segunda-feira, outubro 07, 2013

uma e cinquenta e sete

Pequenas paisagens flutuantes
guardadas nas gavetas da memória,
fazendo alusão a noites passadas.

Little blue girl, você agora descansa noutros dantes
A noite dança seu compasso avermelhado.
Melodia previsível sem palavras.
Digo-te em segredo que há um altar quando acordo, durante sonho cortado poesia subconsciente.
A situação de vulnerabilidade
talvez não seja a consciência de todos.

Duas estrofes, de três versos, perdeu algum parágrafo
gaveta, voa vento, nada desabona as palavras.
A mesma paisagem de prédios e janelas, luzes acesas, lua minguante.
Zomba de mim com seu sorriso amarelo.

Você se liga em procurar minha vida? Que caravela é essa?
que se esconde, a quem mostraria sua realidade?
Como tentar esquecer uma sina, um acidente

feito tentar esquecer realidade,
feito rasgar carta antiga,
recado significa,
em Aldebaran
os sinos tocam à mesma hora, 
um dia mais,
novamente


Digamos que a Discórdia não foi convidada, mas dispôs à ela a sensualidade de uma Vênus de Milo, mesmo que por algumas horas. Diga-me então, quem sou? Mostra o que há na mais profunda escuridão da sua alma. Comece pelos elogios, deixe as críticas de lado. Deixa que a chuva que acaricie nossos corações tão secos. Mas parece que só a cerveja molhada em nossos lábios e o cigarro sacia nossos ares. 


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