segunda-feira, abril 26, 2010

கன்வெர்ச çõஎஸ்

__ Oi Eçaiara. Sou eu, Boris.
... como tudo estava escrito nas entrelinhas. E eu não quis ver você(?). Estava parada na porta com os seios duros, bonita e com frio. Tinha aquele olhar sonso de morte nos olhos. Eu sonhava como um Homo-Ludens contumaz, renitente, obstinado. Que vício cego é esse que pesa sobre mim? Mandar chamar Ossoxi e o Cabloco Sete Flechas. Evoco minha indigenice e todos meus ancetrais anjos que moram no céu. A falange das florestas amazônicas. A energia curadora das florestas amazônicas. E todos os tiranos os tiranos se prostraram diante da mãezinha preta. Raios iluminam o céu de Iansã.

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Moramos eu, minha mãe e meu tio em um castelo medieval. Eu, o príncipe, Cinderelo ensimesmado. Meu tio, um lorde inglês, não pode ser acordado antes das três. minha mãe todo-poder-do-mundo depositado, entornado, abduzido, como um querubim de ternura. Uma rainha destronada. As coisas vão bem. Hoje será melhor o que ontem, amanhã. Hoje surjo do nada e nada acontece. Nada me acomete vice-versa viver, morrer. Como a experimentação oleosa e cristalina de uma caçada silenciosa. Hoje não vejo as luzes dos prédios como antes deformados e traduzidos e transformados visualmente em emoção. Despedida, cotidiano, horizontalidade, si mesmo, recuerdos. A janela – uma sensação de noção de perceber o mundo. As três ilusões de transcendência. Voltando ao adeus, não somos não nada pra gente conhecer. Nenhuma “promessa de futuro”. O que é passado passou realmente? De que forma agir quanto a isso? Quanto ao futuro? Que fazer com o choro adulto? Essa curva maldita que a história faz no tempo. Tempo de cada um não paga dívida. Quando escrevo de forma clara, querendo te ver. Sem saber notícias, sem falar palavra sem saber o que é certo, sem saber do fim de mais um dia com os olhos cansados. Voltando outra vez eu não tenho pressa. Revolta destituída de sossego e palavra. Cuia cheia de nadas protegendo meu cérebro. Qualquer uma ideia de liberdade ou libertária que não agrada e que não convence de ninguém. A risaiada enche a sala de ecos. O sono não cura feridas. E frases de impacto não fazem a vida, andando sozinho, na maior e máxima depuração de ser. Não há nada o que falar se mesmo assim acredito que deslizam os olhos pelo que digo. A vida é assim. Às vezes só enxergo cores. Às vezes só encontro palavras dissolvidas, olvidadas, destituídas, des-escritas na folha da garganta sem fala, sem som de orixá só nem irmão nem irmã nem si mesmo. Uma televisão pela interferência de um olhar de soslaio. Um sussurro infalível, telever. Meu desengano foi demais, mas eu não quero machucar a meninha.

Um comentário:

Cara Joaquina disse...

O sono não cura feridas, mas adormece.