sábado, julho 27, 2013

Categoria de Tempo e Movimento em Goethe
Aptidão de Goethe de ver o movimento invisível do tempo, o espaço se modificando tornando a história indissociável da comunidade. Por exemplo, em Roma, um arquiteto pode olhar para as ruínas de duas formas: a) Recuperação - voltar ao "status quo ante", com olhar presente para o passado e não para o futuro, esquecendo-se de que o ambiente não é mais o mesmo; e b) Ruínas: constrói-se em cima um centro cultural em que a parte antiga é incorporada ao novo, é decoração do mesmo. Com as ideias do passado no presente, as ruínas não são um corpo estranho no presente, mas sim um lugar necessário na continuidade do tempo histórico. O passado está no presente e é produtivo, criador e ativo, funcionando como base e alavanca de uma transformação.  Uma cidade funciona como local dos poderes, como em Roma, onde a circularidade na arquitetura, as formas arredondadas, remetem à noção de eternidade do Poder Temporal e Espiritual (Coliseu, Vaticano).  Diante da ruína de uma igreja, não posso imaginar um mundo ateu.
As categorias de caráter, fusão do tempo, marca do tempo no espaço, tempo que remete ao lugar concreto de sua realização, a atividade criadora do tempo, o tempo ligado ao espaço e ao tempo em si, nos remetem às noções de: a) Plenitude: os locais não são neutros com relação aos acontecimentos, existe integridade e enxergar no espaço a marca do tempo que tem uma forma e dá ao espaço um sentido; e b) Necessidade: presente nas leis da criação do homem, que explicam diferenças, por exemplo, entre isso e aquilo.

Função da Arte
A arte, quando tem uma função, deixa de ser arte. Por exemplo, a utilização da cultura clássica pelo Nazismo. Pela perspectiva do monismo, definimos o ruim pelo conceito de bom (relação entre opostos), portanto se há um mau poeta é porque existe um mau leitor.

Fusão entre passado e presente
Crítica do fantasma romântico joga para o componente realista e no final dá uma definição do caráter cronotrópico, marcando o ponto de vista do homem contemplador, na lógica inexorável de sua existência histórico-geográfica. A criação do homem tem finalidades cívicas, políticas humanas, e necessidade de coerência com o espaço em que se está (coerência entre o mundo da vida e da cultura).

Consumidor e Usuário
Se existo como consumidor, vivo uma vida desencarnada, prevista pela cultura de massa, ao contrário do usuário, que faz seus caminhos, suas táticas. Qualquer peça de um conjunto tratado como massa é substituível. Os sistemas de avaliação dos consumidores não incorporam os processos de vida. O consumidor é passivo, enquanto que o usuário transforma o produto em instrumento de nova produção.

Valor da obra de arte

A obra de arte é um objeto real que possui valor (realidade-objeto), mas é um valor não idêntico à sua realidade. A tela e a tinta não pertencem ao valor que ela possui. Os bens são realidades-objetos vinculadas com valores. No entanto, os valores são separados do valor psíquico de avaliação. Valores estão associados à realidade, mas não são o mesmo que avaliações reais ou bens reais. A obra estética tem uma forma de acabamento: o autor introduz uma categoria de acabamento.
Juízo de valor
A construção de um juízo de valor, que é uma atribuição de valores, não esgota a experiência vivida, já que se constitui num ato individual de pensamento. O ato de pensar em caminhar enquanto se caminha dá sentido ao ato de caminhar, é constituinte desse ato, mas é um mero encadeamento formal. "Valorativo" é todo juízo que expressa valor. Submetemos um objeto ao plano valorativo do "Outro": Ele é caro para mim (eu o amo), não porque ele é bom, mas ele é bom porque é caro para mim. O amor desinteressado transforma o herói no objeto de uma tensão amorosa interessada. A forma de um juízo, que é o momento transcendente na composição de um juízo, constitui o momento da atividade de nossa razão: somos nós que produzimos as categorias de síntese. Se o juízo é desligado da unidade histórica do ato-procedimento real, e remetido para uma determinada unidade teórica, na sua faceta semântica não há lugar para o dever e para o evento real e único do ser. A tentativa de ultrapassar o dualismo é infecunda. O conteúdo isolado do ato cognitivo se desenvolve por livre arbítrio, lei autônoma que nos coloca fora do ato pela abstração, como responsáveis e individualmente ativos.
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