sexta-feira, junho 21, 2013

olhando pelo buraco

Hoje fui ao dentista. No caminho perguntei a um homem qual ônibus passa na Avenida Brasil. Ele me respondeu muito bem humorado que não fazia ideia. Inclui sem que eu perguntasse que era analfabeto. Eu disse “porque o senhor não tenta aprender?”. Em questão de segundos contou que o pai batia muito nele. Que os tempos eram outros... Eu, nós tínhamos que atravessar a Avenida Nossa senhora do Carmo. Não sei por que aquele velho altivo e sorridente atravessou meu caminho, mas ando perquirindo os sin-signos indicativos. Como um sinal aberto, pros dois lados. Fui embora... Agora penso nisso. Ouço Paulo Freire enquanto escrevo isso. Não sei como chegou ate mim.
Wiki – pedinte
Solipsismo (do latim "solu-, «só» +ipse, «mesmo» +-ismo".) é a concepção filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências. O solipsismo é a consequência extrema de se acreditar que o conhecimento deve estar fundado em estados de experiência interiores e pessoais, não se conseguindo estabelecer uma relação direta entre esses estados e o conhecimento objetivo de algo para além deles. O "solipsismo do momento presente" estende este ceticismo aos nossos próprios estados passados, de tal modo que tudo o que resta é o eu presente. Com o intuito de demonstrar como considerava ridícula esta ideia, Bertrand Russell refere o caso de uma mulher que se dizia solipsista, estando espantada por não existirem mais pessoas como ela.
A neoescolástica define solipsismo uma forma de idealismo, que incorreria no egoísmo pragmático, que insurge pós-proposição cartesiana "cogito, ergo sum"; solipsismo é atribuída por Max Stirner como uma reação contra Hegel e sua acentuação do universal (a Gestalt onde tudo se classifica em hipótese – antítese – síntese) o solipsismo somente tem por certo, inconteste, o ato de pensar e o próprio eu. Assim, tudo o mais pode ser contestado ou posto em dúvida.

Por extensão: Modo de vida ou hábitos de quem vive na solidão. 

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