refletem uma estranha luz. No cu algumas estrelas reluzem urbanas e solitárias, e sorridente a lua cresce. Mais um dia. Mais um dia sem saber por onde andar. E a gente vai levando. Tomando as frentes e seguindo as horas.

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2 comentários:

renata.ferri disse...

Gusta, vc tem que passar a marcar os dias com tracinhos na parede (como os presidiários), pois assim não perde a conta.
A missão de hoje está abortada por acumulação de afazeres academicos. Amanhã é mais um dia, e não um terço de um.
bjos

Papagaio Mudo disse...

que pena, Renata. Sempre exercendo a Plena Atenção. Amanhã estaremos em alerta.
Abs,

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