domingo, julho 28, 2013

“Sem um ‘Deus’ que lhes dê sustentação, os significados flutuam livres, sendo compreendidos apenas na relação de um com o outro, vistos em diferentes discursos”.
A fratura e a fragmentação dificultaram a unicidade do significado, conforme era concebido tradicionalmente.
O pós-moderno favoreceria, desse modo, os discursos flexíveis e eliminaria parte da rigidez do conhecimento elaborado no passado.

A cultura contemporânea se coloca diante de um rito de passagem em direção à desmaterialização da sociedade pós-industrial.
O ciberespaço tornou-se um rito de passagem obrigatório para os novos cidadãos da cibercultura. É um ambiente midiático, como uma “incubadora de ferramentas de comunicação, logo, como uma estrutura rizomática, descentralizada, conectando pontos ordinários, criando territorialização e desterritorialização”.
As múltiplas janelas dos sistemas utilizados para navegar no ciberespaço ainda permitem que um usuário seja vários ao mesmo tempo, cada um sendo não apenas multitarefa, mas dispondo de múltiplas personalidades coexistindo em si, aprendendo, mais do que a transitar, mas a conviver com muitos "eus" em si.
O eu é só uma frágil construção, ele não tem substância própria, mas se produz através das situações e das experiências que o moldam num perpétuo jogo de esconde-esconde.
A imagem é talvez um pouco forte, mas será que não ilustra as múltiplas mudanças que constituem um mesmo indivíduo?
Por um lado, no decorrer de uma mesma existência, cada um se transforma diversas vezes. Variações, modificações, conversões, revoluções, inúmeros são os termos que traduzem essas mudanças. E elas afetam sua aparência física, de início, mas também suas representações, suas relações amicais ou amorosas, sem falar da vida profissional.


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