sexta-feira, março 20, 2009

Weary blues so lonely

Greg Gossel
Enxergo a minha frente um horizonte vazio. Não quero que sintam piedade por mim. Piedade não é um sentimento nobre porque é dada com ares e sentimentos de revolta a quem recebe. Está escrito no livro sagrado dos católicos, ou simplesmente deduzo que Jesus sentido piedade daqueles que o atacavam, quando se dispôs a subir cada passo do calvário. Eles não sabem o que fazem. Santa Maria, mãe de Deus, fazei-me digno dos ensinamentos do cristo. Então, o que seria dos poetas? O que seria do amor sem a dor? Será que Descartes estava certo é o mundo é realmente dual? Não, Chico não sofra por amor, pois depois tu escreves essas letras que comovem as pessoas, pobres mortais feitos de sentimentos, lugar comum, nos atinge o ponto frágil, porque é frágil. Fragilidade, não fraqueza. Dizes o que queríamos dizer, mas não sabemos. Nos deixa vulnerável ao tornar dizíveis os sentimentos. O solitário escreve sobre a solidão, o confuso escreve confusamente, o apaixonado escreve sobre o amor. A felicidade é tão simples que as pessoas teimam em não querer alcançá-la. Nós os homens nós tornamos o problema mais do que a solução. As mulheres da pós-modernidade estão em pé de igualdade, sim, descobriram que para alcançar um lugar ao sol, infelizmente precisam priorizar suas vidas profissionais e acadêmicas. Ainda sim, tive uma professora que se tornou mestre na Sorbonne, em Paris. Sinto que com sua pouca potencia vocal, sua classe e elegância não faziam dela uma pessoa feliz, ao entrar na sala de aula lecionar para nossas cabecinhas tão cruas, quando ainda mascávamos chicletes. Eu hoje percebo isso, o carinho e respeito que deveríamos ter-lhe dedicado. Sobre a felicidade, Carlos Drummond de Andrade escreveu
Sobre mesa simples objetos
O amor, os filhos, os netos

10 comentários:

Codinome Beija-Flor disse...

"O que seria do amor sem a dor? "
Resposta: NÃO SERIA AMOR

Acho que ando meio manteiga ao sol.
Ler seu texto, ouvir a música ao fundo.
Fiz o contrário: "Não fui, fiquei. Não ri, chorei".
Aguenta coração.
Bjos

Menina do mar disse...

Perfeito,Real, emocionante, belo demais.
beijo

roserouge disse...

Comoventchi, mesmo. Tchi adóro, viu papagaio?

Papagaio Mudo disse...

e vocês são as portuguesas que eu mais adoro nessa minha vida!
beijos do brasileiro,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

Codinome,

responde ao meu comentário no texto abaixo, Para Entender As Mulheres.
Beijos,

Gus

nina rizzi disse...

quria que visse uma das muitas minhas aulas
: escrevinhar-íamos...

mais tarde quero ouvir esse blues :)

Anônimo disse...

Quando se escreve assim, mais valia n. se escrever. Diria Jesus e todos aqueles filósofos de quem você fala. mas afinal o que sabe v. de Descartes? e a quem interessa a Sorbonne? aos intelectuais de meia tigela. é isso, cara, é isso, você ainda tem muito para aprender. Mas algum dia aprenderá? Algum dia viu Baudelaire por um canudo? certamente que n.

Cris disse...

Pra vc, Neno!

"Assim, de hora em hora, vamos amadurecendo, e depois, vamos decompondo, também de hora em hora. E é com isso que se forma uma história" (William Shakespeare)

Te adoro!
bjos

Papagaio Mudo disse...

Anônimo,

Por que as pessoas insistem em não mostrar a cara? Jesus andava no meio do povo. E você, onde estás?
escondido atrás do anonimato. Mostra a sua cara. Falemos feito homens. Só queria dizer para parar de me atacar, porque não posso me defender falando com o vento.
De qualquer forma, te deixo um abraço.

Gustavo

ps: e se quiseres meu endereço e telefone, diga. É mais justo não acha? te mando por email...

Danitza disse...

Ei, Gus!

Sempre escrevendo lindamente o real, e sempre com os "seus" anônimos... Quando os vejo por aqui, ou por aí (porque são comuns), lembro de um filme de Buñel.

Beijos