sábado, abril 03, 2010

Björk


Uma cem variações de tons de branco-cinza. O dia tentou clarear, mas não aconteceu. A lentidão do mar de nuvens que agora passa em frente a minha janela, leva-me com ela. Lava-me as lembranças da manhã. Agora parece que já são dois sábados. Um antes e o outro depois da sesta. Meus olhos se perdem nessa cortina de nuvens. Porque esperamos resposta? Por que nos questionamos? Essa é a parte chata do processo da não aceitação. A fragilidade com que expomos quem somos. A destreza necessária para não dilacerar a si mesmo. Viva e deixe viver. Um quê de auto-redenção nisso tudo.

6 comentários:

Lara Amaral disse...

Seus últimos textos exaltando o cinza me lembraram que não saio graças ao dia nublado e à nuvenzinha franzida em minha testa.

Muito bonitas suas prosas, rendo-me aqui também.

Beijo.

Papagaio Mudo disse...

Pois é Lara. Um dia cinza e o frio, ajudam-me a aproximar do teclado. Dia das letras, das palavras. Obrigado pelo elogio. Renda-se!
Grande abraço,

Gustavo

Nydia Bonetti disse...

Teus olhos também enxergam longe, Gustavo - e dentro. Abençoados são os olhos que conseguem se ver e ver além de si. Abraço!

Papagaio Mudo disse...

11 é meu número de sorte...

às vezes meus olhos, Nydia, reproduzem palavras de uma ladaínha sem graça e ensimesmada.
como esquecer um pedaço de si mesmo?
Bom domingo de páscoa.
Abraço,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

Um pedaço de mim mesmo ficou pelo caminho: passado. Agora é seguir em frente!

Wilson Torres Nanini disse...

Se Björk não tivesse nascido, provavelmente teria que ser inventada, como um evangelho escrito a milhares de mãos. Mas ela existe e vasculha abismos para nos dar pomares. Permite-nos, inclusive, a fragilidade com que expomos quem somos."

Abraços!