terça-feira, julho 14, 2009

boa noite, Ontem.

Nessa minha pequena e inútil vida eu só quero o amor. O peso do mundo é o amor. Peço agora que não nos pese tanto. Me pego lembrando um doce e difícil passado. Onde ontem mesmo encontrei uma pessoa que me fez avaliar os anos. Sim, os anos se passaram feito água, mas essa é apenas uma marcação dos imensuráveis espaços entre o que vivemos. Foi quando senti uma grande perda pela primeira vez. Dos dezoito aos vinte e poucos anos, quando éramos meninos... Viver e apenas viver, intensamente. Não se pode ser "mais ou menos" intenso e vendo aqueles olhos verdes, penso que lês imediatamente nos meus olhos que nunca acreditaria em você. Por isso eu cá sou eu e você está onde está. Eu, não nada mudei. Continuo amando demais, onde o sol nunca se põe. O mesmo andante contínuo, porém mais contido mais sóbrio e mais sombrio. Livre, leve e suavemente vou levando. Hoje meu irmão disse que aos trinta se sente alguma coisa, aos quarenta se sente apavorado. Ele completou quarenta anos no dia quatro de julho. A distância de idade que hoje nos separa é pequena. Tenho completos trinta e um anos, e vai a vida se passando. Como rio como nuvem como cavalo, ou como qualquer alusão que se queira fazer a esse riacho pouco profundo. Eis, pois, o homem que sou. Pensei na minha pequena e no dilema que vivia quando tinha quase nenhum objetivo nem meta de tão rigoroso ser. Obediência cega e ritualística. Ato social total, de origem tribal e ainda vigente nas sociedades primitivas. Conexões atávicas com a sociedade pós-industrial.
Vejo um não
blues.
Venho quase
blues.
Anestesiado.
Pensei na vida. Fui eu o grande mestre do desastre e rei do impasse. Grande guru de vidas insondáveis, registro fractal da luz da lua no quintal. Quase tocando as partes vis e sonhando vis a vis tu alma tuya. Imaginando páginas escondidas do seu mundo-adentro. Adentro suas noites a sós no travesseiro, seu repleto pequeno mundo inteiro. Penso nos exercícios de meditação. Começo a embriagar-me de um sono que te traz pra perto de mim e vou dormir,
sem nome, sem face, sem modem, sem impressão digital, Sem Fantasia
apenas desejo

a prenda imensa dos carinhos teus

9 comentários:

Ana R. disse...

"...registro fractal da luz da lua no quintal...."
E o silêncio da madrugada fria no tempo que corre e escorre...

Gisele Freire disse...

Puxa vida, que bom ue voltou!!!!!!!!!!!!!
Lindo teu texto Gus, mas isso não é novidade :)
Bjs
Gi

Tempestade disse...

Bem-vindo!
Que bom ler mais um texto seu (tudo bem que ando na correria e não tenho tido o tempo para dedicação necessária para ler os blogs que gosto).
Lindo mesmo!
Saudades!
Beijos Tempestuosos!

olharapus disse...

gostei...mais uma vez marca a diferença!
a vida é... para mim, "Fazer das coisas simples coisas boas".
Beijinhos

BAR DO BARDO disse...

Belo texto!

Bicho, eu tenho 44, mas quem apavora (os outros) sou eu!

Calma, karma e cama... ou kama sutra...

Andrea B. disse...

Que lindo Gustavo!...Não pense e nem espere demais, aproveite cada minuto e cada momento que a vida te dá de presente...porque somos finitos, e tem momentos que nem escolhas podemos fazer...;)

Bjo, bom vc de volta...:)

Danitza disse...

para delírios e deleites... é bom ter você de volta!

Ps.: esqueci da contagem regressiva...rs

Beijos, Gus

Gicelle Archanjo disse...

Lindo, lindo texto.
O tempo é estranho e me dá medo, muito medo, minha cabeça está povoada de idéias, mas nao consigo fazer nada com elas... Gosto de ler os seus textos.

Papagaio Mudo disse...

oi Gicelle,

o marasmo
a inércia
e mãos à obra

Beijos,

Gustavo

ps: obrigado pelo carinho.